Biênio 2000/01 - no. 15– Junho/01
Nesta edição
Capa - Entrevista:
pg 2 Editorial, expediente e notas
pg 3 Artigo
pg 4 jornal club
pg 6 trabalhos científicos
pg 7 agenda
Editorial (pág. 2): Palavra do Presidente
Estamos prestes a poder participar de mais um congresso
com a presença maciça dos cirurgiões
vasculares. Trata-se do XXIV Congresso Brasileiro
de Cirurgia, que acontece de 8 a 12 de julho no Palácio
de Convenções do Anhembi (ver agenda).
No evento, além de discussões de interesse
para todos os cirurgiões vasculares, os assuntos
deverão ser de grande importância para
os cirurgiões gerais. E este é mais
um congresso onde a participação da
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular
é intensa. Pode-se dizer que o módulo
reservado à cirurgia vascular será praticamente
um mini-congresso. Os profissionais que estejam se
preparando para obter o título de especialista
em cirurgia vascular não devem deixar de comparecer,
pois as discussões serão base para sua
formação.
Além desse congresso, observa-se pelo calendário
que este é um ano repleto de eventos dirigidos
à nossa especialidade e, para o segundo semestre
está programado o nosso congresso. Mas ainda
não esfriou o sucesso do Encontro Paulista,
que foi muito grande.
Também podemos nos alegrar pela boa participação
que temos obtido, cada vez mais, nas reuniões
científicas da Sociedade. Os trabalhos estão
fluindo e os serviços estão produzindo
trabalhos e também história, à
medida em que vão registrando, a cada número
do boletim, um pedaço da história desses
serviços e dos profissionais que os tornam
vivos e atuantes.
José Mário dos Reis - presidente
Nota: Encontro Paulista
Parabenizo a Comissão Organizadora do XIX Encontro
Paulista de Cirurgia Vascular, na pessoa do Dr. Antonio
Carlos Simi, pela excelência dos temas científicos
escolhidos e apresentados.
Pela organização primorosa, cumprimento,
também, a Meeting, na pessoa da Sra. Fernanda.
Quero fazer um comentário: dos 22 temas livres
correlatos apresentados, 15 (68%) foram de Serviços
Privados; 5 (23%), de Serviços Institucionais;
1 (4,5%), de um Serviço Institucional não
vascular (vencedor do prêmio Adib Bouabci) e
1 (4,5%), Institucional e Privado.
Entre os seis moderadores convidados, quatro (67%)
pertencem a Serviços Vasculares Privados e
dois (33%) a Serviços Institucionais.
Dos seis coordenadores, quatro (67%) são de
Instituições Públicas e dois
(33%) de Serviços Privados
João Carlos Anacleto
Chefe dos Serviços de Cirurgia Vascular da
SPB
e do IMC de São José do Rio Preto.
ENVIE SEU RESUMO DE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO
E DISCUSSÃO NAS PRÓXIMAS REUNIÕES
CIENTÍFICAS. OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS
ATÉ O DIA 15 DO MÊS ANTERIOR AO DA PUBLICAÇÃO.
ALÉM DOS RESUMOS, VOCÊ PODE PUBLICAR
TAMBÉM ARTIGOS NO BOLETIM. ENCAMINHE-OS PARA
A SECRETARIA DA SBACV OU PARA O E-MAIL boletim@sbacvsp.com.br.
Resolução do CFM
Resoluções Normativas
Pesquisas (Médicas ou Clínicas)
www.cfm.org.br
RESOLUÇÃO CFM no. 1.595/00 - Disciplina
a propaganda de equipamentos e produtos farmacêuticos
junto à categoria médica.
RESOLUÇÃO CFM no. 1.695/2000
O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições
conferidas pela Lei nO. 3.268, de 30 de setembro de
1957, regulamentada pelo Decreto no. 44.045, de 19
de julho de 1958, e
CONSIDERANDO que o alvo de toda a atenção
do médico é a saúde do ser humano,
em benefício do qual deverá agir com
o máximo zelo e o melhor de sua capacidade
profissional;
CONSIDERANDO que ao médico cabe zelar pelo
perfeito desempenho ético da Medicina e pelo
prestígio e com conceito da profissão;
CONSIDERAÇÃO que o trabalho do médico
não pode ser explorado por terceiros com objetivo
de lucro;
CONSIDERANDO que é vedado ao médico
exercer a profissão com interação
ou dependência de farmácia, laboratório
farmacêutico, ótica ou qualquer organização
destinada à fabricação, manipulação
ou comercialização de produtos de prescrição
médica de qualquer natureza;
CONSIDERANDO que é vedado ao médico
obter vantagens pessoais, ter qualquer interesse comercial
ou renunciar à sua independência no exercício
da profissão;
CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar a propaganda
de equipamentos e produtos farmacêuticos junto
à categoria médica,
RESOLVE:
Art. 1o. - Proibir a vinculação prescrição
médica ao recebimento de vantagens materiais
oferecidas por agentes econômicos interessados
na produção u comercialização
de produtos farmacêuticos ou equipamentos de
uso na área médica.
