Biênio 2002/2003 - no. 22– Abril/02
SOCIEDADE BRASILEIRA DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR
DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DA AMB COORDENAÇÃO
NACIONAL DO FÓRUM Cirurgia endovascular
-
Qual o papel atual na nossa especialidade?
Presidência da SBACV: Marcio Leal Meirelles
Coordenação Nacional: Solange Seguro
Meyge Evangelista
Coordenação Científica do Fórum:
Pedro Puech Leão
Diretor Científico da SBACV: Marcio de Castro
e Silva
Supervisão Regional:
Norte- nordeste: Guilherme B. B. Pitta
Sul: Jorge Ribas Timi
Centro: Gilson Roberto de Araújo
Módulo I ISQUEMIA DE MEMBROS INFERIORES
1. A possibilidade de tratamento endovascular muda
a indi-cação terapêutica em casos
de claudicação intermitente ?
NELSON WOLOSKER
2. Qual o papel da angioplastia transluminal nas obstruções
femoropoplíteas?
ANDRÉ CÂMARA
Módulo II ANEURISMAS DA AORTA
1. A correção endoluminal de aneurisma
da aorta abdo-minal só deve ser indicada em
pacientes de alto risco ? Em caso positivo, qual o
critério para alto risco?
RICARDO AUN
2. A correção endoluminal do aneurisma
da aorta deve ser
Experimental?
ROBERTO CAFFARO
Módulo III CARÓTIDAS
1. A angioplastia de lesões primárias
arterioescleróticas da carótida é
tão segura e eficiente quanto a
endarterectomia?
O consenso do VII Fórum da SBACV Patologia
de Carótida: inovações no diagnóstico
e no tratamento, permanece atual?
NILO YZUKAWA
Módulo IV EXERCÍCIO PROFISSIONAL
1. É necessária a concessão de
uma licença especial, pela SBACV, para a prática
de procedimentos endovasculares?
EMIL BURIHAN
2. Qual o papel do cirurgião vascular em grupos
multidisci-plinares para a prática da angioplastia/stents?
Pode o Cirurgião Vascular recusar-se a tratar
complicações de procedimentos feitos
por radiologistas ou por hemodinami-cistas?
MARCELO ROMITI
3. O médico ao qual foi solicitado um exame
diagnóstico (qualquer que seja a sua especialidade)
pode tomar a iniciativa de estender o exame além
do solicitado? Realizar procedimentos terapêuticos
no mesmo ato?
CRESCÊNCIO CENTOLA
Diretoria Biênio 2002-2003
Presidente: Roberto Sacilotto
1º Vice Presidente: Aldo Ferronato
2º Vice Presidente: José Carlos Baptista
Secretário Geral: Cid Sitrangulo Jr.
1º Secretário: Luiz Araújo Júnior
2º Secretário: Walter Campos
Tesoureiro Geral: Walter Castelli
1º Tesoureiro: Arual Giusti
2º Tesoureiro: Regina Bittencourt Costa
Departamento Científico:
Diretor: Alexandre Maieira Anacleto
Vice-Diretor: Nelson Wolosker
Departamento de Publicações:
Diretor: Nilo Izukawa
Vice-Diretor: Erasmo Simão
Departamento de Patrimônio:
Diretor: José Augusto Costa
Vice-Diretor: Sergio Kuzniec
Departamento de Eventos:
Diretor: Winston Yoshida
Vice-Diretora: Regina Moura
Departamento de Informática:
Diretor: Cláudio Yokoyama
Vice-Diretor: Adilson F. Paschoa
Departamento de Defesa Profissional e Marketing:
Diretor: Ruben Rino
Vice-Diretor: Jorge Kalil
Departamentos Científicos:
Arteriologia: Francisco Cardoso Brochado Neto
Flebologia: Paulo Guimarães
Linfologia: Henrique Jorge Guedes
Angiorradiologia: Álvaro Razuk
Cirurgia Experimental: Luiz Poli Figueiredo
Cirurgia Endovascular: André Guimarães
Câmara
Ultrassonografia Vascular: Robson Miranda
e-mail redação: secretaria@sbacvsp.org.br
ESPAÇO ABERTO
David C. Brewster:
Massachusetts General Hospital and Harvard Medical
School J. Vasc. Surg. 2001;33(6): 1139-1147
Nós, diariamente, tomamos decisões a
respeito do melhor tratamento para nossos pacientes
e temos que determinar se a operação
é indicada, qual procedimento seria melhor
e qual o melhor momento para a cirurgia. Por vezes,
nos deparamos com a pergunta da família, "O
que você faria se fosse seu pai". Portanto,
eu decidi relatar minhas observações
e opiniões sobre o tratamento endoluminal do
AAA.
POR QUE É IMPORTANTE ?
São diagnosticados nos Estados Unidos aproximadamente
200.000 novos casos de pacientes portadores de AAA
por ano e 50.000 a 60.000 pacientes são operados.
A ruptura do AAA é responsável por cerca
de 15.000 mortes por ano, tornando-se a 14ª causa
de morte nesse país, similar em magnitude ao
enfisema pulmonar, doença renal e homicídios.
O grupo de pacientes acima dos 85 anos está
crescendo muito e o censo (EUA) estima que o número
de pessoas que chegará aos 100 anos em 2050
será de aproximadamente 800.000 pessoas. O
impacto disso é certamente, maior número
de aneurismas diagnosticados.
Embora a mortalidade no tratamento dos AAA eletivamente
seja de 1% a 5%, numerosos registros populacionais
que são mais representativos do "mundo
real" mostram taxa de mortalidade de 5% a 10%.
Complicações sistêmicas significantes
ocorrem em pelo menos 15% a 30% dos pacientes e as
taxas de morbidade e mortalidade são substancialmente
maiores nos pacientes idosos ou naqueles com co-morbidades
pulmonares e renais.
