Boletim Informativo

Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular

Boletim Informativo Regional São Paulo
Biênio 2000/2001 - no. 05– Junho/00

O Boletim Informativo é publicação oficial da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular Regional São Paulo.

Nesta edição
Editorial
Notas
Journal Club
Entrevista: Aneurisma da Aorta
Reunião Científica
Agenda

Editorial
Estamos felizes em cumprir um dos propósitos desta diretoria, que é o de oferecer aos nossos associados um novo Boletim, mais dinâmico, mais informativo, onde haja também a manifestação e a colaboração efetiva dos membros da Sociedade. E é para isto que você também está sendo convocado: para participar ativamente deste espaço, enviando artigos, opiniões, informações. Exerça este direito!
Também podemos comemorar o salto paulatino de qualidade que temos verificado nas Reuniões Científicas, onde têm sido apresentados os serviços de cirurgia vascular das diferentes instituições das quais fazem parte os membros desta sociedade. Essas apresentações têm contribuído para levar ao conhecimento de todos um pouco da história e da cultura que perpassam a cirurgia vascular no país. Além disso, tem enriquecido as reuniões a apresentação de trabalhos. A discussão desses trabalhos é uma ótima oportunidade para a reflexão e aprimoramento profissional de todos.
Afinal, a possibilidade de mostrar singularidades ou até posturas divergentes é muito importante, porque só assim a ciência pode caminhar e evoluir. E nem mesmo as descobertas tecnológicas mais avançadas substituem essa necessário diálogo entre os médicos, porque a ciência não se faz só com técnicas avançadas e recursos tecnológicos. A ciência se faz com pessoas. Por isso é sempre tão essencial sua participação. Pois só assim teremos uma sociedade realmente representativa e forte, capaz de lutar pelo aprimoramento profissional de todos e pelos interesses de nossa classe.
José Mário dos Reis - presidente

ENVIE SEU RESUMO DE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO NAS PRÓXIMAS REUNIÕES CIENTÍFICAS. OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS ATÉ O DIA 15 DO MÊS ANTERIOR AO DA PUBLICAÇÃO. ALÉM DOS RESUMOS, VOCÊ PODE PUBLICAR TAMBÉM ARTIGOS NO BOLETIM. ENCAMINHE-OS PARA A SECRETARIA DA SBACV OU PARA O E-MAIL sbacv@shaman.com.br.

Notas:
Aviso da Tesouraria:
É muito importante manter-se atualizado com o pagamento da anuidade. O débito acarreta perda de direitos e, acumulados dois anos de inadimplência, isto implica na exclusão do sócio, conforme previsto nos estatutos da SBAVC.
Para evitar problemas com o recebimento dos boletos é importante manter seu endereço atualizado. Possíveis alterações podem ser comunicadas pelo telefone (0__11) 279-7626. Ajude, por favor, a divulgar este número entre os colegas que não estejam recebendo o Boletim.
Recado ao Associado
Colabore com o censo da sociedade. Forneça os dados dos seus colegas médicos vasculares que não são filiados à sociedade.
Envie por telefone ou fax: (0__11) 279-7626 ou
End.: Av. Liberdade, 486 8o. andar cj. 807
01502-001- São Paulo - SP ou
e-mail: sbacv@shaman.com.br

Expediente
Presidente: José Mário S. M. dos Reis
1o. vice: Roberto Saccilotto
2o. vice: Newton de Barros Jr.
Secretário geral: José Carlos Baptista da Silva
1o. secretário: Alexandre Mariera Anacleto
2o. secretário: Ruy Barbosa
Tesoureiro geral: Arual Giusti
1o. tesoureiro: Winston Ioshida
2o. tesoureiro: Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade
Diretor de eventos: José Augusto Costa
Vice-diretor de eventos: Luiz Francisco Poli de Figueiredo
Diretor científico: Henrique J. Guedes Neto
Vice-diretor científico: Nilo Izukawa
Diretor de defesa Profissional: Luis Araújo Jr.
Vice-diretor de defesa: Walter Campos Jr.
Diretor de publicações: Aldo Ferronato
Vice-diretor: Jorge Agle Kalil
Diretor de informática: Claudio Yokoyama
Diretor de patrimônio: Fausto Miranda Jr.
Conselho superior:
Antonio Carlos Simi
Bonno Van Bellen
Emil Burihan
Fausto Miranda Jr.
Francisco H. de Abreu Maffei
Pedro Puech-Leão
Wolfgang G. W. Torn
Jornalista responsável: Rose Campos - Mtb: 22.000/SP
e-mail redação: sbacv@shaman.com.br