Art. 2o. - Determinar que os médicos, ao proferir
palestras ou escrever artigos divulgando ou promovendo
produtos farmacêuticos ou equipamentos para
uso na medicina, declarem os agentes financeiros que
patrocinam suas pesquisas e/ou apresentações,
cabendo-lhes ainda indicar a metodologia empregada
em suas pesquisas - quando for o caso - ou referir
a literatura e bibliografia que serviram de base à
apresentação, quando essa tiver por
natureza a transmissão de conhecimento proveniente
de fontes alheias.
Parágrafo Único - Os editores médicos
de periódicos, os responsáveis pelos
eventos científicos em que artigos, mensagens
e materiais promocionais forem apresentadas são
co-responsáveis pelo cumprimento das formalidades
prescritas no caput deste artigo.
Brasília-DF, 18 de maio de 2000.
EDSON DE OLIVEIRA ANDREDE RUBENS DOS SANTOS SILVA
Presidente Secretário-Geral
ANVISA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária
com vários considerandos ADOTOU em 30 de novembro
de 2000, a RESOLUÇÃO de DIRETORIA COLEGIADA
e publicou sob número 102 o REGULAMENTO: no
artigo 19: O patrocínio por um laboratório
fabricante ou distribuidor de medicamentos de quaisquer
eventos ou públicos ou privados, simpósios,
congressos, reuniões, conferências e
assemelhados seja ele parcial ou total, deve constar
em todos documentos de divulgação o
resultantes e conseqüentes ao respectivo evento
1- qualquer apoio aos profissionais de saúde,
para participar de encontros, nacionais ou internacionais,
não deve estar condicionado à promoção
de algum tipo de medicamento ou instituição
e DEVE CONSTAR CLARAMENTE nos documentos referidos
no caput deste artigo 2- TODO palestrante patrocinado
pela indústria deverá fazer constar
o NOME DO SEU PATROCINADOR no material de divulgação
do evento.
Expediente
Presidente: José Mário S. M. dos Reis
1o. vice: Roberto Saccilotto
2o. vice: Newton de Barros Jr.
Secretário geral: José Carlos Baptista
da Silva
1o. secretário: Alexandre Mariera Anacleto
2o. secretário: Ruy Barbosa
Tesoureiro geral: Arual Giusti
1o. tesoureiro: Winston Ioshida
2o. tesoureiro: Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade
Diretor de eventos: José Augusto Costa
Vice-diretor de eventos: Luiz Francisco Poli de Figueiredo
Diretor científico: Henrique J. Guedes Neto
Vice-diretor científico: Nilo Izukawa
Diretor de defesa Profissional: Luis Araújo
Jr.
Vice-diretor de defesa: Walter Campos Jr.
Diretor de publicações: Jorge Agle Kalil
Vice-diretor: Aldo Ferronato
Diretor de informática: Claudio Yokoyama
Diretor de patrimônio: Fausto Miranda Jr.
Conselho superior: Antonio Carlos Simi
Bonno Van Bellen
Emil Burihan
Fausto Miranda Jr.
Francisco H. de Abreu Maffei
Pedro Puech-Leão
Wolfgang G. W. Torn
Jornalista responsável: Rose Campos - Mtb:
22.000/SP
e-mail redação: boletim@sbacvsp.com.br
Artigos: (pág. 3 e 4)
Tantativa de Normatização da Nomenclatura
Vigente
em Relação aos Acessos Venosos
Muita controvérsia existe em relação
à nomenclatura utilizada para exprimir os procedimentos
realizados para obtenção de um acesso
venoso. Isto se deve, na sua maior parte, a um desconhecimento
técnico e consagração errônea
de marcas registradas de produtos utilizados como
nome do procedimento, esquecendo, no entanto, a complexidade
inerente a cada um deles.