A possibilidade de um método menos invasivo
que pudesse reduzir risco, promover rápida
recuperação, e estender a chance de
tratamento com sucesso num grande número de
pacientes tem um grande apelo tanto para os pacientes
quanto para os médicos.
Se meu pai tivesse um AAA, a primeira coisa que diria,
seria para considerar o tratamento endovascular. É
um tratamento real e não um modismo provável
de desaparecer como a angioplastia a laser.
O QUE É O SUCESSO ?
O tratamento endoluminal é criticado principalmente
por notar duas falhas: "endoleak" e durabilidade
inferior.
Os "endoleaks" não são frequentes.
Em uma metanálise, de 23 publicações,
na qual 1118 pacientes foram descritos como sucesso
no implante endovascular, Schurink constatou uma média
de "endoleaks" de 24%.
O segundo cepticismo do tratamento endoluminal é
a sua durabilidade, potencialmente inferior quando
comparada com a cirurgia aberta. Tal preocupação
tem sido difundida com freqüência nesse
período de experiência, com relatos de
casos de falha estrutural da prótese, migração,
"endoleaks" tardios, trombose de ramo e
outros problemas, incluindo ruptura. Entretanto, as
séries mais recentes têm mostrado que
muitas dessas dificuldades, exceto a ruptura, tem
sido tratada com sucesso com intervenções
por cateter, e que a cirurgia aberta não é
necessária normalmente. Esses problemas justificam
a condenação do método?
Eu sugeriria ao meu pai, que considerasse um tanto
diferente os critérios de resultados com sucesso,
daqueles propostos comumente. Focaria a atenção
no ponto principal do tratamento do AAA que é
prevenir a ruptura do aneurisma e o risco de ruptura
dependente do diâmetro do aneurisma; finalmente,
um paciente submetido ao tratamento endoluminal, gostaria,
naturalmente, de evitar a conversão e cirurgia
aberta, agudamente ou no seguimento tardio.
Notadamente ausente nesses objetivos está o
"endoleak", que é geralmente sobre
estimado como complicação do tratamento
endoluminal. Embora os "endoleaks" possam
freqüentemente ser correlacionados com a expansão
e ruptura do AAA, essa correlação é
incerta. Algumas séries têm mostrado
que número substancial de AAA permanecem estáveis
no seu diâmetro máximo, ou mesmo diminui
apesar do endoleak. O endoleak tipo II, de longe o
tipo mais comum, são tidos por alguns autores
como não responsáveis pela expansão
e ruptura na maioria dos casos. Alguns pesquisadores
acreditam que o aumento e ruptura do AAA podem ocorrer
sem a presença de endoleak, e seria devido
à pressão transmitida pelo trombo intra-saco
aneurismático, conceito conhecido como endotensão.
Muitos dos problemas que ocorrem nos endoenxertos
e que afetam a durabilidade do tratamento são
conseqüências das mudanças morfológicas
ocorridas no saco aneurismático.
São detectados também, a separação
dos componentes modulares, migração
e deslocamento, acotovelamento ou oclusão.
Quando há encolhimento do saco aneurismático.
Eu destacaria para meu pai que a maioria das alterações
possam ser corrigidas com medidas adicionais por cateter
e defenderia a importância do "sucesso
secundário". Nós facilmente aceitamos
o conceito de perviedade secundária nos enxertos
infra-inguinais e angioplastias coronarianas, então
por que não aplicar esse conceito nos Endoenxertos?
COMO ESTAMOS FAZENDO?
No Massachusetts General Hospital temos realizado
esse procedimento há seis anos. O primeiro
caso, um paciente de 83 anos que apresentava AAA de
seis cm morreu recentemente aos 90 anos. De janeiro
de 1994 a Agosto de 2000 forma realizados 391 endoenxertos.
A média de diâmetros encontrada foi de
5.78 cm, para uma média de idade de 75 anos.
A configuração do enxerto foi de bifurcados
(72,4%), aorto uni-ilíacos com enxerto cruzado
(18,3%) e tubos retos (9,3). Houve quatro mortes perioperatório
(1,2%). Dois pacientes por IM, um por falência
de múltiplos órgãos e um por
provável ruptura do AAA. A média de
permanência no hospital foi de 2,4 dias. Quatro
pacientes (1,2%) requereram conversão, devido
a problemas no acesso ilíaco e dois por erro
na liberação da endoprótese.
Seis pacientes (1,7%) necessitaram de conversão
tardia e retirada da prótese. Foram detectados
32% de "endoleaks" após o implante,
sendo que
O que você faria se fosse seu pai?
Reflexões sobre o tratamento endovascular do
Aneurisma de Aorta Abdominal (AAA) 71% eram do tipo
II e 29% do tipo I. Sessenta e três por cento
desses endoleaks fecharam espontaneamente. Endoleaks
tardios foram detectados em outros 6% dos pacientes.
Trinta e cinco pacientes (10.5%) necessitaram ser
submetidos a 42 procedimentos adicionais para correção
de endoleaks e problemas afetando o enxerto. O aumento
do saco aneurismático maior que 5 mm foi observado
em 5,5% dos pacientes.
Na minha concepção, o dado mais expressivo
relacionado ao sucesso do procedimento foi a limitação
do crescimento do aneurisma e a prevenção
da ruptura. Como mostrado nos nossos dados, somente
5.8% dos pacientes apresentaram aumento acima dos
5 mm ou mais e somente 0.5% de ruptura. Devemos nos
lembrar que os dados sobre a história natural
do AAA não tratado indicam 11% de risco de
ruptura anual nos aneurismas entre 5 cm e 5,9 cm de
diâmetro.
Entretanto, no presente momento, nós simplesmente
não temos dados em longo prazo para responder
questões referentes à durabilidade,
que ao meu ver é enfatizado demais.
AVISOS E CUIDADOS:
Eu certamente lembraria ao meu pai que é absolutamente
essencial que ele tenha uma anatomia favorável
para candidatar-se ao procedimento endoluminal e que
deve ser cuidadosamente estudado e avaliado.