Journal Club
Responsáveis:
Dr. Henrique Jorge Guedes Neto - Diretor Científico
Nilo Izukawa - Vice-Diretor Científico
Terapia Trombolítica
Espinosa, Gaudêncio, Mariz, Adilson;
Ver. Angiol. Cir. Vasc. 4 (4), 137-146, Dez/95
Os autores relatam a experiência trombolítica desde a descoberta da estreptoquinase, em 1993, por Tillet, passando por 1949 no relato de seu primeiro uso. O protocolo mais usado é de McM/Namata, de 1985, pela infusão de Uroquinase Embolus IV, porém, no Brasil usamos Estreptoquinase êmbolos IV, inicial de 50.000µ, seguido de infusão contínua 5.000 a 10.000µ/hora. A cada seis horas realiza-se controle angiográfico para avaliar lise do trombo ou reposicionamento do cateter seletivo.
Pacientes com oclusão arterial de um segmento simples e leito preservado (classe I) podem apresentar benefício de até 100% em relação às obstruções segmentares (classe II) com 85% e das oclusões mais extensas (classe III) com no máximo 60%. Com isso, observamos que oclusões arteriais de extremidade com circulação colateral ou enxertos podem ser beneficiados pela terapia.
Comentários: É uma pena não termos acesso à uroquinase, pois seguramente teríamos melhores resultados.
Dr. Ricardo Thomaz Tebaldi
Disciplina de Cirurgia Vascular da
S. Casa de São Paulo

Cirurgia do Aneurisma de Aorta Abdominal: Preparo do Paciente,
Resultados Cirúrgicos e Cuidados Intra e Pós-operatórios

Caffaro, Roberto Augusto e col.
Ver. Soc. Cardiol. de S. Paulo, vol. 9, no. 6, pg. 840/954, dez/99
O artigo retrata uma ampla revisão da literatura, além da experiência dos autores, no tratamento do Aneurisma da Aorta Abdominal, enfatizando o preparo pré-operatório (clínico, laboratorial, nutricional, função pulmonar, renal e cardíaca, associação com doença oclusiva carotídea, entre outros), seguindo-se a da escolha do acesso preferencial extra-peritoneal e dos cuidados anestésicos intra-operatórios.
O estudo mostra o extenso protocolo seguido pelos autores, concluindo ser este o melhor métodos de prevenção da mortalidade, mesmo em pacientes de alto risco, deixando esta taxa inferior a 10%.
Comentários: Diagnóstico precoce e cirurgia eletiva, estas são as grandes "dicas" para um bom resultado.
Dr. Ricardo Thomaz Tebaldi
Disciplina de Cirurgia Vascular da
S. Casa de São Paulo

