Biênio 2000/01 - no. 16– Julho/01
Nesta edição
capa - Entrevista:
pg 2 Editorial, expediente e notas
pg 3 Fórum cibernético
pg 4 Jornal club
pg 6 trabalhos científicos
pg 7 agenda
Editorial (pág. 2): Palavra do Presidente
Estamos prestes a poder participar de mais um congresso
com a presença maciça dos cirurgiões
vasculares. Trata-se do XXIV Congresso Brasileiro
de Cirurgia, que acontece de 8 a 12 de julho no Palácio
de Convenções do Anhembi (ver agenda).
No evento, além de discussões de interesse
para todos os cirurgiões vasculares, os assuntos
deverão ser de grande importância para
os cirurgiões gerais. E este é mais
um congresso onde a participação da
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
será intensa. Pode-se dizer que o módulo
reservado à cirurgia vascular será praticamente
um mini-congresso. Os profissionais que estejam se
preparando para obter o título de especialista
em cirurgia vascular não devem deixar de comparecer,
pois as discussões serão base para sua
formação.
Além desse congresso, observa-se pelo calendário
que este é um ano repleto de eventos dirigidos
à nossa especialidade e, para o segundo semestre
está programado o nosso congresso. Mas ainda
não esfriou o sucesso do Encontro Paulista,
que foi muito grande.
Também podemos nos alegrar pela boa participação
que temos obtido, cada vez mais, nas reuniões
científicas da Sociedade. Os trabalhos estão
fluindo e os serviços estão produzindo
trabalhos e também história, à
medida em que vão registrando, a cada número
do boletim, um pedaço da história desses
serviços e dos profissionais que os tornam
vivos e atuantes.
José Mário dos Reis - presidente
ENVIE SEU RESUMO DE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO
E DISCUSSÃO NAS PRÓXIMAS REUNIÕES
CIENTÍFICAS. OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS
ATÉ O DIA 15 DO MÊS ANTERIOR AO DA PUBLICAÇÃO.
ALÉM DOS RESUMOS, VOCÊ PODE PUBLICAR
TAMBÉM ARTIGOS NO BOLETIM. ENCAMINHE-OS PARA
A SECRETARIA DA SBACV OU PARA O E-MAIL boletim@sbacvsp.com.br.
Resolução do CFM
Resoluções Normativas
Pesquisas (Médicas ou Clínicas)
www.cfm.org.br
RESOLUÇÃO CFM no. 1.595/00 -
Disciplina a propaganda de equipamentos e produtos
farmacêuticos junto à categoria médica.
RESOLUÇÃO CFM no. 1.695/2000
O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições
conferidas pela Lei nO. 3.268, de 30 de setembro de
1957, regulamentada pelo Decreto no. 44.045, de 19
de julho de 1958, e
CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção
do médico é a saúde do ser humano,
em benefício do qual deverá agir com
o máximo zelo e o melhor de sua capacidade
profissional;
CONSIDERANDO que ao médico cabe zelar pelo
perfeito desempenho ético da Medicina e pelo
prestígio e com conceito da profissão;
CONSIDERAÇÃO que o trabalho do médico
não pode ser explorado por terceiros com objetivo
de lucro;
CONSIDERANDO que é vedado ao médico
exercer a profissão com interação
ou dependência de farmácia, laboratório
farmacêutico, ótica ou qualquer organização
destinada à fabricação, manipulação
ou comercialização de produtos de prescrição
médica de qualquer natureza;
CONSIDERANDO que é vedado ao médico
obter vantagens pessoais, ter qualquer interesse comercial
ou renunciar à sua independência no exercício
da profissão;
CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar a propaganda
de equipamentos e produtos farmacêuticos junto
à categoria médica,
RESOLVE:
Art. 1o. - Proibir a vinculação prescrição
médica ao recebimento de vantagens materiais
oferecidas por agentes econômicos interessados
na produção u comercialização
de produtos farmacêuticos ou equipamentos de
uso na área médica.
Art. 2o. - Determinar que os médicos, ao proferir
palestras ou escrever artigos divulgando ou promovendo
produtos farmacêuticos ou equipamentos para
uso na medicina, declarem os agentes financeiros que
patrocinam suas pesquisas e/ou apresentações,
cabendo-lhes ainda indicar a metodologia empregada
em suas pesquisas - quando for o caso - ou referir
a literatura e bibliografia que serviram de base à
apresentação, quando essa tiver por
natureza a transmissão de conhecimento proveniente
de fontes alheias.
Parágrafo Único - Os editores médicos
de periódicos, os responsáveis pelos
eventos científicos em que artigos, mensagens
e materiais promocionais forem apresentadas são
co-responsáveis pelo cumprimento das formalidades
prescritas no caput deste artigo.
Brasília-DF, 18 de maio de 2000.