O tratamento endovascular do AAA é dirigido
pela anatomia e os critérios não devem
ser extrapolados. Nem todos os pacientes são
candidatos.
Se meu pai tivesse um pequeno aneurisma de aorta (<
4.5 cm), eu desejaria que ele continuasse sob observação
controlada. Simplesmente não acredito que nós
tenhamos dados ou experiência atual para mudar
a indicação de tratamento do AAA.
Finalmente, se meu pai optasse pelo tratamento endovascular,
certamente aconselharia a procurar um centro e cirurgião
com experiência suficiente para o Procedimento.
Os dados mostram uma convincente correlação
entre o volume cirúrgico do Hospital, treinamento
e experiência, com a melhora nos resultados
nos procedimentos abertos. Se a prática faz
a perfeição, para as cirurgias tradicionais
em que nós aprendemos durante 5 a 7 anos de
residência, seguramente este é o caso
do tratamento endoluminal, em que os cirurgiões
estão menos habituados.
O conjunto de elementos do procedimento incluindo
a interpretação das imagens e a manipulação
dos cateteres não é familiar para a
maioria dos cirurgiões. Está claro que
os problemas técnicos e as complicações
são mais comuns no início da curva de
aprendizado.
Em resumo, não acredito ser apropriado esperar
que esse procedimento seja feito por todos os hospitais
e cirurgiões vasculares.
O benefício da regionalização
dos procedimentos selecionados tem sido reconhecido
há duas décadas. Estudos populacionais
tem demonstrado melhores resultados em centros com
grande volume, quer seja em cirurgia vascular, cardíaca,
cirurgia de câncer e outros. O volume hospitalar
parece ser um forte preditivo, uma vez que leva a
maiores cuidados peri-operatórios como suporte
da equipe de enfermagem, equipamentos ecuidados na
UTI.
FUTURO
Não há dúvidas em minha mente
que o tratamento endovascular do AAA está aqui
para ficar. Não há dúvida que
o avanço tecnológico será contínuo,
ampliando as indicações e produzindo
resultados mais favoráveis. A melhora dos enxertos
provavelmente tornará possível uma adaptação
com as mudanças da morfologia do saco aneurismático.
A fixação supra-renal permitirá
o tratamento com sucesso de pacientes com colos infra-renais
curtos. Enxertos com ramos poderão permitir
o tratamento do AAA justarenal e talvez os aneurismas
tóraco-abdominais.
Esse método provavelmente será a técnica
preferida em pacientes de alto risco. Além
disso, poderia ser a solução para outros
problemas, incluindo pacientes com abdome hostil,
aneurismas anastomóticos, problemas relacionados
à degeneração do enxerto ou aneurismas
inflamatórios.
Deverá substituir a cirurgia aberta em pacientes
mais jovens e de baixo risco? Acredito que não
ainda.
A maior dificuldade permanece com o treinamento do
cirurgião em fazer o procedimento com habilidade
e competência. Acredito que o programa de treinamento
vascular será mudado e adaptado.
O maior problema existe para os atuais praticantes.
Como ganhar treinamento e experiência nesses
casos é de difícil conclusão.
Mini-cursos de final de semana, simplesmente não
será suficiente.
Alternativamente, o cirurgião pode tornar-se
parte integral de uma equipe multidisciplinar no seu
hospital, mas isso pode ser utópico.
Continuo preocupado com o alto custo dos enxertos.
Nós reconhecemos que há economia na
utilização da UTI e redução
no tempo de permanência no hospital, entretanto,
essa economia é perdida com o gasto em próteses
e outros dispositivos usados no procedimento endoluminal.
Penso que o cirurgião vascular manterá
a posição de líder no tratamento
do AAA, como nós sempre tivemos.
Devemos lembrar que a cada desafio há uma oportunidade.
Tenho certeza que meu pai iria concordar.
Comentários e tradução: Dr. Roberto
Sacilotto
É um artigo que expressa uma opinião
otimista em relação à utilização
das endopróteses no tratamento do AAA.
Acredito, como o autor, que as indicações
para a colocação das endopróteses
seguirão as normas baseadas no diâmetro
do aneurisma e o fator limitante para sua utilização
ligadas às condições anatômicas
das artérias.
No Brasil, se fosse meu pai, eu teria restrições
em indicar o procedimento se ele apresentasse boas
condições clínicas e idade abaixo
dos 65 anos. Não temos seguimento a longo prazo
e ainda disponibilidade dos vários tipos de
endopróteses nas suas diversas configurações,
além de serem de custo elevado.
Acredito na evolução tecnológica
das endopróteses que realmente farão
parte do tratamento do AAA, em pacientes selecionados
e provavelmente serão de grande valia na redução
das altas taxas de mortalidade operatória nos
pacientes portadores de aneurisma roto.
COMUNICADO DA DIRETORIA
Cópia de documento elaborado pela SBACV-SP
para as Seguradoras de Saúde ÀS SEGURADORAS
DE SAÚDE - DIRETORIA MÉDICA E AUDITORIA
ASSUNTO: ACESSOS VASCULARES PARA HEMODIÁLISE,
QUIMIOTERAPIA E OUTRAS TERAPIAS COMPLEXAS PROLONGADAS
O desenvolvimento da terapêutica endovenosa
nas últimas décadas provocou o aparecimento
de dispositivos ou acessos vasculares de uso prolongado.
O benefício principal foi para pacientes com
necessidade de tratamento por períodos superiores
a alguns dias ou semanas e com possibilidade de uso
ambulatorial estendido por vários meses ou
eventualmente anos. Em sua maioria são doentes
que necessitam quimioterapia para neoplasias ou hemodiálise
por insuficiência renal terminal. Outros eventuais
usos como antibioticoterapia prolongada ou plasmaferese
também são freqüentes. Pode-se
necessitar sua instalação em outras
situações clínicas nas quais
é mandatória a terapêutica parenteral
e não se dispõe de acesso por dificuldades
inerentes a cada caso.