Reportagem:
Pós-graduação em cirurgia vascular
O probatório é uma nova exigência da pós-graduação que tem ajudado a distinguir os pós-graduandos realmente interessados e aplicados no estudo da cirurgia vascular
A formação de professores e a preparação de pesquisadores são hoje os campos mais incentivados pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) quando se pensa no estudo da medicina. Exatamente porque ainda são campos de atuação carentes de profissionais e com um grande potencial para o crescimento.
Quando se pensa na pós-graduação em cirurgia vascular é preciso pensar que outras importantes etapas, os dois anos de cirurgia geral e mais dois de cirurgia vascular, já foram ultrapassadas anteriormente.
Portanto, o médico já chega a esta opção já com um certo amadurecimento. Mesmo assim, a instituição do probatório tem ajudado a definir de forma ainda mais clara aqueles realmente interessados nesta carreira. "Antigamente, o pós-graduando fazia os créditos e se 'esquecia' de fazer a tese. Hoje, o aluno da S. Casa entra como aspirante a pós-graduação e após seis meses até o prazo de um ano tem de apresentar sua tese quase em fase final para poder passar a efetivo. Antes, quando esta exigência, o chamado probatório, não existia, muitos abandonavam o curso. Agora, como os alunos já sabem o que encontrarão pela frente, só os realmente convictos acabam optando", compara o Dr. Roberto Augusto Caffaro, Professor Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da S. Casa de São Paulo e chefe da disciplina de Cirurgia Vascular. Na S. Casa, dentre os quatro que concluem a residência em cirurgia vascular, um ou dois optam todos os anos pela pós-graduação.
Seguindo uma tendência de procura pela área de pesquisa, o médico observa que áreas inter-relacionadas como o pé diabético e o trauma são hoje bastante procuradas. "Só na vascular existem hoje, na S. Casa, oito ou nove linhas de pesquisa, e o médico acaba escolhendo uma delas motivado pela identificação."
Dr. Caffaro identifica também as vocações específicas de cada escola, que em geral se solidificaram pela tradição. A S. Casa, conforme ele explica, é voltada para a cirurgia. Assim como a Escola Paulista de Medicina tem sua tradição voltada para a clínica. São essas tradições que, em boa parte, explicam a fama de determinadas escolas. O aluno da S. Casa, por exemplo, sabe que ali é um lugar onde poderá fazer cirurgia de aneurisma da aorta.
Mas qual o caminho para se tornar um bom especialista? É o próprio Dr. Caffaro quem responde: "Para o médico tentar ser um bom especialista precisa treinar muito. Isto é facilitado se ele trabalha num hospital grande como o nosso, que atende cerca de 1.200 pacientes por dia. Se tiver ali profissionais que tiveram essa vivência, eles vão acabar passando isso para o pós-graduando. É diferente de trabalhar num hospital com poucos leitos, onde os casos não aparecem e o médico não terá como se exercitar."
Não basta só isso, entretanto. Ele acrescenta que um bom preparo clínico é essencial para que o ex-residente chegue na pós-graduação apto a agregar os recursos que ele aprenderá a manipular e, principalmente, a fazer um diagnóstico correto a partir do exame clínico. Isso, além de essencial na prática médica do cirurgião vascular o auxilia a administrar sem desperdícios os recursos sempre escassos de hospitais e de instituições beneficentes como é o caso das Santas Casas. Nesta escola, também contam pontos na formação e atrai estudantes o contato com o paciente de enfermaria, que começa já no primeiro ano da graduação.
A pós-graduação fora do país é uma boa escolha? Na opinião do Dr. Caffaro, não. "É melhor fazer fora um pós-doutorando, porque, neste ponto, o médico já sedimentou seu conhecimento, tem uma boa vivência, mais maturidade pessoal e profissional e, portanto, mais condições de aproveitar o que aprende lá fora. Ele também chega lá numa posição mais privilegiada, podendo ser mais respeitado."