EDSON DE OLIVEIRA ANDREDE RUBENS DOS SANTOS SILVA
Presidente Secretário-Geral
ANVISA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
com vários considerandos ADOTOU em 30 de novembro
de 2000, a RESOLUÇÃO de DIRETORIA COLEGIADA
e publicou sob número 102 o REGULAMENTO: no
artigo 19: O patrocínio por um laboratório
fabricante ou distribuidor de medicamentos de quaisquer
eventos ou públicos ou privados, simpósios,
congressos, reuniões, conferências e
assemelhados seja ele parcial ou total, deve constar
em todos documentos de divulgação o
resultantes e conseqüentes ao respectivo evento
1- qualquer apoio aos profissionais de saúde,
para participar de encontros, nacionais ou internacionais,
não deve estar condicionado à promoção
de algum tipo de medicamento ou instituição
e DEVE CONSTAR CLARAMENTE nos documentos referidos
no caput deste artigo 2- TODO palestrante patrocinado
pela indústria deverá fazer constar
o NOME DO SEU PATROCINADOR no material de divulgação
do evento.
Expediente
Presidente: José Mário S. M. dos Reis
1o. vice: Roberto Saccilotto
2o. vice: Newton de Barros Jr.
Secretário geral: José Carlos Baptista
da Silva
1o. secretário: Alexandre Mariera Anacleto
2o. secretário: Ruy Barbosa
Tesoureiro geral: Arual Giusti
1o. tesoureiro: Winston Ioshida
2o. tesoureiro: Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade
Diretor de eventos: José Augusto Costa
Vice-diretor de eventos: Luiz Francisco Poli de Figueiredo
Diretor científico: Henrique J. Guedes Neto
Vice-diretor científico: Nilo Izukawa
Diretor de defesa Profissional: Luis Araújo
Jr.
Vice-diretor de defesa: Walter Campos Jr.
Diretor de publicações: Jorge Agle Kalil
Vice-diretor: Aldo Ferronato
Diretor de informática: Claudio Yokoyama
Diretor de patrimônio: Fausto Miranda Jr.
Conselho superior: Antonio Carlos Simi
Bonno Van Bellen
Emil Burihan
Fausto Miranda Jr.
Francisco H. de Abreu Maffei
Pedro Puech-Leão
Wolfgang G. W. Torn
Jornalista responsável: Rose Campos - Mtb:
22.000/SP
e-mail redação: boletim@sbacvsp.com.br
Fórum cibernético
O Fórum Cibernético Vascular foi criado
há dois anos, por iniciativa do Dr. Bonno Van
Bellen, na tentativa de discutir com colegas as mais
variadas dúvidas dentro da especialidade. "Os
fóruns que normalmente existem são abertos.
Você entra na página, vê as perguntas
e, se quiser, coloca sua resposta. Significa que a
pessoa precisa tomar a iniciativa de entrar no fórum.
Também não há controle das respostas
e, às vezes, na própria resposta está
embutida uma pergunta. O fórum que eu idealizei
não tem página. A pergunta segue por
e-mail para os participantes."
O trabalho não é pouco. Atualmente,
existem cerca de 280 profissionais cadastrados no
Fórum Cibernético Vascular. No momento
em que cada um deles abre seu e-mail pessoal, recebe
a pergunta. Todas as respostas são enviadas
para o Dr. Van Bellen, que a redistribui a todos os
participantes. Ele também se coloca no papel
de moderador, interpretando as respostas e, muitas
vezes, estudando sobre o assunto. Além dos
participantes brasileiros, o fórum conta hoje
com a contribuição de cirurgiões
vasculares de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Cuba,
Argentina, Uruguai e Equador.
O endereço do Fórum Cibernético
Vascular é forumvasc@ensino.net
O interessado deverá enviar sua contribuição
para este endereço e o moderador do Fórum
encaminhará a matéria sucessivamente
para todos os cadastrados.
A questão 106 do Fórum teve muita repercussão,
tanto em função do inusitado e dramático
do tipo de lesão que a paciente em questão
sofreu quanto pela evolução do quadro.
Houve várias manifestações e
alguma controvérsia
Questão 106 - Trauma de carótida por
pit-bull
Dr. Ricardo Costa Val (Belo Horizonte - MG) pergunta
em 15.05.01
Paciente feminina, 24 anos, atacada por cão
da raça " pit-bull " que resultou
em mordeduras extensas na região cervical direita
e couro cabeludo. Socorrida por vizinhos e posteriormente
pelo corpo de bombeiros.
Admissão:
A vias aéreas pérvias,
B eupnéica,
C sangramento ativo e de consideráveis proporções
no couro cabeludo. Hematoma cervical direito,
D sem defícits neurológicos,
E perda quase total do couro cabeludo.
Iniciada reposição volêmica, tipagem
sangüínea, acionada cirurgia cardiovascular
e conduzida a cirurgia:
Cervicotomia exploradora direita revelou lesão
de veia jugular interna direita que foi restaurada
com fio prolene 6-0.