Recentemente, mais especificamente na última
década, houve um grande avanço no desenvolvimento
de dispositivos vasculares, visando uma melhor qualidade
de vida para pacientes que necessitem de manipulações
freqüentes do sistema venoso, além de
minimizar os efeitos advindos da cronicidade de certos
tipos de tratamento que determinam uma fragilidade
vascular e cutânea, o que dificulta sobremaneira
a obtenção de um acesso venoso adequado
para a utilização de drogas vesicantes
por tempo prolongado, nutrição parenteral
e/ou hemodiálise.
Dessa forma, vimos por meio deste documento expor
a normatização dos procedimentos vasculares
vigentes na prática médica atual, levando-se
em consideração fatores de complexidade
como tempo para realização do procedimento,
número de profissionais envolvidos, ambiente
adequado, conhecimento e utilização
de radioscopia e necessidade de internação
cirúrgica.
A elucidação dos termos referentes ao
tempo de permanência dos dispositivos vasculares
talvez seja a forma mais simples de resumir em linhas
gerais a complexidade inerente a cada procedimento,
pois este depende diretamente do material utilizado
na sua confecção, o que lhe confere
características específicas de resistência
à infecção, determinando e possibilitando
um maior tempo de uso. Portanto, definimos os seguintes
termos:
1. Definitivo: dispositivos semi-implantáveis
e totalmente implantáveis, que por características
próprias foram criados para permanecerem por
períodos superiores a 30 dias, por vezes, possibilitando
sua permanência por meses ou anos.
2. Temporário: dispositivos que necessitam
ser trocados em um período máximo de
30 dias.
3. Longa permanência: dispositivos que por características
inerentes ao seu material de fabricação
devem ser substituídos a cada 7 - 10 dias.
Em ordem de complexidade, listaremos a seguir as possibilidades
para obtenção e/ou desativação
de um acesso venoso:
1. Punção venosa periférica com
ou sem instalação de dispositivo vascular:
realizada no leito do paciente pela própria
equipe de enfermagem.
2. Punção venosa periférica com
instalação de cateter venoso central
de longa permanência (tabela AMB cód.
39.03.015-6): realizada no leito do paciente pela
equipe médica (um profissional) sob anestesia
local. Necessita controle radiológico posterior.
3. Punção venosa central com instalação
de cateter venoso central de longa permanência
(tabela AMB cód. 39.03.016-4): realizada no
leito do paciente pela equipe médica (um profissional)
sob anestesia local. Necessita controle radiológico
posterior.
4. Dissecção venosa periférica
com instalação de cateter venoso central
de longa permanência (tabela AMB cód.
39.03.001-6): realizada no leito do paciente pela
equipe médica (dois profissionais), necessitando
conhecimentos gerais de técnicas cirúrgicas
e anestesia local, bem como das complicações
que eventualmente podem advir com esta prática
e como tratá-las. Necessita controle radiológico
posterior.
5. Colocação de "Shunt" temporário
(tabela AMB cód. 39.09.003-5) (punção
venosa central com instalação de cateter
venoso central): realizada no leito do paciente pela
equipe médica (dois profissionais) e/ou ambiente
cirúrgico, necessitando conhecimentos para
utilização de anestesia local e anatômicos
para abordagem de vasos centrais bem como das complicações,
que eventualmente podem advir com esta prática
e como tratá-las. Necessita de controle radiológico
posterior ou durante o ato operatório.
6. Retirada de "Shunt" temporário
(tabela AMB cód. 39.09.005-1): realizada no
leito do paciente pela equipe médica.
7. Colocação de "Shunt" definitivo
(tabela AMB cód. 39.09.004-3):
a) semi-implantáveis,
b) totalmente implantáveis.
Realizada em ambiente cirúrgico pela equipe
médica (três profissionais) com suporte
anestésico especializado: requerendo radioscopia
com maior morbidade para a equipe pela exposição
à radiação para correto posicionamento
do dispositivo vascular, visto que por se tratarem
de aparelhos definitivos não podem ser reposicionados
a posteriori como os "shunts" temporários.
Tempo médio do procedimento cirúrgico
total: 90 minutos. Sempre que possível devido
a complexidade do procedimento, este é realizado
mediante internação do paciente.
8. Retirada de "Shunt"definitivo (tabela
AMB cód. 39.09.006-0): realizada em ambiente
cirúrgico pela equipe médica (três
profissionais) com suporte anestésico especializado.