Entrevista:
Aneurisma da Aorta - Dr. Pedro Puech-Leão
Podemos chamar o Aneurisma da Aorta de um perigo oculto, uma vez que se trata de uma doença que, na maioria dos casos, se torna fatal, em função, principalmente, da falta de detecção prévia. É uma doença que se torna ainda mais preocupante por incidir majoritariamente numa população que vem crescendo em nosso país, a de pessoas acima dos 60 anos. O Dr. Pedro Puech-Leão, do Hospital das Clínicas da FMUSP, nos falou sobre este assunto.
BOLETIM - Por se tratar de uma doença assintomática, ao que os médicos devem estar atentos e como proceder com seus pacientes?
DR. PEDRO PUECH-LEÃO - Por não haver sintomas, é preciso fazer exames periódicos para diagnosticar a doença. É o mesmo procedimento indicado para outras doenças como câncer de colo de útero e câncer da próstata, por exemplo.
BOLETIM - Então, por que não há, para o aneurisma da aorta a mesma atitude preventiva que se nota com relação a estas outras doenças que o senhor citou? A incidência de aneurisma da aorta é muito menor?
DR. PUECH-LEÃO - A incidência de aneurisma da aorta abdominal em homens acima de 65 anos é próxima de 6%. O câncer da próstata atinge 8% desta mesma população. Ou seja, são número muito próximos. Mesmo assim, não se fazem campanhas para o exame periódico do aneurisma da aorta, como acontece com o câncer e outras doenças. E isso não é feito porque não há conscientização da população para este problema.
BOLETIM - O que pode ser feito ou já está sendo feito para mudar esta realidade?
DR. PUECH-LEÃO - Campanhas maciças, como a que foi feita no ano passado no HC, para a detecção da doença e a divulgação na imprensa. O que também já começa a acontecer. No ano passado, mídias como o rádio e a TV dedicaram várias horas de sua programação para falar sobre o assunto. Mas isto precisa aumentar.
BOLETIM - E por que ainda é difícil criar este alerta entre a população?
DR. PUECH-LEÃO - A maior parte das pessoas não sabe nem o que é aorta. A maioria pensa que é uma parte do coração. E essa desinformação começa desde o ensino fundamental. Porque é comum mostrarem o coração com aquela saída da aorta. Não se explica que aquela é apenas uma pequena parte dessa artéria. Além disso, faltam diagnósticos de aneurisma da aorta. Muitos pacientes morrem de morte súbita. Cerca de metade deles não consegue sequer chegar ao hospital a tempo de ser socorrida. E em muitos casos de morte súbita não é feita a necropsia. O médico que o atende no pronto-socorro ou o médico da família atesta esta morte quase sempre como enfarto do miocárdio. O que nem sempre é exato. Mas aí o que acontece é que o enfarto e as doenças coronarianas em geral aparecem mais nas estatísticas e, por isso, acabam recebendo mais atenção e dinheiro público.
BOLETIM - Então, pode-se concluir que a doença não é adequadamente tratada em função do desconhecimento que se tem a respeito?
DR. PUECH-LEÃO - A aorta não é um órgão bem conhecido pela população. O aneurisma da aorta não dói, mata, mas mata de maneira disfarçada. E se as pessoas não conhecem ninguém que morreu de aneurisma da aorta, como vão saber a respeito? Como vão se precaver? Quando se fala em aneurisma, as pessoas pensam logo num problema no cérebro. O aneurisma cerebral também é perigoso, mas mata muito menos que o aneurisma da aorta.
BOLETIM - Por que, então, um diagnóstico de aneurisma cerebral costuma causar mais preocupação?
DR. PUECH-LEÃO - Talvez porque este seja diagnosticado. Há uma dor de cabeça, em geral muito forte, que pode levar a coma. E, apesar de não ser tão comum, é uma doença que mata gente jovem também. Por isso se investiga a causa.
BOLETIM - A despreocupação com a doença acontece só por parte da população, pela sua desinformação, ou atinge também os médicos?
DR. PUECH-LEÃO - Os médicos não estão atentos para a detecção. No Instituto Central do Hospital das Clínicas, 90% dos doentes que vêm com aneurisma da aorta tiveram a doença diagnostica casualmente. No Instituto do Coração a realidade é diferente. Metade dos pacientes internados com aneurisma estão ali porque o médico, procurando, achou. Isto mostra que quando a moléstia é procurada, é encontrada. E o diagnóstico é fácil. No tórax, basta uma radiografia. Se é abdominal, em geral basta a mão do médico, numa palpação. Apenas em pessoas obesas é necessário o ultrassom. Mas mesmo com este método é possível ser ágil. Na campanha do HC, em apenas seis dias, realizamos 1500 exames de ultrassom para diagnosticar aneurisma da aorta.
BOLETIM - Quando se ultrapassam as barreiras do diagnóstico e o aneurisma é encontrado, quais os tratamentos mais indicados?
DR. PUECH-LEÃO - O tratamento vai depender do tamanho do aneurisma. Até 4 cm de diâmetro, não se faz nada. Acima de 5 cm, se procede a operação através do abdome (laparotomia) ou através da luz dos vasos (cirurgia endovascular). A indicação de uma ou outra também depende das características anatômicas do aneurisma. Outro fator decisivo é o econômico. A endovascular ainda é um método caro, não coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Por isso, até o momento, apenas alguns hospitais universitários e algumas seguradoras a custeiam.
BOLETIM - Neste caso, a cirurgia endovascular é um método superior em sua eficácia?
DR. PUECH-LEÃO - A endovascular ainda é relativamente recente. Surgiu em 1990 e, no Brasil, vem sendo utilizada desde 1994. Aqui, foi aplicada pioneiramente no Hospital das Clínicas e só se tornou mais freqüente a partir de 1995.
BOLETIM - Como técnica recente, tem sido bem ensinada aos brasileiros?
DR. PUECH-LEÃO - A formação de pós-graduação em São Paulo é excelente. No HC todo residente que termina residência sabe fazer tanto uma endovascular de aneurisma quanto uma angioplastia, por exemplo. O problema é que, apesar de a pós ser boa, muitos médicos não vão exercer tudo que sabem, acabam só fazendo escleroterapia. Por isso cria-se uma situação em que muitos vão trabalhar de graça em hospitais onde possam fazer a cirurgia vascular. Há muita gente boa e competente sendo desperdiçada, o que dificulta a defesa profissional.
BOLETIM - Se há boas formas de tratar mas o paciente não chega ao diagnóstico, qual é o panorama que existe hoje com relação ao aneurisma da aorta?
DR. PUECH-LEÃO - Existe uma demanda oculta, a doença existe mas não é encontrada com a freqüência devida. Uma parte dos pacientes que são encontrados está longe dos recursos para tratamento, porque o hospital em que está não está equipado. Ainda assim, quando o paciente chega a ser tratado, o sucesso é em torno de 90%.

