Boletim Informativo

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

Boletim Informativo Regional São Paulo
Biênio 2000/01 - no. 18 – Setembro/01

Entrevista (capa):

Título: O futuro da Cirurgia Vascular

Quais as perspectivas da Cirurgia Vascular como especialidade no século XXI?

A cirurgia vascular iniciou o século XXI em evolução, tendo como fator gerador as tecnologias de imagem e o conceito de cirurgia minimamente invasiva. A idéia do tratamento das doenças vasculares pelas técnicas de cirurgia endoluminal tornou-se realidade. Porém, a não valorização adequada da técnica e a tendência conservadora do cirurgião vascular permitiu a divisão dessa terapêutica com os radiologistas intervencionistas e cardiologistas hemodinamicistas. Este fato limitou as perspectivas da especialidade no futuro próximo, já que boa parte das patologias vasculares estão sendo realizadas por esses especialistas que têm grande acesso aos pacientes e maior e melhor organizado um trabalho de marketing. É provável que em cinco anos os cardiologistas absorvam mais de 50% dos procedimentos endoluminares, restando 30% a 35% aos radiologistas e somente 15% aos vasculares. A melhor solução para tentar reverter esse prognóstico seria uma estratégia agressiva de treinamento dos novos cirurgiões vasculares, ou seja, prepará-los para uma grande competição. Do contrário, perderemos uma parcela importante de influência e controle de várias patologias vasculares. Uma estratégia alternativa seria a integração dos cirurgiões vasculares com os radiologistas e hemodinamicistas, trabalhando de forma comum e integrada. Constituir-se-ia um centro multidisciplinar para doenças do sistema circulatório.

Baseada em recentes pesquisas e em evidências, há uma indiscutível tendência ao tratamento clínico da aterosclerose, causa maior da morbimortalidade das doenças arteriais. Investigações sobre a biologia molecular e fatores genéticos vão esclarecendo melhor a aterosclerose, permitindo retardar sua evolução. Terapias adequadas e combinadas já permitem a estabilização ou até a regressão da placa de ateroma. Deve ser considerado, ainda, que o melhor conhecimento do metabolismo do endotélio e sua reatividade, contribuirão de forma mais definitiva para o desenvolvimento do tratamento clínico nesse século, restringindo as indicações cirúrgicas.

A patologia venosa destacar-se-á pela sua prevalência. A evolução técnica da cirurgia de varizes permitirá, cada vez mais, seu tratamento ambulatorial, ou seja, com procedimentos progressivamente menos invasivos. A doença tromboembólica com seu diagnóstico bem padronizado pelos métodos não-invasivos e tratamento com heparina de baixo peso molecular, deixando de receber, paulatinamente, tratamento hospitalar. Entretanto, em nosso país, parece inevitável a possibilidade do advento da flebologia como uma especialidade totalmente independente. Ou seja, com especialidade autônoma, de forma definitiva, como já ocorre em alguns países.

Quais as perspectivas do cirurgião vascular no sistema de saúde nacional?

Dois fatores contribuíram de forma significativa, impedindo melhor evolução das condições de trabalho e remuneração dos médicos cirurgiões vasculares. Primeiro, o advento da rápida e despreparada socialização da medicina em nosso país. O comando das atividades médicas pelo plano de saúde, que visam sobretudo o lucro e conseqüentemente a má remuneração dos profissionais por valores expressos em tabelas desatualizadas e nem sempre respeitadas tornaram o médico um operário mal pago. O que deveria ser o ganho real do médico é na verdade o lucro dos planos de saúde. Em segundo lugar, a permissão pela abertura de grande número de faculdades de medicina nem sempre capazes de prepararem adequadamente novos profissionais gerou e gerará progressivamente uma demanda crescente de médicos, praticamente concentrados nas grandes cidades. A má distribuição da oferta contribuirá fortemente para distorções referentes às condições de trabalho e de dignidade da atividade médica, assim como sensíveis prejuízos nas perspectivas de sua sobrevivência.

É possível, inclusive, que todos esses fatores possam contribuir para modificar as finalidades maiores das Sociedades Científicas, as quais nasceram como departamento científico da Associação Médica Brasileira (AMB), e como tal deveriam estar voltadas exclusivamente para a ciência. É importante, desde já, iniciar a luta para modificar esse status quo.

A. C. Simi

Vice-Presidente Mundial da

Sociedade Internacional de Cirurgia Cardiovascular

Nesta edição

capa – Entrevista:

pg 2 Editorial, expediente e notas

pg 3 Fórum cibernético

pg 5 Reunião científica

pg 6 trabalhos científicos

pg 7 agenda

Editorial (pág. 2): Palavra do Presidente

Palavra do Presidente

O recado deste mês é um convite geral para que todos os cirurgiões vasculares compareçam ao Congresso Brasileiro de Cirurgia Vascular que acontece este ano no Rio de Janeiro.

Este é um evento que merece respeito e que todo cirurgião separe, em sua agenda, esses quatro dias para estarem presentes, tanto no Congresso quanto na Assembléia convocada.