À ectoscopia artérias carótidas
não apresentavam quaisquer sinais de lesão,
sendo então realizada síntese possível
dos planos musculares, drenagem externa e medidas
de suporte, além de antibioticoterapia.
Cerca de 72 h após a cirugia a paciente apresentou
subitamente déficit neurológico motor
e sensitivo em todo hemi-lado esquerdo, sendo diagnosticado
através de tomografia computadorizada AVC isquêmico
de origem embólica.
A cirurgia cardiovascular solicitou arteriografia
do sistema carotideo e vértebro-basilar que
revelou duas imagens de subtração na
artéria carótida interna direita em
seu 1/3 proximal e medial: (dissecção
? lesão endotelial com trombose local ?)
Apresentando melhora progressiva dos déficit
neurológicos, apesar de ainda serem consideráveis.
Não está sendo anticoagulada pela neurologia,
em função da possibilidade de transformar
AVCi em AVCh e também porque eles consideram
não haver indicação formal para
o caso.
Na minha opinião deveria ser anticoagulada
por no mínimo tres meses. E a de vocês
?
Atenciosamente,
O Dr. Ricardo Costa Val coloca em sua pergunta uma
interrogação clara: deve ou não
ser a paciente anticoagulada frente ao quadro embólico
de origem traumática que ocorreu?
O Dr. Rodartino Rodarte de Lavras - MG, revela que
teve um caso semelhante, porém devido a acidente
automobilístico com trauma na região
cervical direita. A paciente, de 32 anos, desenvolveu
AVC embólico extenso e trombose da carótida
e acabou evoluindo para o óbito em questão
de 48 horas.
O Dr. Gilberto Narchie Rabahie de São Paulo
- SP considera que a paciente deveria ter sido submetida
a arteriografia intra-operatória. Ressalta
que a fonte da embolia deverá ser corrigida
assim que as condições clínicas
o permitirem, pois novos episódios podem ocorrer.
E aconselha que a paciente deve ser mantida heparinizada
enquanto a correção cirúrgica
não seja realizada.
O Dr. Mario Augusto de Freitas, de Santo André
- SP concorda com a conduta da neurologia, pois existe
a possibilidade de pequenas hemorragias no interior
das áreas necróticas no SNC, as quais
poderiam ser pioradas em vigência de discrasia
sanguínea. Sugere a manutenção
apenas de AAS (100 a 200 mg / dia) com o intuito de
evitar a formação de novos grumos plaquetários
enquanto o endotélio da região é
regenerado. Recomenda ainda realização
de avaliação trimestral das carótidas
com duplex no primeiro ano para "screening"
de pseudo-aneurismas na área de lesão.
O Dr. Romulo Danza de Montevideo - Uruguai ressalta
que a lesão corresponde provavelmente a uma
dissecção subintimal com possivel acúmulos
de plaquetas. Recomenda que seja feito um novo duplex
ou mesmo uma arteriografia para certificar-se que
a lesão tenha desaparecido e nesse meio tempo
manteria a anticoagulação. Mas não
pondera quanto à preocupação
da neurologia com o eventual problema hemorrágico
cerebral.
Já o Dr. Silvio Romero Marques de Recife -
PE, teve um caso semelhante por ferimento por arma
branca em paciente de 16 anos. O vaso parecia íntegro,
mas ocorreu trombose de carótida interna e
déficit motor estabelecido. Ressalta que em
qualquer tipo de situação de ferimento
cervical, o segmento cervical carotidiano deve ser
explorado ao nível da bifurcação
e segmento inicial da carótida interna e acha
que os cuidados devem ser redobrados nos pacientes
sem sintomas neurológicos, que devem ser monitorados
com ecodoppler color, tomografia e arteriografia.
Algumas dessas lesões podem ter muito pouca
repercussão externa, ou seja, ser muito pouco
visíveis. Dessa forma, poderá não
haver necessidade aparente de se fazer uma arteriotomia
exploradora. Pode ser difícil determinar qual
região da artéria deva ser explorada.
Será, sim, de boa conduta realizar-se uma arteriografia
ou um duplex. Deveria ser rotina nesses casos.
O Dr. Paulo M. Toscano de Belém - PA retoma
o fulcro da questão do Dr. Ricardo Costa Val
e afirma que a paciente deva ser anticoagulada, até
porque não parece haver contra-indicação
formal para tanto.
O Moderador lembra aos participantes que o dilema
do Dr. Ricardo está no fato de que ele considera
a anticoagulação necessária e
os colegas neurologistas acham que não há
indicação para isto e ressalta que a
anticoagulação é indicada devendo
ser ponderado o risco de nova embolia ou o risco de
AVCH
O Dr. Antenor Busetti de Porto Alegre - RS considera
que a ressonância nuclear magnética poderia
mostrar áreas cerebrais isquêmicas com
possibilidade de hemorragia. Dessa forma a indicação
ou não de anticoagulantes seria fundamentada
em dados objetivos.