Trabalhos científicos
Uma forma de medir o volume endovascular
Domingos Guerrino Silva(2), Nilo M. Izukawa (3), Lannes A. V. Oliveira(2), Heraldo A . Barbato(1), Fernando D. Malheiros(1), Fabio H. Rossi(1) e Angela Tavares Paes(4)
Resumo:
Foi realizado um módulo, com o objetivo de medir o volume vascular de artérias e veias. A determinação deste dado tem grande importância em Anatomia, Patologia e Cirurgia Vascular, permite caracterizar as variáveis anatômicas e patológicas dos vasos. Com a evolução dos estudos hemodinâmicos, a busca de dados mais exatos de diâmetros internos, espessuras de parede vascular e o volume endovascular se fazem necessários. Para verificar a acurácia deste módulo foram selecionadas artérias de suínos. Foram medidas no módulo o volume endovascular e comparadas com medidas obtidas por paquímetro os diâmetros externos e com o micrômetro as espessuras dos vasos. Os resultados foram confrontados e submetidos aos testes estatísticos T de Student e Wilcoxon.
Conclusões:
1- Os valores encontrados nos tipos de mensuração se correspondem, com a mesma acurácia.
2- O módulo idealizado demonstrou ser eficiente para mensuração do volume endovascular e de fácil manipulação pelo pesquisador.

Estudo Realizado em um Simulador de Escoamento com Artérias de Suínos para Calcular a Mesma Vazão entre uma Arteriotomia Longitudinal e o Diâmetro Interno do Vaso
Domingos Guerrino Silva(2), Nilo M. Izukawa (3), Lannes A. V. Oliveira(2), Heraldo A . Barbato(1), Fernando D. Malheiros(1) e Fabio H. Rossi(1)
Resumo:
Com o objetivo de melhorar as condições hemodinâmicas das anastomoses com derivações em pontes, pensou-se em realizar um estudo em um simulador de escoamento para determinar o tamanho da arteriotomia longitudinal em relação ao diâmetro interno do vaso. Foram utilizados 10 suínos da raça Landrace tri cros, dos quais foram retirados um par de artérias femorais D e E, vasos portanto de diâmetros próximos às artérias humanas que foram testadas em um simulador de escoamento. Da mesma forma foram submetidos 20 tubos de látex de diâmetros internos próximos aos das artérias, como comparação. As arteriotomias foram praticadas de forma progressiva até atingir a mesma vazão. Pela estatística foram verificadas as médias.
Conclusão:
Para obter a mesma vazão é necessário uma arteriotomia longitudinal que corresponde a 1,64 vezes maior do que o diâmetro interno do vaso.
(1) Cirurgião Vascular do Setor de Vascular Periférico do Instituto "Dante Pazzanese" de Cardiologia (IDPC)
(2) Doutor - Cirurgião Vascular - Assistente do Setor de Vascular Periférico do IDPC
(3) Doutor - Cirurgião Vascular - Chefe de Setor Vascular Periférico do IDPC
(4) Mestre em Estatística - Laboratório de Epidemiologia e Estatística - IDPC
(5) Cirurgião Vascular do Setor de Vascular Periférico do Instituto "Dante Pazzanese" de Cardiologia (IDPC)
(6) Doutor - Cirurgião Vascular - Assistente do Setor de Vascular Periférico do IDPC
(7) Doutor - Cirurgião Vascular - Chefe de Setor Vascular Periférico do IDPC