Tempo médio do procedimento cirúrgico
total: 30 minutos.
Pelo acima exposto, esperamos ter de alguma forma
colaborado para a correta interpretação
dos procedimentos vigentes relacionados à obtenção
de um acesso venoso, bem como da complexidade que
envolve cada procedimento específico, tornando-os
não sobreponíveis em termos de dificuldade
técnica e remuneração.
Dr. Nelson Wolosker
Journal Club (pág. 5)
Responsáveis: Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
- Diretor Científico
Nilo Izukawa - Vice-Diretor Científico
Artigo de Revista: Limb salvage after successful podal
bypass grafting is associated with improved long-term
survival
M. Kalra, P. Gloviczk, Bower et. al. - J. Vasc. Surg.
2001; 33:6-16
Os autores realizaram um estudo retrospectivo com
256 pacientes com isquemia crítica de membros
inferiores, sendo realizados revascularização
em artérias de pés. A taxa de mortalidade
hospitalar foi de 1,6% e as taxas de patência
primária, secundária salvamento de membro
e sobrida em 5 anos foram de 58%, 71%, 78% e 60%.
Comparando a qualidade de vida e as taxas de sobrevida
dos pacientes amputados, os autores preconizaram a
tentativa cirúrgica de revascularização
sempre que possível, contrariando autores que
recomendam amputações precoces.
Comentários (Nilo Mitsuru Izukawa - Instituto
Danta Pazzanese de Cardiologia): Nosso serviço
também adota esta conduta, realizando Fluoroscopia
intra operatória para tentativa de localização
de artérias podais, quando não localizadas
no estudo arteriográfico.
Reunião científica:
SERVIÇO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DA
PUC DE CAMPINAS
Nosso Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular
foi criado conjuntamente à Faculdade de Ciências
Médicas da Pontifícia Universidade Católica
de Campinas (PUCCAMP) em 1976 pelo Prof. Dr. Mario
Degni.
Na época de sua criação o Serviço
funcionava no Hospital Santo António até
a construção do Hospital e Maternidade
Celso Pierro no campus II da PUCCAMP, atendendo hoje
várias cidades da região e estado, com
média de 800 consultas ambulatoriais ao mês
e 500 cirurgias/ano, sendo que atualmente 60% destas
são cirurgias arteriais.
Hoje nosso Serviço é composto por sete
professores, Dr Jorge Luiz Baracho de Alencar, Dr
Otacílio Camargo Jr, Dr Antonio Cláudio
Guedes Crhispin, Dr Cláudio Roberto Cabrine
Simões, Dr Luiz Roberto Felizzola, Dr Guilherme
Meirelles e Dr José Reginaldo Simão.
Contamos ainda com quatro residentes (dois R3 e dois
R4).
Nosso Serviço formou oito estagiários
até ser reconhecido como Residência Médica
em 1987, formando desde então 15 residentes,
vários destes academicamente atuantes, sendo
exemplo a Dra Fernanda Mazzariol, responsável
pelos exames de duplex scan do Prof Dr Henrico Ascher
em Nova York.
Dispomos atualmente de tomografia computadorizada
helicoidal, laboratório de fluxo não
invasivo, angiografia digital e rotina em procedimentos
endovasculares sob responsabilidade do Dr José
Reginaldo Simão, além de ultra-som com
Doppler colorido sob responsabilidade do Dr. Luiz
Roberto Felizzola.
O Serviço encontra-se informalmente dividido
em Cirurgia de Revascularização dos
MMII sob responsabilidade do Dr Otacílio Camargo
Jr, Cirurgia Carotídea sob responsabilidade
do Dr. Luiz Roberto Felizzola, Cirurgia Aórtica
e Visceral sob responsabilidade do Dr Guilherme Meirelles
e Dr Antonio Cláudio Guedes Crhispin, Acessos
Vasculares para hemodiálise sob responsabilidade
do Dr Antonio Cláudio Guedes Crhispin e Cirurgia
de Varizes e Insuficiência Venosa Profunda sob
responsabilidade do Dr Cláudio Roberto Cabrine
Simões.
Reuniões científicas são realizadas
às quartas feiras pela manhã e às
sextas feiras à tarde, contando com a presença
do corpo docente, residentes e alunos do internato
médico, sendo abertas a visitantes.