Os procedimentos de implante destes acessos são
efetuados por equipes cirúrgicas especializadas
em sala operatória adequada à necessidade
de anestesia, assepsia, monitoração
hemodinâmica, respiratória e controle
radioscópico. Cada tipo de acesso tem suas
particularidades, mas alguns são tecnicamente
muito similares apesar da diferente aplicação
clínica. Como exemplo podemos citar a similaridade
do implante de cateter de Hickman com finalidade de
quimioterapia para neoplasia hematológica e
a colocação de Perm-cath para hemodiálise
em doentes renais crônicos. Ambos são
procedimentos que envolvem pacientes graves com alto
risco operatório e com praticamente as mesmas
técnicas operatórias, ambiente e material.
A remuneração destes procedimentos baseada
na tabela AMB, no entanto, é passível
de diferentes interpretações, pois apesar
de existir a definição de "acessos
vasculares para hemodiálise" (códigos
39.09), não existe item específico para
os acessos vasculares com outras finalidades, incluindo
a quimioterapia. Sendo assim, enquanto a prática
dos convênios e seguradoras é ainda usar
a tabela AMB 90 (eventualmente 92, seja na sua totalidade
ou para busca de alguns itens específicos que
não existem na tabela 90) para remuneração
ou reembolso de serviços médicos, a
normatização dos códigos destes
procedimentos é fundamental para viabilizar
a prática profissional dos médicos envolvidos.
Sendo assim, sugerimos agrupar estes procedimentos
por similaridade técnica e de complexidade
àqueles que já constam na tabela AMB,
conforme padronização a seguir:
1. Punção venosa periférica com
instalação de cateter venoso central
de longa permanência (tabela AMB cod. 39.03.015-6):
realizada no leito do paciente pela equipe médica
(um profissional) sob anestesia local. Necessita controle
radiológico posterior.
2. Punção venosa central com instalação
de cateter venoso central de longa permanência
(tabela AMB cod. 39.03.016-4): realizada no leito
do paciente pela Médica (um profissional) sob
anestesia local. Necessita controle radiológico
posterior.
3. Dissecção venosa periférica
com instalação de cateter venoso central
de longa permanência (tabela AMB cod. 39.03.001-6):
realizada no leito do paciente pela equipe médica
(dois profissionais), necessitando conhecimentos gerais
de técnicas cirúrgicas e anestesia local,
bem como das complicações, que eventualmente
podem advir com esta prática e como tratá-las.
Necessita controle radiológico posterior.
4. Colocação de "Shunt" Temporário
(tabela AMB cod. 39.09.003-5) (punção
venosa central com instalação de cateter
venoso central ou dissecção de veia
e artéria para derivação temporária):
realizada no leito do paciente pela equipe médica
(dois profissionais) ou ambiente cirúrgico,
necessitando conhecimentos para utilização
de anestesia local e anatômicos para abordagem
de vasos centrais, bem como das complicações,
que eventualmente podem advir com esta prática
e como tratá-las. Necessita controle radiológico
posterior ou durante ato operatório.
5. Retirada de "Shunt" Temporário
(tabela AMB cod. 39.09.005-1): realizada no leito
do paciente ou sala cirúrgica pela equipe médica.
6. Colocação de "Shunt" Definitivo
(tabela AMB cod. 39.09.004-3): realizada em ambiente
cirúrgico pela equipe médica (três
profissionais) com suporte anestésico especializado,
requerendo radioscopia com maior morbidade para a
equipe pela exposição à radiação
para correto posicionamento do dispositivo vascular
semi-implantável ou totalmente implantável,
visto que por se tratarem de aparelhos definitivos
não podem ser reposicionados a posteriori como
os "shunts" temporários. Tempo médio
do procedimento cirúrgico total 90 minutos.
Sempre que possível, pela complexidade do procedimento,
é realizado mediante internação
do paciente.
7. Retirada de "Shunt" Definitivo (tabela
AMB cod. 39.09.006-0): realizada em ambiente cirúrgico
pela equipe médica (três profissionais)
com suporte anestésico especializado. Tempo
médio do procedimento cirúrgico total
30 minutos.
A elucidação dos termos referentes ao
tempo de permanência dos dispositivos vasculares
seja talvez a forma mais simples de se resumir a complexidade
inerente a cada procedimento. A variação
da durabilidade depende diretamente do material utilizado
na confecção do dispositivo e de sua
configuração, o que confere características
específicas de resistência à infecção
e trombose. Portanto, definimos os seguintes termos:
1. Definitivo : dispositivos semi - implantáveis
e implantáveis, que por características
próprias (fabricação com elastômero
de silicone, configuração com anel de
dacron para fixação ou receptáculo
totalmente implantável) foram criados para
permanecerem por períodos superiores a 30 dias,
por vezes permanecendo por meses a anos. Incluem-se
nesta definição acessos para hemodiálise
tipo "perm-cath" e outras derivações
externas de uso prolongado; acessos para quimioterapia
de um, dois ou três lumens tipo "Hickman",
"Broviac", "port-a-cath" e similares;
acessos para outras finalidades (ex.: antibioticoterapia
endovenosa prolongada, plasmaferese etc.) em que se
utiliza algum destes dispositivos citados acima.
2. Temporário: dispositivos que necessitam
ser trocados em um período máximo de
30 dias. São os acessos para hemodiálise
por cateter tipo "Shiley", "agulha"
ou similar e acessos temporários para quimioterapia
por cateter de duplo lúmen.
3. Longa permanência: dispositivos que por características
inerentes ao seu material de fabricação
devem ser substituídos a cada 7 10 dias. Inclui
acessos para uso geral tipo "intra-cath".
4. Os procedimentos citados acima são todos
de competência médica, em contraposição
a "punção venosa periférica
com ou sem instalação de dispositivo
vascular" realizada no leito do paciente pela
equipe de enfermagem.