Agenda
Eventos nacionais
VIII Jornada de Cirurgia Vascular e Angiologia FAMERP/IMC
data : 09 e 10 de junho
local : Anfiteatro Fleury da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - SP
endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 Vila São Pedro
inscrições e informações: (0__17) 224-9250 fax (0__17) 225-5488 ou e-mail: cenacon@zaz.com.br
coordenador científico: Dr. José Dalmo de Araújo
No programa estão previstos os seguintes módulos: Arterial (moderador: Dr. José Dalmo de Araújo); Trauma (moderador: Dr. Carlos José de Brito); "Como eu faço" (moderador: Dr. Pedro Puech-Leão); Discussão de Casos (moderador: Dr. Luiz Francisco Poli de Figueiredo); Duplex Scan (moderador: Dra. Maria Elisabeth Rennó de Castro Santos); Cirurgia Endovascular (moderador: Dr. Francisco H. de Abreu Maffei) e Venoso (moderador: Dr. José Mário Marcondes dos Reis)

Curso Teórico e Prático para Tratamento do Linfedema Periférico
Prorgrama Oficial
Dia 1o./julho - Sábado
8:00 h Histórico - Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
9:00 h Anatomia - Dr. Tarso Túlio Nogueira
10:00 h Coffee Break
10:30 h Fisiologia - Dr. Tarso Túlio Nogueira
11:30 h Fisiopatologia - Dra. Elisa Helena C. Seixas
12:30 h Almoço
14:00 h Quadro Clínico e Diagnóstico - Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
15:00 h Tratamento - Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
16:00 h Coffee Break
16:30 h Terapia Física Complexa
Dia 2/julho - Domingo
8:00 h Demonstração das Técnicas: Membro Superior e Inferior
10:00 h Coffee Break
10:30 h Ensino Individual de Drenagem Linfática Manual, Enfaixamento,Compressão Pneumática Intermitente
12:30 h Almoço
14:00 h Manuseio Individual no Paciente com Supervisão da Equipe
Ministrantes:
- Dr. Henrique Jorge Guedes Neto - Angiologista e Cirurgião Vascular, Médico Assistente da Disciplina de Cirurgia Vascular da Fac. De Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Dr. Tarso Túlio Nogueira - Fisioterapeuta responsável pelo grupo de pacientes portadores de linfedema do serviço de Reabilitação da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1990-1991), Fisioterapeuta do Hospital Samaritano de São Paulo
- Dra. Elisa Helena Seixas - Fisioterapeuta, Professora na área de Angiologia na UNAERP
Público: fisioterapeutas e médicos
Local: FENAFITO - Av. Jabaquara, 299 - Estação Pça da Árvore - Metrô
Valor: R$ 650,00 (2 pagamentos); profissionais com a contribuição sindical em dia: R$ 600,00

VIII Prêmio Rocha Lima
III Congresso Médico Acadêmico
Departamento Científico do Centro Acadêmico Rocha Lima
Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo
data: 5 a 7 de outubro
local: Anfiteatro de Bioquímica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto
O Departamento Científico do Centro Acadêmico Rocha Lima, objetiva premiar os melhores trabalhos científicos realizados pelos alunos de Medicina, durante o curso de graduação em atividades de monitoria, iniciação e de estágios junto a grupos de pesquisa. O VIII Prêmio Rocha Lima será atribuído aos trabalhos apresentados oralmente ou em painéis durante o III Congresso Médico-Acadêmico.
Resumo do regulamento:
1- Categoria dos trabalhos: todas que envolvem a formação do médico
2- Normas: ver http://www.fmrp.usp.br/carl/coma.html
3- Apresentação de trabalhos: tipo poster, medidas do painel = 110cm x 110cm
4- Data limite para envio de resumos: 21/07/00
5- Taxa de inscrição: R$ 10,00 (sócio CARL), R$ 15,00 (não-sócio), R$ 20,00 (outras faculdades) e R$ 20,00 (não aluno)
informações: Av. Bandeirantes, 3900 14040-220 Ribeirão Preto/SP e-mail: coma@fmrp.usp.br

34o. Congresso Brasileiro de Angiologia e Cirurgia Vascular
de 20 a 25 de outubro
local: Hotel Inter Continental Rio - Rio de Janeiro/RJ
tel.: (0__21) 286-2846
fax: (0__21) 537-9134

Participe:
Você pode mandar artigos e informações sobre cursos e eventos. Faça também suas críticas e sugestões ao novo Boletim Informativo da SBACV - SP. Mande seu e-mail para: sbacv@shaman.com.br . E visite também o site da Sociedade: www.sbacvsp.org.br