A produção científica de nosso
Serviço vem se elevando ano a ano, tendo sido
apresentados treze trabalhos científicos de
nossa autoria no último Congresso Panamericano
de Cirurgia Vascular no Rio de Janeiro. No momento,
vários destes trabalhos encontram-se em processo
de redação para publicação.
As linhas de pesquisa mais fortes de nosso serviço
estão ligadas a ultra-sonografia vascular,
cirurgia carotídea, acessos para hemodiálise
e cirurgia de revascularização dos MMII.
Desta forma temos nos destacado através do
screaning para doença carotídea aterosclerótica
e kinking, cirurgia carotídea sem arteriografia,
otimização dos acessos para hemodiálise,
revascularização dos MMII sem arteriografia,dentre
outros.
Acreditamos que nosso Serviço esta próximo
de atingir sua maturidade, já apresentando
personalidade, buscando diversificação
de linhas de pesquisa, procurando sempre o intercâmbio
com outros Serviços para aprendizado e troca
de experiência.
Trabalhos científicos:
FAV Basílico-braquial, Uma Boa Alternativa
à Prótese
Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular da
PUC de Campinas
Autores: Luiz Roberto Felizzola, Otacílio Camargo
Jr, Antonio Claudio G. Chrispin, Humberto M Rizzoli,
Marcos Fulvio Horta
Apresentador: Marcos Fulvio Horta
Resumo:
A fistula artério-venosa para hemodiálise
apresenta vários sítios para sua realização,
classicamente com preferência para distais ao
membro superior não dominante, cefálico-radial.
Na falha ou impossibilidade de sua realização
outros sítios proximais como a cefálico-braquial,
basílica-braquial, dentre outras são
utilizadas. Na impossibilidade de identificar veia
satisfatória para realização
de FAV, muitos serviços optam pela utilização
de veia safena ou prótese, ou ainda catéteres
de longa permanência.
No sentido de postergar ao máximo o uso de
próteses, nosso serviço passou sistematicamente
a avaliar o pool venoso dos membros superiores com
duplex scan, nos doentes aparentemente sem veias adequadas
para FAV.
Foram avaliados nove doentes nestas condições,
sendo 5 mulheres e 4 homens com idade média
de 48 anos (16 a 63 anos). Sendo possível identificar
veia basílica do braço pérvia
em todos os doentes, encontrando-se perviedade bilateral
(MMSS) em cinco doentes. Todos os doentes foram submetidos
a fístula artério-venosa basílico
braquial com superficialização de segmento
de cerca de 15 cm ou maior da veia basílica.
Obtivemos FAV funcionante, com ótimo fluxo
para diálise na totalidade dos casos.
Os autores concluem que a veia basílica ao
nível do braço deve sempre ser pesquisada,
antes da utilização de próteses
ou mesmo da veia safena. Acreditamos ainda que o duplex
scan seja o meio diagnóstico mais adequado
por não trazer quaisquer riscos ao doente,
pois a exploração direta apresentaria
alta agressividade, a qual poderia ser infrutífera
em cerca de 45% dos casos.
Kinking de Carótida: Doença Rara ou
Não Diagnosticada?
Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular da
PUC de Campinas
Autores: Luiz Roberto Felizzola, Otacílio Camargo
Jr, Antonio Claudio G. Chrispin, Humberto M Rizzoli,
Marcos Fulvio Horta
Resumo:
Em nossa experiência pudemos notar que o kinking
de carótida é doença raramente
valorizada pelos cirurgiões vasculares e quase
sempre desconhecida pelos demais colegas.
O objetivo deste estudo é alertar os colegas
para tal doença e sua importância hemodinâmica.
Retrospectivamente foram levantados os exames de duplex
scan carotídeo realizados entre janeiro de
1998 e julho de 2000, perfazendo 200 exames bilaterais,
400 carótidas avaliadas. Dentre os examinados,
115 eram homens e 85 mulheres, com idade media de
63 anos (13 a 86 anos).
Em 39 doentes pudemos constatar presença de
tortuosidade carotídea, sendo um total de 49
carótidas com tortuosidade. Destas, 25 (51%)
não apresentavam significado hemodinâmico,
13 (26,5%) apresentavam elevação de
velocidade mimificando estenose hemodinamicamente
significativa, mas não crítica (50 a
70%) e 11 (22,5%) apresentavam alteração
de velocidade mimificando estenose crítica
(> 70 %). As estenoses críticas estiveram
presentes em 2,75% das carótidas e 4,5% dos
doentes.