O Dr. Alejandro Hernandez Seara de Havana - Cuba considera
que o problema não está tanto no fato
de se usar ou não o anticoagulante mas sim
em reparar a lesão que provocou a embolia.
O Dr. Rubens Carlos Mayall do Rio de Janeiro - RJ
lembra do recurso que representado pela simpatectomia
cerical e peri-arterial.
O Dr. Bonno van Bellen de São Paulo - SP ressalta
que a lesão endotelial não pode ser
comparada à lesão aterosclerótica
para a qual a antiagregação plaquetária
é habitualmente empregada. Deve ser usada heparina
até que se possa corrigir a lesão ou
até quando ela se corrigir por si própria.
A contra-indicação reside no problema
neurológico, onde vale a opinião dos
neurologistas. Mas ressalta que eles não poderiam
manifestar a opinião de que não haveria
indicação para anticoagulação.
Em suma, a polêmica não ficou resolvida.
Os colegas chamam a atenção para sempre
se proceder a uma pormenorizada propedêutica
armada da artéria que sofreu traumatismo mesmo
que não haja lesão aparente. A anticoagulação
ou a antiagregação foram as duas alternativas
encontradas para o tratamento de manutenção,
se bem que a primeira tem fundamento e a segunda é
discutível. A correção da lesão,
assim que o quadro clínico da paciente o permitir,
é imprescindível, se bem que não
pode ser descartada a possibilidade de que a lesão
endotelial tenha se resolvido espontanamente em algumas
semanas.
De uma coisa todos estavam de acordo: a sugestão
do Dr. Paulo Toscano de que o pit-bull fosse morto
Journal Club (pág. 5)
Responsáveis: Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
- Diretor Científico
Nilo Izukawa - Vice-Diretor Científico
Artigo de Revista: Limb salvage after successful podal
bypass grafting is associated with improved long-term
survival
M. Kalra, P. Gloviczk, Bower et. al. - J. Vasc. Surg.
2001; 33:6-16
Os autores realizaram um estudo retrospectivo com
256 pacientes com isquemia crítica de membros
inferiores, sendo realizados revascularização
em artérias de pés. A taxa de mortalidade
hospitalar foi de 1,6% e as taxas de patência
primária, secundária salvamento de membro
e sobrida em 5 anos foram de 58%, 71%, 78% e 60%.
Comparando a qualidade de vida e as taxas de sobrevida
dos pacientes amputados, os autores preconizaram a
tentativa cirúrgica de revascularização
sempre que possível, contrariando autores que
recomendam amputações precoces.
Comentários (Nilo Mitsuru Izukawa - Instituto
Danta Pazzanese de Cardiologia): Nosso serviço
também adota esta conduta, realizando Fluoroscopia
intra operatória para tentativa de localização
de artérias podais, quando não localizadas
no estudo arteriográfico.
Reunião científica:
Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular do
Hospital Santa Marcelina
Dr. Adnan Neser
O Hospital Santa Marcelina situado no bairro periférico
de Itaquera na capital de São Paulo mantido
pela congregação das Irmãs de
Santa Marcelina é um hospital filantrópico
que atende a população carente da Zona
Leste, numa abrangência de 3,5 milhões
de pessoas, englobando municípios vizinhos
que integram a Grande São Paulo.
É um hospital de grande porte, nível
terciário evoluindo para quaternário,
com 746 leitos, por estar com parte em reforma, podendo
atingir 800 leitos. Há poucos anos integra
uma parceria com o Governo do Estado de São
Paulo, constituindo-se em Organização
Social, gerenciando mais hospitais na Zona Leste,
sendo o primeiro em Itaim Paulista e o segundo no
município vizinho de Itaquaquecetuba, cada
um com cerca de 220 leitos. O hospital tem 39 anos
de existência e há 29 anos vem mantendo
atendimento de Cirurgia Vascular e Angiologia, sempre
crescente, até culminar com a montagem e organização
de um Serviço de Angiologia Vascular na década
de 80.
O Hospital Santa Marcelina integra, ainda, o Plantão
Controlador Metropolitano classificado como Hospital
Universitário, sendo, portanto, a grande referência
da Região Leste. Evoluiu de unicamente assistencial
para de ensino por se constituir, hoje, em grande
campo de aprendizado para todas as áreas da
saúde, atingindo o pináculo com a criação
da Residência Médica reconhecida pela
Comissão Nacional de Residência Médica
do Ministério da Educação e Desporto
em 1989, autorizado a funcionar e formalmente credenciado
em 1995, segundo parecer no 38/95. São cerca
de 23 Programas de Residência Médica,
nas mais variadas especialidades. O Programa de Residência
Médica de Cirurgia Vascular foi oficializado
em 1993, inicialmente, para duas vagas de R3, posteriormente,
ampliada para três vagas por ano de Residência,
visto que exige-se pré-requisito de dois anos
de Cirurgia Geral. Anteriormente ao credenciamento
do Serviço como formador de residentes da especialidade
muitos residentes de Cirurgia Geral que optaram pelo
3o ano opcional (em média 1 por ano) completavam
sua formação como Cirurgião Vascular
no Serviço, complementando com mais um ano
de estágio remunerado. A partir da oficialização
da Residência interrompeu-se este ciclo.
Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular
Composição: Supervisor II - Dr. Adnan
Neser
Supervisor I - Dr. José Carlos Ingrund
Preceptores - Dr. Felipe Nasser
- Dr. Marcelo Calil Burihan
- Dr. Martino José Piatto
- Dr. Orlando Costa Barros
- Dra. Simone Martins da Silva
- Dr. César Augusto Martelli
Residentes: R4 - Dra. Cristiane Antequeira Maran
- Dr. Wilson Antônio Barbosa Leão
- Dr. Eduardo Celcius Teixeira Alves
R3 - Dra. Maura Aparecida da Silva
- Dr. Charles Edouard Zurstrassen
- Dr. Flávio Roberto C. M. Ribeiro
Rodiziam em estágios de 30 dias, 1 R2 e 1 R1
da Cirurgia Geral
Enfermaria: 19 leitos fixos
Média de 14 leitos variáveis
Centro Cirúrgico: 1 sala fixa para Cirurgia
Vascular
1 Sala fixa para contaminados
1 sala variável para Fístulas Arterio-Venosas.
Ambulatório: 2a Feira - 07:30 - 10:00hs - Ambulatório
de Reabilitação
- 12:00 - 15:00hs - Ambulatório Arterial
4a Feria - 7:30 - 12:00hs - Ambulatório de
Miscelanias
- 14:00 - 15:00hs - Ambulatório de Úlceras
5a Feira - 7:30 - 10:00hs - Ambulatório de
Angiodisplasias e
Linfopatias
6a Feira - 7:30 - 10:00hs - Ambulatório Venoso
Além destes períodos de Ambulatório,
de 2a a 6a feiras são realizados Ambulatórios
de Convênios, com carga horária total
de 12 horas semanais.
Laboratório de Fluxo / Ecodoppler Colorido:
- 2a Feira - 13:00 - 17:00hs
- 4a Feira - 08:00 - 12:00hs
13:00 - 18:00hs
- 6a Feira - 13:00 - 18:00hs
Em programação a ampliação
de uso dos equipamentos para todos os dias. Os residentes
no último ano do Programa completam sua formação
às 4as feiras, durante os períodos estabelecidos,
tomando contato com os aparelhos, chegando a realizar
procedimentos.
Radiologia Vascular e Intervencionista: - 3a Feira
- 13:00 - 19:00hs
- 4a Feira - 13:00 - 19:00hs
- 5a Feira - 13:00 - 19:00hs
Nesta área os residentes de 10 e 2o anos da
especialidade, em conjunto, participam totalmente
dos exames angiográficos e dos procedimentos
de maior complexidade, incluindo radiologia intervencionista.
Na estrutura do Programa são realizadas visitas
gerais às enfermarias às 2as e 4as feiras
às 15:30hs.
Às 2as feiras, após o término
da visita, é realizada a programação
teórica com aulas, seminários análise
da estatística mensal de atendimentos e discussão
de óbitos e resultados cirúrgicos incluindo
evolução ambulatorial; apresentação
de vídeos e clube de revistas. Também,
são abordados os apectos administrativos e
éticos.
Todas estas atividades demonstram como o Serviço
vem se desenvolvendo ano a ano, como se evidencia
a seguir:
Total de procedimentos cirúrgicos: 1998 - 1.105
- cirurgias arteriais diretas: 371
1999 - 1.556 - cirurgias arteriais diretas: 429
2000 - 1.465 - cirurgias arteriais diretas: 417
Total de procedimentos radiológicos: 1998 -
103
1999 - 971
2000 - 1.030
Total de procedimentos Duplex Scan: 1998 - 522
1999 - 607
2000 - 950
Total de consultas ambulatoriais: 1998 - 8.412
1999 - 9.326
2000 - 10.717
Total de pacientes internados: 1998 - 1.225
1999 - 1.830
2000 - 1.568
Média de permanência em 2000: 4,7
O Serviço tem estimulado o desenvolvimento
dos residentes quanto à metodologia científica
pela elaboração de trabalhos e apresentação
em congressos e eventos da especialidade, tendo apresentado
cerca de 21 trabalhos no Congresso de Angiologia e
Cirurgia Vascular de 1999 e para 2001 já foram
enviados resumos de 24 trabalhos para o Congresso.