É necessário uma Sociedade forte para discutir e encaminhar propostas para os convênios médicos e serviços públicos de saúde, assim como para os próprios consultórios particulares, a respeito de temas como o cuidado com as indicações médicas, a ética médica e o respeito aos direitos do paciente. Todas essas propostas e discussões devem chegar a um consenso, tornando-se uma referência que contribua sempre com a melhoria da qualidade dos serviços médicos prestados.

Só que sem a participação de todos não há como estabelecer opinião geral, baseada no consenso da maioria. Ficar no consultório apenas tentando ganhar seu dinheirinho, seus R$ 30,00 ou R$ 40,00 por consulta, não contribuirá para a evolução da medicina no país.

O convite que fica aqui é para termos uma Sociedade forte, capaz de se manifestar soberanamente entre seus pares, para os outros médicos não cirurgiões vasculares e para a sociedade em geral.

O sucesso dessa pequena ação é um pouco do que pode garantir a construção de uma sociedade melhor para todos nós. Compareçam!

José Mário Reis

Presidente da SBACV

Nota da Tesouraria:

Os sócios que ainda não quitaram a anuidade de 2001 poderão fazê-lo via depósito bancário, acrescido de multa, conforme as normas estatutárias, e enviar posteriormente o comprovante para a sede da SBACV – Regional São Paulo.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo telefone (11) 5083-3686.

ENVIE SEU RESUMO DE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO NAS PRÓXIMAS REUNIÕES CIENTÍFICAS. OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS ATÉ O DIA 15 DO MÊS ANTERIOR AO DA PUBLICAÇÃO. ALÉM DOS RESUMOS, VOCÊ PODE PUBLICAR TAMBÉM ARTIGOS NO BOLETIM. ENCAMINHE-OS PARA A SECRETARIA DA SBACV OU PARA O E-MAIL boletim@sbacvsp.com.br.

Expediente

Presidente: José Mário S. M. dos Reis

1o. vice: Roberto Saccilotto

2o. vice: Newton de Barros Jr.

Secretário geral: José Carlos Baptista da Silva

1o. secretário: Alexandre Mariera Anacleto

2o. secretário: Ruy Barbosa

Tesoureiro geral: Arual Giusti

1o. tesoureiro: Winston Ioshida

2o. tesoureiro: Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade

Diretor de eventos: José Augusto Costa

Vice-diretor de eventos: Luiz Francisco Poli de Figueiredo

Diretor científico: Henrique J. Guedes Neto

Vice-diretor científico: Nilo Izukawa

Diretor de defesa Profissional: Luis Araújo Jr.

Vice-diretor de defesa: Walter Campos Jr.

Diretor de publicações: Jorge Agle Kalil

Vice-diretor: Aldo Ferronato

Diretor de informática: Claudio Yokoyama

Diretor de patrimônio: Fausto Miranda Jr.

Conselho superior: Antonio Carlos Simi 

                             Bonno Van Bellen

                             Emil Burihan

                             Fausto Miranda Jr.

Francisco H. de Abreu Maffei

                             Pedro Puech-Leão

                             Wolfgang G. W. Torn

Jornalista responsável: Rose Campos - Mtb: 22.000/SP

e-mail redação: boletim@sbacvsp.com.br

Fórum cibernético

Continuamos a divulgar as informações e discussões levantadas no Fórum Cibernético Vascular, uma iniciativa do Dr. Bonno Van Bellen. Apresentamos mais um caso discutido por vários profissionais participantes do Fórum e informamos o endereço para você também participar: forumvasc@ensino.net.

O interessado deverá enviar sua contribuição para este endereço e o moderador do Fórum encaminhará a matéria posteriormente para todos os cadastrados.

Questão 117 – Arterite em mulher

Dr. Luiz Sergio Marangão (Marilia – SP) pergunta em 21.07.01

Caros colegas do Forum:
Paciente de sexo feminino, 40 anos,  deu entrada no Serviço de Cirurgia
Vascular da Faculade de Medicina de Marilia, com queixa de dor em membros inferiores (Classe 4 de Rutherford). Como antecedentes apresenta doença mista do tecido conjuntivo em tratamento ambulatorial com predinisona 20mg/dia. É tabagista há 20 anos e refere ter hipertensão arterial há 15anos. Nega diabetes.

Ao exame havia ausência de pulso femoral à esquerda e pulso femoral diminuído à direita. Todos os demais pulsos estavam ausentes nos membros inferiores.

Ateriografia em anexo.
Apresento as seguintes questões:
1. Qual a melhor conduta terapêutica nesse caso?
2. Anticoagulação ou antiagregação? Por quanto tempo?

Dr. José Fernandez Montequin (Havana – Cuba) responde em 25.07.01

La paciente atraviesa un cuadro muy complejo de tratar por tener una enfermedad de base (del colageno?) ademas de ser fumadora e hipertensa. No puede observarse en la sustraccion digital, tractus de salida en la pierna, lo cal seria necesario para practicarle una cirugia revascularizadora distal, en caso de haber lesiones abiertas.