Os autores concluem que a tortuosidade carotídea
apresenta freqüência bastante relevante,
devendo sempre ser lembrada como hipótese diagnóstica
na pesquisa etiológica de sintomatologia neurológica
focal.
Screaning Carotídeo Ultrassonográfico
Direcionado:
Resultado de Três Anos
Serviço de Angiologia e Cirurgia Vascular da
PUC de Campinas
Autores: Luiz Roberto Felizzola, Otacílio Camargo
Jr, Antonio Claudio G. Chrispin, Humberto M Rizzoli,
Marcos Fulvio Horta
Apresentador: Humberto M Rizzoli
Resumo:
Uma vez que estudos respeitados definiram ser a doença
carotídea a principal causa isolada de acidente
vascular isquêmico (AVCI), sendo o AVC a terceira
causa de óbito nos Estados Unidos da América
(EUA), onde 500 mil casos novos ao ano são
registrados, fica patente ser necessário um
programa de screaning carotídeo. Entretanto,
mesmo em um país desenvolvido como os EUA,
foi demonstrado que o screaning generalizado em doentes
acima de 40 anos é economicamente inviável,
necessitando-se assim de um direcionamento das técnicas
de screaning para população de alto
risco.
Desde março de 1998 foi iniciado o programa
de screaning para doença carotídea em
nosso Serviço. Desta forma, 200 doentes foram
avaliados por meio do duplex scan, de março
de 1998 até agosto de 2000. O screaning foi
direcionado apenas para população de
alto risco, segundo a literatura consultada, sendo
estes: doentes com sintomatologia neurológica
focal, sopro ou frêmito carotídeo e presença
de aterosclerose previamente diagnosticada em outro
território.
Os resultados são aqui divididos em normal
até 40% de estenose (não hemodinamicamente
significativa), estenoses de 50 a 70% (hemodinamicamente
significativas, mas não críticas), acima
de 70% (hemodinamicamente críticas), e oclusão.
Das 400 carótidas avaliadas (200 doentes) obtivemos
estenose não significativa em 313, 78,25%,
hemodinamicamente significativa em 39, 9,7%, crítica
em 33, 8,25%, e oclusão em 15, 3,75%. Sendo
indicado tratamento cirúrgico para 33 carótidas,
8,25%, em 30 doentes, 15%
Os autores concluem que o direcionamento do screaning
para a população alvo deste estudo torna-o
justificado e adequado às dificuldades econômicas
de nosso meio, um país em desenvolvimento.
Agenda (pág. 7)
Reuniões Científicas Abertas a Todos
os Interessados:
FACULDADE DE MEDICINA DA USP - às quintas-feiras
das 10:00 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro - 8o.
andar HC
BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO
- às quartas-feiras das 12:30 às 13:30h
LOCAL: Anfiteatro - 2o. andar B.P.
UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA - às
quintas-feiras das 13:30 às 15:30h LOCAL: Anfiteatro
- 3o. andar H.S.P.
HOSPITAL HELIÓPOLIS - Visitas à Enfermaria
Terças-feiras às 8:00h LOCAL: 8o. andar
e P.S.
HOSPITAL MUNICIPAL DO TATUAPÉ - Serviço
de Cirurgia Vascular - Visitas e Discussão
de Casos às quintas-feiras às 8:00 e
às 14:00h LOCAL: 7o. andar e P.S.
HOSPITAL IPIRANGA - todas as terças-feiras
- Visitas clínicas das 9:00 às 10:00h
e Reuniões clínicas das 10:30 às
11:00h LOCAL: Anfiteatro - 9o. andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - Reunião
e Visita Semanal do Serviço de Cirurgia Vascular
- às segundas-feiras a partir das 8:15h LOCAL:
14 º. Andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - Visita
à Enfermaria às terças-feiras
das 7:30h às 9:00h, e discussão de casos
clínicos às quintas-feiras às
18:00h.