Pelo acima exposto, a Sociedade de Angiologia e Cirurgia
Vascular Regional de São Paulo solicita aos
auditores que autorizem esses procedimentos respeitando
os códigos AMB sugeridos por esse referendo.
Dr. Sergio Kusniek
Departamento de Acessos Vasculares
Dr. Roberto Sacilotto
Presidente SBACV-SP
ANÁLISE DE ARTIGO CIENTÍFICO
"Success of thrombolysis as a predictor of outcome
in acute thrombosis of popliteal aneurysms".
Bettina Marty, Stephan Wicky, Hans-Beat Ris, Xavier
Mueller, Adam Ficher, Daniel Hayoz, Ludwig Karl von
Segesser.
Lousanne, Suíça.
Journal of Vascular Surgery 10.1067 / mva.2001.119228
Resumo:
Objetivo: isquemia aguda após trombose de aneurisma
de artéria poplítea é uma entidade
clínica distinta e que ameça o membro.
Trombólise intra-arterial pré-operatória
pode melhorar a evolução desta situação
desafiadora. Este estudo retrospectivo analisa uma
série consecutiva de pacientes submetidos a
trombólise pré-operatória seguida
de tratamento cirúrgico.
Método: treze pacientes com isquemia aguda
pós-trombose de aneurisma de artéria
poplítea foram submetidos a trombólise,
via injeção intra-arterial por cateter,
com uroquinase e subseqüente revascularizaçaõ
do membro.
Resultados: completa trombose do aneurisma com ausência
de leito distal foi encontrado em 12 pacientes. A
trombólise restaurou a perfusão do membro
com desobstrução da artéria poplítea
e de um ou dois ramos arteriais, abaixo do joelho,
em 77% dos casos (10/13). A taxa de funcionamento
do enxerto e salvamento do membro foi de 68% e 83%
respectivamente. Falha na terapia lítica, seguida
de falha na restauração arterial foi
de 23%, seguida de amputação acima do
joelho (3 pacientes). Severa rabdomiólise e
embolia pulmonar fatal foi responsável pela
mortalidade de 15%.
Conclusão: A trombólise pré-operatória
seguida de revascularização arterial
é uma opção válida de
tratamento, para pacientes com aneurisma trombosado
da artéria poplítea, que podem suportar
um período adicional de isquemia arterial,
enquanto é feita a terapia lítica. A
falha da terapia lítica é um importante
preditor de evolução para amputação
nestes pacientes.
Comentários: Prof Dr. Emil Burihan
O tema é de muita importância pois faz
parte da atividade do cirurgião vascular, principalmente
os que lidam com a isquemia arterial aguda. É
sobejamente conhecido que uma das grandes complicações
do aneurisma de artéria poplítea é
a trombose arterial aguda e que ocorre com maior freqüência
nos mais idosos, que por sua vez já têm
outras comorbidades, associadas e que após
a oclusão na maioria dos casos não se
identifica nenhum vaso de escoamento distal, impedindo
uma tentativa de revascularização do
membro, por consequência levando à um
índice de amputação proibitivo
(experiência já apresentada em inúmeros
congressos nacionais e internacionais). Com a possibilidade
do uso dos fibrinolíticos pré-operatóriamente
sob a forma de cateterismo "in situ", intratrombo,
em casos selecionados ocorreu uma modificação
importante na evolução e no prognóstico
desses doentes, fenômeno que pudemos constatar,
com índice de salvamento do membro acima de
70,0%.
Este trabalho nos mostra com detalhes estes aspectos,
que vou passar a resumir.: apesar de ser um trabalho
retrospectivo, penso que os principais pontos puderam
ser abordados. Utilizaram 13 pacientes, com faixa
etária entre os 65-92 anos, sendo que todos
foram submetidos à arteriografia de emergência.
A técnica padrão foi a de infundir 200.000
UI de uroquinase em bolus intratrombo, aí então
o cateter era tracionado para a parte proximal do
trombo, para a infusão de 75.000 UI de uroquinase
por hora. Simultaneamente , foi injetada Heparina
EV (15.000 UI/24 Horas), juntamente com a lise. O
paciente era então encaminhado para a UTI,
para a monitorização do estado clínico
do membro, o local da punção e possível
sangramento cada hora. Após 6-12 horas, a arteriografia
era repetida. A lise era considerada um sucesso e
terminada quando uma significativa melhora da circulação
distal foi observada na arteriografia pós.
O critério para a melhora angiográfica
foi a vizibilização de pelo menos uma
artéria tibial. A lise também foi interrompida
quando o estado do paciente se deteriorava (oliguria,
hipotensão e alteração da consciência).
A hemorragia necessitando transfusão ou a evacuação
de um hematoma foram considerados uma grande complicação.
O procedimento cirúrgico consistia de uma exclusão
do aneurisma por ligadura proximal e distal e a interposição
de um enxerto com veia safena autógena invertida.
Os resultados relatados pelos autores foram detalhadamente
apresentados. Eles relataram que o tempo de isquemia
antes da fibrinólise foi de 6 horas em 6 pacientes
e entre 24 a 36 horas em outros 6 pacientes. Outro
paciente mais grave tinha isquemia de 7 dias.
A duração média da lise foi de
mais ou menos 32/15 horas., com a média de
infusão de 2.400.000 a 880.000UI de uroquinase.
A trombólise resultou em 1 artéria poplítea
pérvia com 1 ou 2 vasos de escoamento distal
em 77% dos pacientes. Falha na lise ocorreu em 3 pacientes.
Todos estes tinham isquemia muito avançada.
0 trabalho está muito bem detalhado em todos
os seus ítens, mas vou resumir a conclusão:
a indicação da trombólise é
restrita a pacientes com isquemia aguda após
a trombose do aneurisma de poplítea e a pacientes
que suportem um período aceitável de
isquemia. Os que têm isquemia muito avançada
não respondem bem ao tratamento fibrinolítico
e os pacientes com trombose venosa associada necessitam
uma proteção maior pelo risco de uma
embolia pulmonar. As falhas do tratamento lítico
identificam pacientes com um escoamento distal muito
comprometido, prevendo-se que a cirurgia vai falhar
também.