Os membros do Staff procuram oferecer aos residentes
a melhor formação possível tanto
do ponto de vista técnico-científico
como do ponto de vista humanitário e fundamentalmente
ético, adequando-se ao carisma das Irmãs
Marcelinas que objetivam prestar o melhor em relação
a assistência ao enfermo e ao ensino.
Culminamos com efusivos agradecimentos ao Dr. José
Mário Reis e toda Diretoria da regional de
São Paulo pela oportunidade de apresentar singelamente
o que se pratica num recanto da Zona Leste de São
Paulo.
Trabalhos científicos:
Tratamento Endovascular das Lesões do Tronco
Supra-Aórtico
Nassew F.; Maran, C.A.; Buruian, M. C.; Ingrund, J.
C. Neser, A.
Serviço de Cirurgia Vascular Hospital Santa
Marcelina - São Paulo - SP
Objetivo - Avaliar os resultados do tratamento endovascular
das lesões do tronco supra-aórtico realizados
no serviço de Cirurgia Vascular do Hospital
Santa Mareclina.
Material e métodos - De outubro de 1998 a março
de 2001 foram realizados tratamentos endovasculares
em 9 casos de tronco supra-aórtico, sendo todas
em sua origem. As idades variam de 46 a 73 anos, sendo
6 homens. A doença aterosclerótica da
artéria subclávia foi indicação
em 7 casos: sendo 3 angioplastias e 4 angiopiastias
com stent devido a isquemia de membro; doença
ateroselerótica da artéria vertebral
em 1 caso com de stent primário; doença
aterosclerótica da artéria carótida
em pós-operatório tardio de endarterectomia,
1 caso de angioplastia com stent.
Os pacientes apresentavam como fator hipertensão
e tabagismo. Todos os pacientes foram heparinizados
durante o procedimento e mantidos com antiagregante
plaquetário no pós-operatório.
O seguimento foi feito por acompain clínico
e Eco Doppier por 1, 3 e 6 meses.
Resultados: Foram observados bons resultados imediatos
com compensação do quadro isquêmico
dos pacientes com aterosclerótica da artéria
subclávia. A artéria vertebral mostrou-se
pérvia a fim de assegurar circulação
colateral para o sistema carotídeo. O paciente
da angioplastia de carótida manteve-se estável.
Não ocorreram complicações durante
os procedimentos e a perviedade primária permaneceu
em 100% pelo exame clínico e o Doppler no seguimento
de 1, 3 e 6 meses.
Conclusão - (negrito) O tratamento endovascular
das lesões do tronco supra-aórtico é
seguro, efetivo e de baixa morbidade comparado à
cirurgia. Apresenta bons resultados imediatos, baixos
índices de complicações e boa
perviedade, como observa a literatura.
Revascularizações do Segmento Fêmoro-Poplíteo
- Resultados de 674 casos
Burman, M.C.; Maran, C.A.; Nassm F.; Ingrund, J.C.;
Neser, A.
Serviço de Cirurgia Vascular Hospital Santa
Marcelina - São Paulo - SP
Objetivo - Avaliar os resultados: complicações
e perviedade, das revascularizações
do segmento fêmoro- poplíteo , realizados
no serviço de Cirurgia Vascular do Hospital
Santa Mareclina - São Paulo - SP.
Material e métodos - De janeiro de 1987 a dezembro
de 2000, foram realizadas 674 revascularizações.
A média de idade foi 69 anos, sendo 58% homens.
A doença ateroscierótica predominou
em 91% dos casos e inflamatória em 9,0%. 59,6
% apresentavam hipertensão, 37,3% diabetes,
25,6% cardiopatia, 76,4% tabagismo. A indicação
cirúrgica foi lesão trófica em
88%, e dor ao repouso ou elaudicação
limitante em 12%. Foram realizados 88% de enxertos
com veia safena magna, 8% com prótese de PTFE
e 4% com prótese de Dacron.
Resultados -
As complicações foram infecção
em 15,8%, amputações em 8,2 % e mortalidade
de 6,8%.
A perviedade em 6 meses de 71%, em 1 ano 68%, em 2
anos 66%, em 3 anos 62%, em 4 anos 58%, em 5 anos
54%.
Conclusão - Os autores comparam os resultados
com a literatura e apresentam a tábua de vida
destas revascularizações.
Bota de Unna - Experiência em 255 casos
Ribeiro, F.R.M. .; Buruian, M.C.; Nasseiz, F.; Ingrund,
J.C.; Neser, A.
Hospital Santa Marcelina - São Paulo/SP
O grande número de pacientes portadores de
úlceras venosas em nosso serviço proporcionou
a realização de protocolo específico
para tratamento desta patologia. Desta forma os autores
fazem um levantamento dos casos acompanhados, através
de protocolo, no Ambulatório de Angiologia
e Cirurgia Vascular do hospital Santa Marcelina -
SP.