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - Setor de
Moléstias Vasculares - Visita e discussão
de casos, às sextas-feiras, das 8:30 às
10:30h
UNICAMP - HOSPITAL DE CLÍNICAS - Reuniões
da Disciplina todas as terças-feiras às
8:15h LOCAL: Anfiteatro 1 º. Andar do Amb. de
Cirurgia. Segue-se a discussão de pacientes
internados até 10:30h
CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA - Visitas à
Enfermaria às segundas-feiras às 15:00h
no 6 º. Andar às quartas-feiras às
16:00h
INSTITUTO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DE SANTOS
- HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO - FACULDADE DE
CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS - Reunião
do Serviço com visita à Enfermaria e
Discussão de Casos todas as segundas-feiras
às 10:00h LOCAL: Anfiteatro do Hospital Guilherme
Álvaro
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - HOSPITAL DAS CLÍNICAS
- Visita e Discussão de Casos - segundas-feiras
às 8:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA - Hospital Regional
- Visitas e Discussões de Casos, terças-feiras
às 9:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO
- Disciplina de Cirurgia Vascular. Reuniões
todas as quintas-feiras a partir das 9:00h LOCAL:
3 º. Andar do Departamento de Cirurgia (DC 3)
- Informações: tel. 11 3226-7273 ramal
5645 com sra. Denil
Eventos nacionais
Curso de Linfedema
Inscrições abertas
Curso teórico e prático para tratamento
do edema linfático
Coordenação do Dr. Henrique Jorge Guedes
Neto, assistente da disciplina de Cirurgia Vascular
da Faculdade de Ciências Médicas da Santa
Casa de São Paulo, responsável pelo
Ambulatório de Linfedemas e Angiodisplasias
e diretor científico da Regional São
Paulo da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia
Vascular
E com os fisioterapeutas Tarso Túlio Nogueira
e Elisa Helena Seixas
Informações: (11) 3826-3678 / 3826-5079
c/ srta. Roseli
Curso de Angiologia e Cirurgia Vascular 2000/2001
Coordenação: Dr. Henrique Guedes
14/7/01 - módulo X - Cirurgia Arterial de Grande
Porte
(Preparo Pré-operatório em Cirurgia
Arterial de Grande Porte - Dr. Júlio César
Pereira; Anestesia em Cirurgia Arterial de Grande
Porte - Dr. José Caruso e UTI do Paciente em
Pós-operatório de Cirurgia Arterial
de Grande Porte - Dr. Luiz Francisco P. de Figueiredo)
moderador: Dr. Benedito Juarez de Andrade
11/08/01 - módulo XI - Angiodisplasias e Linfedemas
Angioplasias - Moderador: Dr. Batista Muraco
(Diagnóstico das Angioplasias - Dra. Ana Paula
Bagdadi Tau; Tratamento Clínico das Angioplasias
- Dra. Dulce Maria M. da Fonseca e Tratamento Cirúrgico
das Angioplasias - Dr. José Hermilio Curado
Linfedemas - Moderador: Dra. Maria Del Carmen Perez
(Fisiopatologia e Diagnóstico - Dr. Mauro F.
C. Andrade; Tratamento - Dr. Henrique Jorge Guedes
Neto e Linfagites e Erisipelas - Dr. Valter Castelli
Jr.)
Acadêmico/sócio APM - isento
Sócio SBACV/ residente/ estagiário -
R$ 20,00
Médico não sócio - R$ 50,00
(cada módulo)
Informações e inscrições:
(11) 3188-4255 / 3188-4249 (APM)
Módulo X 09/06/2001 Pé diabético
1. Alterações microvasculares e neuropáticas
no pé diabético - Dr. Raul Rojas
2. Avaliação Biomecânica do pé
- Prof. Dr. Nelson De Luccia
3. Tratamento do Pé Diabético Infectado
e Neuropático - Dr. Sidney Galeno
4. Revascularização de membros inferiores
no paciente diabético - Dr. Cristiano Pecego
CURSO TEÓRICO - PRÁTICO DE EDUCAÇÃO
CONTINUADA