Recomendo a leitura deste trabalho, pois traz ensinamentos
importantes.
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INSCRIÇÕES GRATUITA:
http://www.lee.dante.br/vascular .
LOCAL: Av Dr. Dante Pazzanese nº 500 (Em frente
à lacração do DETRAN) Ibirapuera
São Paulo.
DATA: Primeira terça-feira de cada mês,
20:30 hs. Estacionamento grátis no local.
PROGRAMAÇÃO:
02/04/2002-20:30 hs - Diagnóstico por Imagem
no Tratamento Cirúrgico e Endovascular
dos Aneurismas e Dissecções da Aorta.
Palestrante: Dr Antônio Kambara (IDPC)
Debatedores: Prof Dr Pedro Puech-Leão (FMUSP)
Dr Ibrahim Pinto (IDPC)
Dra. Mercedes Maldonado (IDPC)
07/05/2002 20:30 hs - Conceitos Atuais na Anestesia
do Aneurisma Tóraco-Abdominal.
Palestrante: Dr Rogério de Souza Ferreira (IDPC)
Debatedores: Dr Alberto Caputo (IDPC)
Dr Caetano Nigro Neto (IDPC)
Dr Paulo Paredes Paulista (IDPC)
Obs: os próximos módulos serão
divulgados nos próximos boletins.
I Curso Continuado de Terapia Minimamente Invasiva.
Local: Incor FMUSP-Data:primeira quarta-feira de cada
mês-Início: Abril de 2002 17:00 às
20:00hs
Inscrições: FATO EVENTOS: tel/fax (55-11)
5042.0727 / 5042.3358 /
e-mail: ednammuniz@hotmail .com
1º Módulo: 03.04.2002
Aneurisma de Aorta Abdominal: Como eu faço.
(discussão, apresentação de produtos)
Moderador: Dr. Crescêncio Centola
Palestrantes: Prof. Dr. Pedro Puech-Leão
Dr. Galdêncio Espinosa
Dr. Marcelo Ferreira
Dr. Pierre Silveira
2o Módulo: 08.05.2002
Angioplastias periféricas. (caso ao vivo, discussão,
apresentação de produtos)
Moderador: Dr. Francisco César Carnevale
Palestrantes: Dr. Crescêncio Centola
Dr. Felipe Nasser
Carlos Abath
Obs: os próximos módulos serão
divulgados nos próximos boletins
II ENCONTRO MULTIDISCIPLINAR PARA DIAGNÓSTICO
E CONTROLE DO DIABETES.
Local: São José do Rio Preto
Michelangelo Hotel Conference Center - 20/04/2002
Telefone: (17) 230-8510
PROGRAMA
MÓDULO I
8:30 - Diabetes: Conceito geral, Epidemiologia e Diagnóstico,
Dra. Maria Adelaide Albergaria HC FMUSP- São
Paulo
9:00 - Obesidade e Diabetes, Dra. Maria Adelaide Albergaria-
HC FMUSP- São Paulo
9:20 - Terapêutica Ambulatorial no Diabético
tipo 2, Dra. Adelaide Albergaria HC FMUSP- São
Paulo
9:50 - Doença Cardiovascular no Diabético,
Dra. Anaí Spinelli Durazzo HC FMUSP/INCOR-
São Paulo
10:20 - Intervalo
10:30 - Cuidados na gestante diabética, Dr.
Carlos Alberto Maganha HC FMUSP- São Paulo
10:50 - Cuidados no peri-operatório e UTI,
Dra. Maria Adelaide Albergaria HC FMUSP- São
Paulo
11:20 - Infecções associadas e antibioticoterapia,
Dra Luciana Jorge- SPB/HB São José Rio
Preto
MÓDULO II
14:00 - Conceito e classificação do
"pé diabético",Dr. Nelson
de Luccia HC FMUSP- SP
14:30 - Classificação e tratamento da
osteoartropatia de Charcot, Dr. Nelson de Luccia HC
FMUSP- SP
15:00 - Conduta no "pé diabético"
isquêmico, Dr. Nelson de Luccia HC FMUSP- SP
15:30 - Diagnóstico e tratamento da retinopatia
diabética, Dr.Alexandre Cury Jr.- IORP-SJRPreto
16:00 - Intervalo
16:15 - Diagnóstico e tratamento da nefropatia
diabética, Dr. Horacio Ramalho-IUN-SJRPreto
16:40 - Amputações e reabilitação
em pacientes diabéticos, Dr. Nelson de Luccia
HC FMUSP- SP
CURSO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR - 2002/2003
COORDENAÇÃO: Prof. Dr. Roberto Sacilotto
e Dr. Alexandre Anacleto
MÓDULO I
DIA 27.04.2002 - SÁBADO - Horário :
9h às 17h
Propedêutica Vascular e Métodos Diagnósticos
Coordenação: Dr. Alexandre Anacleto
9:00 - Exame Clínico do Paciente Vascular Arteriopatias
Profa. Dra. Ana Guillaumon
9:30 - Exame Clínico do Paciente Vascular Flebopatias
Prof. Dr. Newton de Barros Jr.
10:00 - Métodos Diagnósticos Não
Invasivos Ecodopler Dr. Laszlo Molnar
10:30 - Intervalo
11:00 - Métodos Diagnósticos Não
Invasivos Tomografia e Ressonância - Dr. Guiseppe
D'Ippolito
11:25 - Métodos Diagnósticos Invasivos
Arteriografia /Flebo Dr. Walter Karakhanion
11:50 - Métodos Diagnósticos Linfografia
e Linfocintilografia Dr. Mauro Figueiredo de Andrade
12:15 - Almoço
Aneurismas Arteriais
Coordenação: Dr. Nelson Wolosker
14:00 - AAA Conceito, Diagnóstico e Tratamento
Prof. Dr. Roberto Caffaro
14:30 - AAA Pararrenal Classificação
e Conduta Dr. João Carlos Anacleto
15:00 - AAA Sintomático Prof. Dr. Fausto Miranda
Jr.