 Sugerencias

1) De tener lesiones distales, procurar hacer una arteriografia convencional que nos diga como estan los tractus de salida infrapopliteos

2) Indice de presiones y presiones segmentarias, como estudio hemodinamico, para conocer su status de flujo.

3) Control absoluto de factores de riesgo

4) Evaluar cirugia revascularizadora distal, de tener lesiones, como alternativa de na perdida futura o inmediata de miembros inferiores.Tecnicas a usar, safena invertida o in situ. Pronostico elevadamente reservado en estos casos, repito son alternativas.

5) Personalmente prefiero anticoagulacion, y ante la agresividad le añado antiagregacion. Controles de INR, colageno y reptilasa, para determinar niveles de anticoagulacion y antitromboticos. 

Dr. Marcelo Melzer (Porto Alegre – RS) responde em 25.07.01

Caro Dr. Luiz


Levando em consideração a história clínica de uma paciente do sexo feminino,
jovem, tabagista e com dor no repouso, em associação com a arteriografia, acho que trata-se de um caso de Small Aortic Syndrome (Síndrome da Aorta Fina).
O diagnóstico de doença mista do tecido conjuntivo é relevante, principalmente,
pois o uso crônico de corticosteróides pode acelerar o processo aterosclerótico,
mas não considero a vasculite, como sendo a causa básica do quadro de isquemia crítica da paciente.
O tratamento proposto é um bypass aorto-bifemoral seguido de antiagregante
plaquetário do tipo AAS (mais para prevenção de evento coronariano isquêmico e doença cérebro-vascular, do que propriamente para aumentar a perviedade do bypass, pois este ainda é um tema controverso).
          Um forte abraço
   

Dr. Mariano Terrazes (Manaus – AM) responde em 27.07.01

Adotar medidas gerais de parar de fumar e controle da HAS, e associar
procedimentos de revascularização, tais como angioplastia com colocação de
stents nas iliacas comuns e na iliaca externa esq. Manter a paciente em uso de
antiagregantes plaquetários indefinidamente, apesar do uso de anticoagulante
oral também estar indicado (contrôle ambulatorial mais complicado).

Dr. Luiz Sergio Marangão (Marilia – SP) acrescenta em 27.07.01

Caro Dr Marcelo Melzer:
 
A recontrução do tipo aorto biilíaco é possivel, tendo em vista os menores indices de infecção em paciente que fará uso de corticoides por tempo
indeterminado. Agradeço as informações e coloco essa possibilidade , pois
talvez a arteriografia não tenha ficado claro.O que acha da endarterectomia
da aorta caso haja plano de clivagem?
Abraços.

Dr. J. A. Pereira Albino (Lisboa – Portugal ) responde em 27.07.01

Em resposta a este caso gostava de salientar alguns pontos: 

1- Penso que o quadro é consequente á vasculite apresentada pela doente necessitando-se de se saber que tipo de vasculite estamos em presença e se existem em circulação anticorpos lupicos ou se tem um sindrome antifosfolipidico  que condicionara desfavoravelmente o prognostico 

2- Apesar de não ter uma grande visibilidade das arteriografias parece-me que existe sobretudo estenoses marcadas do eixo iliaco primitivo direito e uma oclusão do eixo iliaco primitivo esquerdo junto da emergencia com a arteria hipogastrica que se encontra ocluida. Não existem lesões a nivel do sector femoral mas provavelmente esta doente tem lesões das arterias infrapopliteias facto normal neste tipo de doença. 

3- Assim a minha primeira terapêutica seria endovascular colocando endoproteses nas lesões referidas. Tentaria realizar por abordagem femoral. 

4- Após o procedimento penso que haverá uma melhoria significativa do quadro dada a melhporia que vamos conseguir no "in flow". No entantto é de referir que o prognóstico a longo prazo a meu ver não é muito favoravel pelo que é necessário insistir com uma correção dos factores de risco e proceder a uma antiagregação marcada com aspirina e clopidogrel ou eventualmente com aspirina e ticlopidina. 

Cumprimentos 

J. A . Pereira Albino 

St Marta H. Lisboa Portugal

Dr Wilson Schneider Moura (Curitiba - PR) responde em 29.07.01

Nestes casos tivemos bons resultados a longo prazo com arterioplastia trans-operatoria com interposição de patch de pericardio bovino, ablaçào do tabagismo e uso de dipiridamol+pentoxifilina.Temos tido melhora e uma marcha útil muito mais longa e diminuição nas diárias de internação.