EM ULTRA-SONOGRAFIA VASCULAR
MÓDULO I : DUPLEX COLORIDO DAS CARÓTIDAS
E ARTÉRIAS VERTEBRAIS
INDICAÇÕES, COMO É FEITO E COMO
INTERPRETAR:
PROMOVIDO PELA SBACV REGIONAL SÃO PAULO E CLÍNICA
ANGIODIAGNÓSTICO
COORDENAÇÃO : DRA. NILCE CARVALHO
DATA: 21 (SÁB.) E 22 (DOM.) DE JULHO/2001
HORÁRIO: 21/07 : 08:00 às 12:00
14:00 às 18:00
22/07 : 08:00 às 12:00
LOCAL: SEDE DA SBACV REGIONAL SÃO PAULO
RUA ESTELA, nº. 515 BLOCO A, 62
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
CLÍNICA ANGIODIAGNÓSTICO
TEL/FAX.: 3085-1414 E 3062-2130 C/ PATRÍCIA
R$ 150,00 NÃO SÓCIOS
R$ 100,00 SÓCIOS DA SBACV
R$ 70,00 RESIDENTES
PROGRAMAÇÃO TEÓRICA:
- ESTRATÉGIA DO DIAGNÓSTICO VASCULAR
- DIAGNÓSTICO MORFOLÓGICO
- DIAGNÓSTICO HEMODINÂMICO
- ROTEIRO DE EXAME
- DOENÇA ATEROSCLERÓTICA
- QUANTIFICAÇÃO DAS ESTENOSES CAROTÍDEAS
- ARTÉRIAS VERTEBRAIS
- KINKING DAS CARÓTIDAS
- ARTERITE, DISPLASIA FIBROMUSCULAR, TU DO CORPO CAROTÍDEO
- ANEURISMA, TRAUMA VASCULAR
DEMONSTRAÇÃO PRÁTICA COM EQUIPAMENTO
DE PONTA
DISCUSSÃO INTERATIVA COM MESA REDONDA
Participe:
Você pode mandar artigos e informações
sobre cursos e eventos. Faça também
suas críticas e sugestões ao novo Boletim
Informativo da SBACV - SP. Mande seu e-mail para:
sbacv@shaman.com.br.
E visite também o site da Sociedade: www.sbacv.sp.org.br
Ajudem a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia
Vascular - Regional São Paulo a encontrar estes
colegas para atualização de dados. Por
gentileza, entrem em contato com a secretaria pelo
telefone (11) 5083-3686
Adinaldo Adhemar Menezes da Silva
Ana Paula Bagdadi Tau
Annibal Rebello
Antonio Carlos Dainese
Antonio Chain Maia
Antonio Pio Maria Jemma
Ari Sanches Pajares Molina
Athanase Christos Dontos
Austelino Ferreira Mattos
Carlos Alberto A. Razaboni
Celso Luis Lopes
Cláudio Roberto Ferraz
Cláudio Fernando Franceschini
Cláudio Lança Fabron
Denise Rabelo da Silveira
Domingos Guerino Silva
Edson Fernando Strefezza
Eduardo de Carvalho
Eduardo Toledo de Aguiar
Eurico Cravinhos Trevisani
Fabio Augusto Moron de Andrade
Fernando Carlos Delatti
Francisca Satomi Hatta
Francisco Cesar Carnevale
Gessner Vidalis Bovolento
Gilberto Narchi Rabahie
Helio Augusto P. da Gama
Heriberto Brito de Oliveira
Humberto Minoru Makyama
Joel Kengi Hosoume
José Artur Cilurzo
José Carlos Bonagura Prado
José Domingos Djabraian
José Gilberto Davanço
José João Lopes
José Resende Neto
Joseph Elias Banabou
Luis Antonio Dotta
Luis Henrique Brandão Falcão
Luiz Carlos Castro dos Santos
Luiz Roberto Felizzola
Manoel Valente de Almeida e Silva
Marcelo Marcos Denardi
Marcio Gomide Pinto
Marcio Leopoldi
Marco Antonio Caldas Jovino
Maria do Carmo V. de A. Delatti
Maria Luiza Gianella
Mariano Gomes da Silva Filho
Mario Neia de Morais
Marise Kikuchi
Mauro Yoshimitsu Sakiyama
Murillo Antonio Couto
Nelson Roberto Franco
Newton Ciloni
Oswaldo Munhoz
Otacílio Figueiredo da Silva Jr.
Orlando Salgado de Souza Filho
Paulo Ramos dos Santos Filho
Pedro Paulo de M. Antonaccio
Pedro Luiz Pinto Monteiro
Reinaldo Biscaro
Renato Cordeiro
Renato Minoru Ishii
Ricardo Kalil Neme Haddad
Salomão Goldman
Samuel Martins Moreira
Sandro Carlos dos Santos
Sergio Braga Júnior
Serli Regina Cristofolo
Silvana Torres Perez
Silvio Luiz Pinto Surmonte
Tânia C. Marcondes Larios Silva
Tânia Maria Avancini
Tony Kiyoshi Furaie
Ubirajara das Neves Gonçalves Jr.
Valter Anselmo Júnior
Valter Aparecido Caleguer
Vanderley da Silva Paula
Victor Andrés Garrido Santillan
Wilson de Souza Salti