15:30 - Intervalo
15:45 - Aneurisma Toracoabdominal Conceito, Diagnóstico
e Tratamento Dr. Alexandre Anacleto
16:15 - AAA Tratamento Endovascular Prof. Dr. Pedro
Puech-Leão
16:35 - Aneurismas Periféricos Dr. Paulo Celso
Motta Guimarães
INFORMAÇÕES / INSCRIÇÕES/LOCAL:
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA
AV. Brigadeiro Luís Antonio, 278 - São
Paulo - SP
Fone: 3188-4250 - Setor de Eventos Científicos
Portal APM: www.apm.org.br
E-mail: simonef@apm.org.br
ESTACIONAMENTOS:
R: Francisca Miquelina, 67 ( exclusivo aos sócios
da APM )
Av. Brigadeiro Luís Antonio, 436 ( Paramount
- 20%de desconto )
R: Francisca Miquelina, 103 / 111 ( Paulipark - 25%
de desconto )
R: Genebra, 296 ( Astra Park - 25% de desconto )
TAXAS DE INSCRIÇÃO POR DATA:
Sócio da APM / Acadêmico: R$ 30,00
Sócio SBACV/ Residente / Estagiário:
R$ 50,00
Médico Não Sócio: R$ 70,00
FORMAS DE PAGAMENTO:
Depósito Bancário: Banco Itaú
S/A, Agência: 0251
C/C.: 43.883-4, nominal à
Associação Paulista de Medicina
CNPJ: 60.993.482/0001-50.
Enviar via fax (11) 3188-4255, a ficha de inscrição
preenchida à máquina, comprovante de
depósito e de categoria profissional.
Informações: Secretaria da SBACV - São
Paulo - Obs: os próximos módulos serão
divulgados nos próximos boletins
VII Encontro Paranaense de Angiologia e Cirurgia Vascular
- Curitiba PR, 19 e 20 de Abril de 2002.
FAX = (41) 242-0978
XVI Encontro de Angiologia e Cirurgia Vascular do
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro RJ, 3 a 5 de Maio
de 2002.
trasso@easyline.com.br, home page: www.trasso.com.br;
tel/fax: (21) 25216905
IX
JORNADA DE CIRURGIA VASCULAR E ANGIOLOGIA FAMERP /
IMC
17 e 18 de maio de 2002 - São José do
Rio Preto/SP-
PROGRAMAÇÃO CIENTÍFICA
17/05/02 - Sexta-feira
8:00 - Abertura
8:30 - Módulo básico
8:35 - Anatomia Cirúrgica e vias de acesso
à aorta abdominal e veia cava e seus ramos.
9:10 - Módulo arterial clínico
9:15 - Metodologia para o diagnóstico clínico
das vasculites.
9:55 - O uso das Prostaglandinas nas obstruções
arteriais críticas dos membros inferiores.
10:25 - Intervalo
10:45 - Módulo arterial cirúrgico
10:50 - O aprisionamento de vasos poplíteos:
incidência, complicações e tratamento.
O conceito de aprisionamento funcional.
11:20 - Revascularização distal de membros
inferiores em pacientes sem veias safenas adequadas.
11:50 - Técnicas de pinçamento da aorta
nas cirurgias de aneurisma de aorta abdominal justa-renal.
12:20 - Almoço
14:00 - Módulo de apresentação
de casos
14:05 - Endarterectomia de aorta abdominal em mulheres
jovens.
14:25 - Dissecção aórtica tipo
B rota com aneurisma abdominal verdadeiro tratado
por técnica endovascular.
14:45 - Módulo endovascular
14:50 - Resposta clínica e biológica
ao implante de stents e endopróteses.
15:20 - Os problemas da conversão cirúrgica
no tratamento endovascular dos aneurismas da aorta
abdominal.
15:50 - Estado atual do tratamento endovascular das
estenoses das artérias carótidas.
16:20 - Intervalo
16:40 - Módulo endovascular continuação
16:45 - Tratamento endovascular dos aneurismas da
aorta abdominal com oclusão de uma ou ambas
artérias hipogástricas.
17:15 - Avaliação crítica do
tratamento endovascular do aneurisma da aorta abdominal.
17:45 - Módulo de atualização
17:50 - Estado atual da terapia genética
18:20 - Módulo "Como eu Faço"
18:25 - Simpatectomia torácica por videotoracoscopia
para tratamento da hiperidrose palmar e axilar.
18:40 - O preparo do coto de amputação
para adaptação da prótese.
18/05/2002 Sábado
08:00 - Módulo polêmico
08:05 - A fibrinólise na trombose venosa profunda
de membros inferiores.
08:25 - A revascularização de membros
inferiores baseada na Angio-ressonância.
08:50 - Módulo misto
08:55 - O Pé Diabético: fisiopatologia,
prevenção e tratamento.
09:35 - Acessos venosos implantáveis.
10:00 - Intervalo
10:20 - Módulo venoso
10:25 - Fisioterapia linfática: indicações
e técnicas
11:05 - Fatores de risco para eventos tromboembólicos
e uso de tromboprofilaxia em
pacientes clínicos e cirúrgicos internados
em São José do Rio Preto.
11:35 - Conduta em caso de gestante com trombofília
e antecedentes de trombose venosa profunda.
11:50 - Módulo de tratamento cosmético
das varizes
11:55 - Laser: quando e de que tipo?
12:12 - Laser e outros métodos físicos.
12:25 - A crioescleroterapia.
12:40 - Profilaxia e tratamento das complicações:
úlceras, queimaduras, manchas hipercrômicas
e outras.