Dr. Marcelo Melzer Teruchkin (Porto Alegre – RS) responde em 30.07.01

Caro Dr. Luiz

Em relação ao uso da endarterectomia, no caso da sua paciente, eu considero
que não seja o procedimento mais adequado por dois motivos:

1. A aorta da paciente e, principalmente, as suas ilíacas são de muito pequeno
calibre e com lesões difusas.
2. A paciente está em vigência de corticoterapia, provavelmente de longa
data e sabemos que este fator torna os tecidos, inclusive o sistema arterial,
mais friável, tornando um procedimento de manipulação direta e consideravelmente traumático, como a endarterectomia, de maior risco para ruptura e sangramento pós-operatório.
   Concordo com os colegas em relação ao controle de fatores de risco para aterosclerose e considero que os procedimentos endovasculares, neste caso, não teriam uma indicação precisa, por não se tratar de uma estenose de ilíaca isolada e apresentar comprometimento ostial na bifurcação da aorta.

       Um forte abraço, Marcelo Melzer Teruchkin
         POA/RS

Dr. Dalton de Oliveira (Ourinhos – SP) responde em 05.08.01

Caro Luiz Sergio, concordo com o colega Marcelo Melzer mas ainda continuaria com corticoides monitorizando laboratorialmente evoluçao inflamatoria, eco doppler arterial dos membros inferiores e pediria para um colega reumatologista para acompanharmos juntos este caso. abraços Dalton Oliveira Ourinhos Sao Paulo.

Dr. Jose Fernandez Montequin (Havana – Cuba) pergunta em 05.08.01

Dr. Marangao

Despues de recibir tantos criterios, que fue lo que Ud. decidio hacer? como evoluciono la paciente con la solucion dada o escogida por Ud.

Gracias por la respuesta

Dr. Jose Fernandez Montequin

Habana, Cuba

O Moderador pergunta em 09.08.01

Prezado Dr. Luiz Sergio Marangão

Peço responder à pergunta do Dr. Montequin que deve ser a pergunta de todos: O que voce fez com a paciente?

Dr. Fernando Cézar Franco (São Paulo – SP) responde em 10.08.01  

Caro Luis Sérgio Moura,

De acordo com a arteriografia enviada, acho que a melhor conduta seria a utilização de um enxerto aorto-bifemural, pois as lesões em ambas as ilíacas são extensas, o que piora o resultado da angioplastia mesmo com stent. O enxerto aorto-bi-ilíaco não é aconselhável devido à rápida progressão da doença nesta artéria. Em relação à maior possibilidade de infecção da região inguinal pode evitá-la com profilaxia antibiótica e cuidados locais.

Um abraço 

Fernando

Dr. Luiz Sergio Marangão (Marilia – SP) informa acerca o tratamento realizado em 10.08.01

Prezados colegas:
A paciente foi submetida a bypass aorto-bifemoral com protése de dacon 16x8mm com boa evolução e resolução do quadro de dor em repouso, recebendo alta hospitalar no 2º PO.

Encontra se no 12ºPO em acompanhamento ambulatorial sem
intercorrência até o momento.

Em relação ao anti-coagulante lúpico, foi negativo e por isso optamos apenas em mantê-la com anti-agregante plaquetário (AAS 100mg/dia).
Agradeço a todos pelas orientações. Abraços.

Bonno Van Bellen

Reunião científica:

SERVIÇO DA DISCIPLINA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DA FACULDADE DE MEDICINA DO ABC

Prof. Dr. Ohannes Kafejian

A Faculdade de Medicina do ABC, fundada em 1969 tem como órgão mantenedor a Fundação do ABC, entidade mantida pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.

O campus universitário situa-se em Santo André, e as suas atividades hospitalares são feitas no Centro Hospitalar de Santo André, Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo e Hospital de Ensino Padre Anchieta em São Bernardo do Campo.

Um grande acontecimento na FMABC foi recentemente a oficialização do convênio firmado pessoalmente pelo Exmo. Sr. Governador Geraldo Alckmin entre a FMABC e o novo Hospital Regional de Clínicas de Santo André, durante a abertura do Congresso Médico-Universitário do ABC. Neste hospital, com cerca de 400 leitos, está reservado para a disciplina uma enfermaria específica, que será somada aos outros serviços já existentes.

A Cirurgia Vascular está presente desde a fundação da FMABC inicialmente vinculada ao departamento de cirurgia, na disciplina de cirurgia cardiovascular. A partir de 1973, passou a ser responsável pelo setor o Prof. Dr. Ohannes Kafejian, graduado pela Escola Paulista de Medicina, atual Universidade Federal de São Paulo, mestre, doutor e docente livre em cirurgia, professor titular da disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular da FMABC desde 1978. Foi também chefe do serviço de Cirurgia Vascular do Hospital Heliópolis por 35 anos, onde aposentou-se em 1997.

Nas décadas de 70 e 80, as atividades práticas para os alunos da FMABC em formação, internos, estagiários e residentes foram realizadas no Hospital Municipal de Santo André, atual Centro Hospitalar de Santo André.

Os responsáveis nestas duas décadas pelas atividades didáticas, além do professor titular, foram os professores Dr.Osvaldo Cilurzo, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, o saudoso Dr. Antonio Carlos Ricci e também o Dr. Arual Giusti, atual tesoureiro geral da regional São Paulo da nossa Sociedade.