Objetivo: Observar a eficácia do curativo de
Bota de Unna quanto ao tempo de cicatrização
das úlceras, patologias associadas, complicações
apresentadas e abandono de tratamento.
Material e método: Foram analisados 255 pacientes
portadores de úlceras venosas através
de protocolo específico, no período
de janeiro de 1996 a abril de 2001.
Protocolo: Foram analisados os seguintes fatores -
tempo de existência da úlcera, recidiva,
doenças associadas, tamanho, localização,
e sinais de cicatrização da ferida;
o tratamento preconizado foi a realização
do curativo a cada 7 dias, antibioticoterapia sistêmica,
venotônico e remorreológico; quanto aos
exames complementares específicos realizou-se
cultura da úlcera, biópsia, flebografia
e arteriografia.
Resultados: Predominou o sexo feminino com a idade
acima de 60 anos; como patologia associada predominou
a hipertensão arterial e a obesidade; 83 doentes
apresentaram cicatrização da ferida,
11 tiveram processo alérgico, 114 foram submetidos
a outro tratamento ou abandonaram o atual, 3 foram
a óbito e 44 estão em uso da Bota de
Unna.
Agenda (pág. 7)
Reuniões Científicas Abertas a Todos
os Interessados:
FACULDADE DE MEDICINA DA USP - às quintas-feiras
das 10:00 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro - 8o.
andar HC
BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO
- às quartas-feiras das 12:30 às 13:30h
LOCAL: Anfiteatro - 2o. andar B.P.
UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA - às
quintas-feiras das 13:30 às 15:30h LOCAL: Anfiteatro
- 3o. andar H.S.P.
HOSPITAL HELIÓPOLIS - Visitas à Enfermaria
Terças-feiras às 8:00h LOCAL: 8o. andar
e P.S.
HOSPITAL MUNICIPAL DO TATUAPÉ - Serviço
de Cirurgia Vascular - Visitas e Discussão
de Casos às quintas-feiras às 8:00 e
às 14:00h LOCAL: 7o. andar e P.S.
HOSPITAL IPIRANGA - todas as terças-feiras
- Visitas clínicas das 9:00 às 10:00h
e Reuniões clínicas das 10:30 às
11:00h LOCAL: Anfiteatro - 9o. andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - Reunião
e Visita Semanal do Serviço de Cirurgia Vascular
- às segundas-feiras a partir das 8:15h LOCAL:
14 º. Andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - Visita
à Enfermaria às terças-feiras
das 7:30h às 9:00h, e discussão de casos
clínicos às quintas-feiras às
18:00h.
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - Setor de
Moléstias Vasculares - Visita e discussão
de casos, às sextas-feiras, das 8:30 às
10:30h
UNICAMP - HOSPITAL DE CLÍNICAS - Reuniões
da Disciplina todas as terças-feiras às
8:15h LOCAL: Anfiteatro 1 º. Andar do Amb. de
Cirurgia. Segue-se a discussão de pacientes
internados até 10:30h
CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA - Visitas à
Enfermaria às segundas-feiras às 15:00h
no 6 º. Andar às quartas-feiras às
16:00h
INSTITUTO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DE SANTOS
- HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO - FACULDADE DE
CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS - Reunião
do Serviço com visita à Enfermaria e
Discussão de Casos todas as segundas-feiras
às 10:00h LOCAL: Anfiteatro do Hospital Guilherme
Álvaro
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - HOSPITAL DAS CLÍNICAS
- Visita e Discussão de Casos - segundas-feiras
às 8:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA - Hospital Regional
- Visitas e Discussões de Casos, terças-feiras
às 9:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO
- Disciplina de Cirurgia Vascular. Reuniões
todas as quintas-feiras a partir das 9:00h LOCAL:
3 º. Andar do Departamento de Cirurgia (DC 3)
- Informações: tel. 11 3226-7273 ramal
5645 com sra. Denil
Eventos nacionais
Curso de Angiologia e Cirurgia Vascular 2000/2001
Coordenação: Dr. Henrique Guedes
11/08/01 - módulo XI - Angiodisplasias e Linfedemas
Angioplasias - Moderador: Dr. Batista Muraco
(Diagnóstico das Angioplasias - Dra. Ana Paula
Bagdadi Tau; Tratamento Clínico das Angioplasias
- Dra. Dulce Maria M. da Fonseca e Tratamento Cirúrgico
das Angioplasias - Dr. José Hermilio Curado
Linfedemas - Moderador: Dra. Maria Del Carmen Perez
(Fisiopatologia e Diagnóstico - Dr. Mauro F.
C. Andrade; Tratamento - Dr. Henrique Jorge Guedes
Neto e Linfagites e Erisipelas - Dr. Valter Castelli
Jr.)