Nesse mesmo período, o ensino da disciplina para os alunos do 4o. ano eram complementadas no Hospital Heliópolis por meio de atividades teórico-práticas, como cirurgias, arteriografias, atividades em enfermaria, etc. Nesta época o Prof. Kafejian instituiu neste hospital o pioneiro curso prático-intensivo de cirurgia vascular, que eram realizados anualmente, com duração de uma semana, geralmente em novembro, onde realizavam-se cirurgias arteriais de alta complexidade, tornando-se tradicional devido ao seu sucesso, com grande interesse dos cirurgiões vasculares tanto em formação como para reciclagem de seus conhecimentos.

Em 1988, iniciaram-se as atividades assistenciais de Cirurgia Vascular no Hospital de Ensino Padre Anchieta da FMABC, através da atuação do Dr. João Antonio Corrêa, que paralelamente realizava orientações aos internos e residentes de Cirurgia Geral.

Com o crescimento do serviço, em 1990, houve necessidade de contratação de novos assistentes sendo estes o Dr. Sidnei José Galego e Dr. Luciano Luis Durante, este posteriormente substituído pelo Dr. Eduardo Ramacciotti (1994).

Nesta época foi introduzido o ciclo de internato específico para internos do quinto ano com duração de 15 dias, ciclo este que persiste nos mesmos moldes até hoje, porém atualmente para os alunos de sexto ano.

Em 1996, novamente devido ao crescimento do serviço e com a ampliação das instalações hospitalares, com maior número de leitos, houve condições para a criação de estágio em cirurgia vascular com abertura de uma vaga naquele ano e duas vagas em 1997. Em 1998 houve aprovação do programa de residência médica pelo MEC de Cirurgia Vascular da FMABC, com autorização para duas vagas para R1 e duas para R2, o que possibilitou grande crescimento do serviço e renovou o entusiasmo de toda equipe.

O hospital de Ensino – Padre Anchieta –, é voltado basicamente para especialidades cirúrgicas, com 110 leitos disponíveis, um centro cirúrgico com cinco salas, todas com capacidade para cirurgias de grande porte, sendo uma delas aparelhada com arco em C digital. Possui também um Hospital Dia com nove leitos femininos e cinco masculinos e um centro cirúrgico com duas salas para cirurgias de pequeno e médio porte.

O hospital conta com uma unidade de angioradiologia, com um aparelho de angiografia digital de última geração, que possibilita exames vasculares periféricos, neurológicos e cardíacos, além dos procedimentos endovasculares. Conta ainda com aparelho ultrasom Doppler colorido,  um tomógrafo, uma UTI equipada para suporte de cirurgias de alta complexidade, banco de sangue próprio e laboratório próprio.

A disciplina de Cirurgia Vascular atualmente está constituída da seguinte forma:

·        Professores da FMABC

Professor Titular: Prof. Dr. Ohannes Kafejian

Professor Assistente: Dr. Oswaldo Cilurzo

·        Professores Assistentes do Hospital de Ensino 

            Dr.  João Antonio Corrêa

            Dr.  Sidnei José Galego

            Dr.  Eduardo Ramacciotti

            Dra.Andréa Paula   Kafejian Haddad

            Dr.  Vanderlei da Silva  Paula

            Dra.Yumiko Regina Yamazaki

            Dra. Soraia Helal

            Dra. Eliana K. Yamashita

·        Professores Assistentes Colaboradores

Dr. Robson Barbosa de Miranda

Dr. Roberto Yamassaki

Dr. Cláudio A.Yokoyama

Dr. André Câmara

Dr. João Gualberto Diniz

Dr. Heraldo Barbato

          O corpo docente da disciplina possui quatro mestres e quatro professores cursando o doutorado, e todos os assistentes estão associados à nossa sociedade. Com ênfase destaca-se o assistente Vanderlei da Silva Paula, ocupando o cargo de curador no conselho de curadores da Fundação do ABC.

As atividades científicas são incentivadas junto aos alunos, aos residentes da especialidade e aos da cirurgia geral que rodiziam no serviço, participando todos os anos de congressos médicos acadêmicos, com apresentação de trabalhos científicos, além de participação nos congressos regionais e nacionais da especialidade. Possui publicações na revista da Sociedade Brasileira e Cirurgia Vascular, e em outras revistas médicas.

São realizadas reuniões científicas semanais, às quartas-feiras, com a presença de toda a equipe, sob supervisão do Prof. Titular e mensalmente é recebido um convidado de destaque nas diversas áreas da cirurgia vascular ou de especialidades afins. Às segundas feiras são realizados seminários e visitas didáticas com os internos do 6o. ano e reuniões de trabalho e também são elaborados artigos de revista com os residentes.

Destacam-se na disciplina, atualmente, as pesquisas na linha de acessos vasculares para hemodiálise, pé diabético, trombose venosa profunda, úlceras de membros inferiores e está se iniciando linha de pesquisa em linfedema e cirurgia endovascular.

          As atividades hospitalares da disciplina concentram-se no Hospital de Ensino da Faculdade de Medicina do ABC – Padre Anchieta –, apoio ao Hospital Municipal Universitário de Rudge Ramos e urgências vasculares do Hospital Municipal de Santo André.

          Com a criação do Hospital Dia, em 1998, houve a possibilidade de suprir a demanda reprimida de cirurgias eletivas de varizes de membros inferiores, inicialmente através da criação de sistema de mutirão, mesmo antes da recomendação do Ministério da Saúde, quando foram realizadas 72 cirurgias neste sistema, em três fases. Atualmente, por meio deste setor, realizam-se cerca de 28 cirurgias de varizes/mês, sendo um dos poucos hospitais públicos que presta este serviço rotineiramente, sem prejuízo das cirurgias complexas.

A disciplina possui 14 leitos eletivos fixos para internações de doentes arteriais e demais patologias.

São realizados cerca de 5000 atendimentos ambulatoriais/ano e uma média de 780 cirurgias/ano, sendo que destas, cerca de metade são de cirurgias arteriais. Nos atendimentos ambulatoriais são realizados pequenos procedimentos  e curativos específicos como botas de Unna (  500 /ano).

As atividades são divididas da seguinte maneira:

·        Professor Titular da Disciplina  - Prof. Dr. Ohannes Kafejian

·        Responsável do Serviço do Hospital de Ensino – Dr. João Antonio Corrêa

·        Responsáveis por atividades de imagem (treinamento)

Duplex Scan

Dr. Roberto Yamassaki

Dr. Robson Barbosa de Miranda

Angiografia digital

Dr. Cláudio Yokoyama

Dr. André Câmara

Dr. João Gualberto

Dr. Heraldo Barbato

·                         Exames não invasivos-                              
Dra. Soraia Helal

·                        Afecções Venosas                                  
Dr. Eduardo Ramacciotti

·                         Afecções Linfáticas-                                  
Dra. Andréa Kafejian-Haddad

·                         Afecções Arteriais –                                  
Dra. Yumiko Regina Yamazaki

·                         Afecções Vasculares Inflamatórias        
Dr. Vanderley da Silva Paula

·                         Acessos Vasculares                                
  
Dr. Sidnei José Galego

·                         Pé diabético             -                                
  
Dr.  Sidnei José Galego

·                         Úlceras de membros inferiores                
Dra Eliana Kyomi Yamashita

·                         Exames Vasculares Invasivos                     
Dr. Vanderley  da Silva Paula

A disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular vem acompanhando o  grande crescimento que vem ocorrendo na Faculdade de Medicina do ABC nos últimos oito anos, nas gestões do atual diretor Prof. Dr. Milton Borrelli, com seu espírito empeendedor e de liderança, possibilitou estes avanços.

Estamos conscientes que a disciplina de cirurgia vascular da FMABC, ocupa uma posição de destaque para a região do grande ABC, e que o hospital de ensino da FMABC tornou-se  referência para o atendimento de todos os pacientes desta região, portadores de afecções vasculares graves que necessitem de cirurgias complexas.

Trabalhos científicos:

FÍSTULA ARTERIOVENOSA SAFENO-FEMORAL SUPERFICIAL COMO ACESO À HEMODIÁLISE – DESCRIÇÃO DE TÉCNICA OPERATÓRIA MODIFICADA E EXPERIÊNCIA CLÍNICA INICIAL.

DISCIPLINA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DA FMABC

Autores: João Antonio Corrêa, Adilson Casemiro Pires, Ohannes Kafejian,

Yumiko Regina Yamazaki, Cláudio Jun Shimizu, Ana Paula Rodrigues, Fabio Batistella

          Este trabalho tem por objetivo descrever uma técnica modificada de confecção de fístula arteriovenosa, para acesso à hemodiálise, avaliando os aspectos técnicos da sua confecção, sua eficácia e suas complicações.  Foram realizadas 16 fístulas arteriovenosas safeno-femoral superficial (FAVSFS), em 15 pacientes no período de agosto de 1998 à outubro de 2000.  Estes procedimentos foram efetuados em pacientes sem opções de acesso  em membros superiores.  A técnica utilizada foi a anteriorização e superficialização da veia safena magna e anastomosando-a na artéria femoral superficial distal.  As FAVSFS foram avaliadas quanto a facilidade de punção, flu8xo adequado, pressão venosa espontânea, adequação de diálise e complicações.  Todas as fístulas puderam ser concluídas com sucesso, sem complicações no intra-operatório.  Houve um óbito precoce, porém as demais estavam aptas às punções no trigésimo pós-operatório.  Quatorze foram utilizadas e na evolução, três pacientes foram submetidos a transplante renal, quatro apresentaram trombose, dois apresentaram pseudoaneurisma de punção, que foram ratados, mantendo as fístulas funcionantes.  Houve um óbito durante este período, e atualmente seis fístulas estão sendo utilizadas, tendo a mais recente dois meses e a mais antiga 26 meses de duração.  As FAVSFS mostram-se como boa alternativa para pacientes que não possuem outras possibilidades de acesso em membros superiores, permitindo tratamento hemodialítico eficaz, com boa taxa de perviedade a médio prazo.