Acadêmico/sócio APM - isento
Sócio SBACV/ residente/ estagiário -
R$ 20,00
Médico não sócio - R$ 50,00
(cada módulo)
Informações e inscrições:
(11) 3188-4255 / 3188-4249 (APM)
Curso Teórico-Prático de Educação
Continuada
em Ultra-Sonografia Vascular
Módulo I : Duplex colorido das carótidas
e artérias vertebrais
Indicações, como é feito e como
interpretar
Promovido pela SBACV Regional São Pulo e Clínica
Angiodiagnóstico
Coordenação: Dra. Nilce Carvalho
data: 21 (sáb.) e 22 (dom.) de julho/2001
horário: 21/07 08:00 às 12:00
14:00 às 18:00
22/07 08:00 às 12:00
Local: Sede da SBACV Regional São Paulo
R. Estela, nº. 515 bloco A, 62
Inscrições e informações:
Clínica Angiodiagnóstico
tel/fax.: 3085-1414 e 3062-2130 c/ Patrícia
R$ 150,00 não sócios
R$ 100,00 sócios da sbacv
R$ 70,00 residentes
Programação teórica:
- Estratégia do Diagnóstico Vascular
- Diagnóstico Morfológico
- Diagnóstico Hemodinâmico
- Roteiro de Exame
- Doença Aterosclerótica
- Quantificação das Estenoses Carotídeas
- Artérias Vertebrais
- Kinking das Carótidas
- Arterite, Displasia Fibromuscular do Corpo Carotídeo
- Aneurisma, Trauma Vascular
Demonstração prática com equipamento
de ponta
Discussão interativa com mesa redonda
Participe:
Você pode mandar artigos e informações
sobre cursos e eventos. Faça também
suas críticas e sugestões ao novo Boletim
Informativo da SBACV - SP. Mande seu e-mail para:
sbacv@shaman.com.br.
E visite também o site da Sociedade: www.sbacv.sp.org.br
Ajudem a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia
Vascular - Regional São Paulo a encontrar estes
colegas para atualização de dados. Por
gentileza, entrem em contato com a secretaria pelo
telefone (11) 5083-3686
Adinaldo Adhemar Menezes da Silva
Ana Paula Bagdadi Tau
Annibal Rebello
Antonio Carlos Dainese
Antonio Chain Maia
Antonio Pio Maria Jemma
Ari Sanches Pajares Molina
Athanase Christos Dontos
Austelino Ferreira Mattos
Carlos Alberto A. Razaboni
Celso Luis Lopes
Cláudio Roberto Ferraz
Cláudio Fernando Franceschini
Cláudio Lança Fabron
Denise Rabelo da Silveira
Domingos Guerino Silva
Edson Fernando Strefezza
Eduardo de Carvalho
Eduardo Toledo de Aguiar
Eurico Cravinhos Trevisani
Fabio Augusto Moron de Andrade
Fernando Carlos Delatti
Francisca Satomi Hatta
Francisco Cesar Carnevale
Gessner Vidalis Bovolento
Gilberto Narchi Rabahie
Helio Augusto P. da Gama
Heriberto Brito de Oliveira
Humberto Minoru Makyama
Joel Kengi Hosoume
José Artur Cilurzo
José Carlos Bonagura Prado
José Domingos Djabraian
José Gilberto Davanço
José João Lopes
José Resende Neto
Joseph Elias Banabou
Luis Antonio Dotta
Luis Henrique Brandão Falcão
Luiz Carlos Castro dos Santos
Luiz Roberto Felizzola
Manoel Valente de Almeida e Silva
Marcelo Marcos Denardi
Marcio Gomide Pinto
Marcio Leopoldi
Marco Antonio Caldas Jovino
Maria do Carmo V. de A. Delatti
Maria Luiza Gianella
Mariano Gomes da Silva Filho
Mario Neia de Morais
Marise Kikuchi
Mauro Yoshimitsu Sakiyama
Murillo Antonio Couto
Nelson Roberto Franco
Newton Ciloni
Oswaldo Munhoz
Otacílio Figueiredo da Silva Jr.
Orlando Salgado de Souza Filho
Paulo Ramos dos Santos Filho
Pedro Paulo de M. Antonaccio
Pedro Luiz Pinto Monteiro
Reinaldo Biscaro
Renato Cordeiro
Renato Minoru Ishii
Ricardo Kalil Neme Haddad
Salomão Goldman
Samuel Martins Moreira
Sandro Carlos dos Santos
Sergio Braga Júnior
Serli Regina Cristofolo
Silvana Torres Perez
Silvio Luiz Pinto Surmonte
Tânia C. Marcondes Larios Silva
Tânia Maria Avancini
Tony Kiyoshi Furaie
Ubirajara das Neves Gonçalves Jr.
Valter Anselmo Júnior
Valter Aparecido Caleguer
Vanderley da Silva Paula
Victor Andrés Garrido Santillan
Wilson de Souza Salti