NOVAS LINHAS DE PESQUISA DA DISCIPLINA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DA FMABC –

 Trombose Venosa profunda

Cirurgia Experimental

          Autores: Eduardo Ramacciotti, Vanderley da Silva Paula, Ohannes Kafejian

          Uma das linhas de pesquisa da disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular, em conjunto com as disciplinas de Oncologia e Cirurgia Experimental são os estudos com trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Além do laboratório de hemostasia, está em fase final de implantação o laboratório de biologia molecular, permitindo os estudos com extração de DNA, amplificação com a técnica de PCR ( Polymerase Chain Reaction) e avaliação das principais mutações presentes na gênese dos fenômenos tromboembólicos.

          Atualmente a disciplina participa da coordenação de dois trials nacionais envolvendo diferentes centros; o Cle - Trat, que avaliou prospectivamente em estudo randomizado em 200 pacientes  a eficácia e segurança de heparina de baixo peso molecular em dose única diária versus o tratamento convencional com heparina IV para tratamento de TVP proximal unilateral, resultados a serem apresentados no ASH ( American Society of Hematology ) deste ano. O outro Trial em andamento é o Cle-PTS, que é um estudo prospectivo, multicêntrico que avalia o impacto econômico dos diferentes graus de síndrome pós trombótica, incluindo 10 centros no Brasil com término previsto para final de 2002.

          Para 2002 estão sendo programados mais 2 estudos com a participação de outros centros envolvendo profilaxia prolongada para cirurgias maiores oncológicas e profilaxia para cirurgias plásticas de longa duração.

          Os estudos locais desenvolvidos com os alunos de graduação envolvem epidemiologia dos fatores de risco para TVP e EP em pacientes críticos de UTI e epidemiologia da embolia pulmonar, a serem apresentados no congresso da SBACV no Rio de Janeiro.

          Junto à disciplina de Técnica Operatória, desenvolvem-se estudos experimentais com ênfase aos acessos vasculares ( 2 teses de mestrado de 2 colaboradores da disciplina, concluídas). Atualmente, dois estudos experimentais envolvendo o uso de anastomoses arteriovenosas  sendo um como acesso à quimioterapia  e outro estudando o fluxo destas anastomoses com veias homólogas estando em fase de conclusão. Um estudo da vascularização do estômago de cão após ligadura parcial arterial foi concluído este ano junto à disciplina de cirurgia geral e apresentado como tese de mestrado de uma de suas colaboradoras junto à disciplina de Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da Escola Paulista de Medicina.  

FLEGMASIA CERULEA DOLENS - RELATO DE CASO

DISCIPLINA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DA FMABC

Autores: Sidnei José Galego, André Câmara, Eliana K. Yamashita, Soraia Helal, Andréa P. Kafejian-Haddad, Rogério Duque de Almeida, Ohannes Kafejian

I.R.P.S., 53 anos, masculino, branco, casado, natural de São Paulo (SP), procedente de São Bernardo do Campo (SP).

Paciente no 20o dia pós-operatório de cistoprostatectomia radical e confecção de neobexiga ileal ortotópica, por câncer de bexiga, manifestou, em membro inferior esquerdo, dor, parestesia, frialdade, pele de aspecto marmórea até região inguinal esquerda, tensão à palpação de panturrilha e  coxa e ausência de pulsos distais , caracterizando clinicamente um quadro de flegmasia cerulea dolens, evoluindo com progressão ascendente.

 Optou-se pela instalação de um filtro de veia cava inferior (filtro de Greenfield), por punção de veia femoral direita (contralateral à lesão), seguida de flebografia, na qual observou-se trombose das veias ilíaca, femoral e de perna esquerda. O paciente foi posteriormente submetido a tromboembolectomia venosa com cateter de Fogarty, seguida de fasciotomia de perna esquerda.

No pós-operatório, apresentou insuficiência renal e acidose, revertidas clinicamente. Os parâmetros clínicos vasculares evoluíram com melhora progressiva, de modo que no 20o dia pós-operatório apresentava pulsos distais 4+/4, com manutenção da perfusão e temperatura local. A fasciotomia apresentou boa granulação, permitindo ao paciente deambulação plena. A realização de flebografia tardia revelou trombos residuais em segmento ilíaco.

No caso clínico relatado, observamos uma forma grave de TVP, na qual as opções de tratamento combinadas garantiram uma boa evolução, a preservação do membro e a minimização do risco de TEP.

Artigo

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Agenda (pág. 7)

Reuniões Científicas Abertas a Todos os Interessados:

FACULDADE DE MEDICINA DA USP – às quintas-feiras das 10:00 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro – 8o. andar HC

BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO – às quartas-feiras das 12:30 às 13:30h LOCAL: Anfiteatro – 2o. andar B.P.

UNIFESP – ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA – às quintas-feiras das 13:30 às 15:30h LOCAL: Anfiteatro – 3o. andar H.S.P.

HOSPITAL HELIÓPOLIS – Visitas à Enfermaria

Terças-feiras às 8:00h LOCAL: 8o. andar e P.S.

HOSPITAL MUNICIPAL DO TATUAPÉ – Serviço de Cirurgia Vascular – Visitas e Discussão de Casos às quintas-feiras às 8:00 e às 14:00h LOCAL: 7o. andar e P.S.

HOSPITAL IPIRANGA – todas as terças-feiras – Visitas clínicas das 9:00 às 10:00h e Reuniões clínicas das 10:30 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro – 9o. andar

HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – Reunião e Visita Semanal do Serviço de Cirurgia Vascular – às segundas-feiras a partir das 8:15h LOCAL: 14 º. Andar

HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL – Visita à Enfermaria às terças-feiras das 7:30h às 9:00h, e discussão de casos clínicos às quintas-feiras às 18:00h.

INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA – Setor de Moléstias Vasculares – Visita e discussão de casos, às sextas-feiras, das 8:30 às 10:30h

UNICAMP – HOSPITAL DE CLÍNICAS – Reuniões da Disciplina todas as terças-feiras às 8:15h LOCAL: Anfiteatro 1 º. Andar do Amb. de Cirurgia. Segue-se a discussão de pacientes internados até 10:30h

CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA – Visitas à Enfermaria às segundas-feiras às 15:00h no 6 º. Andar às quartas-feiras às 16:00h

INSTITUTO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DE SANTOS – HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO – FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS – Reunião do Serviço com visita à Enfermaria e Discussão de Casos todas as segundas-feiras às 10:00h LOCAL: Anfiteatro do Hospital Guilherme Álvaro

FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU – HOSPITAL DAS CLÍNICAS – Visita e Discussão de Casos – segundas-feiras às 8:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular

FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA – Hospital Regional – Visitas e Discussões de Casos, terças-feiras às 9:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular

SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO – Disciplina de Cirurgia Vascular. Reuniões todas as quintas-feiras a partir das 9:00h LOCAL: 3 º. Andar do Departamento de Cirurgia (DC 3) – Informações: tel. 11 3226-7273 ramal 5645 com sra. Denil

Eventos nacionais

Estágio

O Instituto de Moléstias Cardiovasculares (IMC) de São José do Rio Preto/SP comunica que estão abertas as inscrições para o estágio em Angiologia e Cirurgia Vascular – Serviço do Dr. José Dalmo de Araújo, credenciado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) –, com duração de dois anos, composto de duas vagas.

As inscrições estão abertas a partir de 20 de setembro até 19 de novembro de 2001, às 9h, no Anfiteatro do IMC.

Valor da inscrição: R$ 50,00

A seleção consta de: - Avaliação do Curriculum Vitae

-         Prova escrita

-         Entrevista

Mais informações pelo telefone (17) 230-8510, com Silvana ou Elizandra (horário comercial)

XXXIV Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular

De 20 a 25 de outubro de 2001

Local: Hotel Intercontinental Rio – Rio de Janeiro/RJ

A programação, intensa, prevê 19 mesas redondas, 1 Simpósio Interativo e 2 sessões de casos clínicos/cirúrgicos com discussão interativa, todos com a duração de 1:45h, reservando-se pelo menos 45 minutos para discussão e perguntas. Um convidado especial fará seus comentários ao final de cada sessão, destacando os pontos mais interessantes e polêmicos de cada discussão.

Cursos pré-congresso: Trauma Vascular, Cirurgia Endovascular e Ecografia Vascular

Cursos durante o congresso: Escleroterapia e Substâncias Esclerosantes; Interpretação de Imagens em Terapia Vascular; Laser no Tratamento das Lesões Vasculares; Pé Diabético e Avançado de Cirurgia Endovascular

Estão previstos também 51 sessões de temas-livres e 3 simpósios satélites oferecidos pelas indústrias farmacêuticas.

Convidados estrangeiros:

Anthony J. Camerota, MD (EUA), Américo Dinis da Gama (Portugal), G. Melville Williams, MD (EUA), Giancarlo Biamino, Prof. Dr. (Alemanha), Lloyd M. Taylor, MD (EUA), Luis Mariano Ferreira, MD (Argentina), Michael D. Dake, MD (EUA), Norman M. Rich, MD (EUA), Robert Weiss, MD (EUA), Wolf-J Stelter, MD, PhD (Alemanha)

Informações:

e-mails: Sociedade@sbacvrj.com.br / angiologia@jz.com.br

Participe:

Você pode mandar artigos e informações sobre cursos e eventos. Faça também suas críticas e sugestões ao novo Boletim Informativo da SBACV – SP. Mande seu e-mail para: sbacv@shaman.com.br. E visite também o site da Sociedade: www.sbacv.sp.org.br