13:00 - Encerramento com almoço para todos
os participantes
Contatos:
Para tratar de assuntos logísticos da IX JORNADA
DE CIRURGIA VASCULAR E ANGIOLOGIA FAMERP / IMC,
contactar a CENACON (Centro Nacional de Congressos)
pelo telefone: 0 (XX) 17 224-9205, fax: 0 (XX) 17
225-5488
ou por e-mail: cenacon@zaz.com.br
Encontro Mineiro de Angiologia e Cirurgia Vascular
Montes Claros - Minas Gerais 31 de Maio a 01 de junho
de 2002. www.sbacvmg.com.br
XX Encontro Paulista de Cirurgia Vascular
São Paulo SP, 30 e 31 de Agosto de 2002, info@meetingeventos.com.br
, tels: 3845-9082, 38498263; fax: 3845-6818
IV Encontro Norte-Nordeste de Angiologia e Cirurgia
Vascular
Fortaleza Ceará 5 a 7 de Setembro de 2002,
ciaeventos@ciaeventos.com.br , tel/fax: (0xx17) 225-5488
VII Congresso Panamericano de Cirurgia Vascular e
Endovascular
Rio de Janeiro, RJ, 06 a 10 de Novembro de 2002, www.sbacvrj.com.br
, trasso@easyline.com.br
VI ENCONTRO DE CIRURGIA VASCULAR DO CONE SUL
a ser ralizado nos dias 17/18/19 de abril de 2003,
em Joinville/SC. Este Encontro é realizado
a cada dois anos, e é organizado pelas Regionais
do Paraná, Rio
Grande do Sul e de Santa Catarina.
No Exterior
Convencion Cirujanos Vasculares de Habla Hispana
- Miami USA, 25 a 27 de Abril de 2002, sicardg@msnotes.wustl.edu
X Congreso Panamericano Y IV Congreso Venezolono de
Flebología Y Linfologia
29 de Maio a 01 de Junho de 2002 Hotel Margarita Hilton
Margarita-Venezuela
tel: 58 212 7934832; fax : 58 212-7934832; e-mail:
gerevent@telcel.net.ve
XII Mediterranean Congress of Angiology and Vascular
Surgery
22 a 26 de Maio de 2002, Paphos-Cyprus;
tel: 35725843600, e-mail: options@options.com.cy ,
www.options.com.cy .
X Panamerican Congress of Phebology and Limphology
Isla de Margarita
Venezuela, 29 de Maio a 1 de junho
gerevent@telcel.net.ve
Annual Meeting of the Society for Vascular Surgery
- Boston USA, 9 a 12 de Junho de 2002, aavs@prri.com
European Atherosclerosis Society 73rd EAS Congress
Salzburg, Austria 7 a 10 de Julho de 2002-01-23
www.kenes.com/73eas , tel: +972 3 5140018/9, fax:
+972 3 5172484
XXVI
Congreso del Capitulo Latinoamericano da "The
International Society for Cardiovascular Surgery"
Bariloche Argentina, 5 a 8 de Setembro de 2002, ppl@fibertel.com.ar
16th Annual Meeting The European Society for Vascular
Surgery, Istanbul Turkey
26 a 29 de Setembro de 2002
Tel 00 90 212 231 30 21, Fax 00 90 212 232 15 22,
Email ikon@ikontour.com.
INFORME SOBRE A REUNIÃO CIENTÍFICA
DE MARÇO
ECOS DA 2ª REUNIÃO CIENTÍFICA DE
2002
freqüentemente pelos cirurgiões vasculares.
O comentador designado foi o Prof. Emil Burihan, que
além de fazer um apanhado geral sobre o assunto,
complementou com a experiência cirúrgica
da casuística da UNIFESP sobre o tema.
O terceiro trabalho - Traumatismo fechado como causa
de lesão de tronco braquiocefálico em
criança, apresentado pela Dra. Roberta Cardoso
da Disciplina de Cirurgia Vascular do Hospital das
Clínicas da FMUSP, mostrou detalhes sobre diagnóstico
e tratamento cirúrgico de patologia rara na
infância. O comentador designado foi o Dr. Roberto
A. Caffaro, que aproveitando a documentação
do caso em questão, deu verdadeira aula sobre
os percalços e preocupações na
condução deste tipo de trauma na infância.
Mais uma vez acreditamos que o saldo das apresentações
e discussões dos trabalhos científicos
desta reunião foi altamente compensador. As
palavras do Dr. Roberto Caffaro ao final da reunião,
de elogio, apoio e entusiasmo para com a atual gestão
da diretoria de nossa Regional são prova disto,
ao mesmo tempo em que aumenta a nossa responsabilidade
pela manutenção dos objetivos até
aqui conquistados.
DR. CID J. SITRÂNGULO JR.
Dr. Roberto Sacilotto (presidente da Regional SP)
apresenta o
Dr. Guilherme Yazbek (à direita), autor-apresentador
do primeiro
trabalho científico de noite.
Dr. Roberto Sacilotto (presidente da Regional SP)
apresenta o
Dr. Guilherme Yazbek (à direita), autor-apresentador
do primeiro
trabalho científico de noite.
O interesse dos colegas de nossa Regional, demonstrado
pelo comparecimento assíduo e maciço
às primeiras sessões deste ano, tem
feito a diretoria sentir-se recompensada pelo esforço
dispendido na organização das mesmas.
Nesta segunda reunião de 2002, que foi antecipada
devido às comemorações de Páscoa,
nem mesmo o fato de se realizar na noite em que haveria
o jogo-treino da seleção brasileira
de futebol, acrescida da ocorrência de chuvas
de grandes proporções que caíram
no final da tarde, dificultando ainda mais a locomoção
pela cidade, ainda assim o comparecimento dos colegas
foi plenamente satisfatório.
O esforço daqueles que compareceram, temos
certeza, foi recompensado pelo alto nível dos
trabalhos apresentados, tanto por parte dos autores-apresentadores,
como dos comentadores designados, mas também
pela competente participação da platéia.
O primeiro trabalho - Reconstrução carotídea
em pacientes operados por neoplasia de cabeça
e pescoço, apresentado pelo Dr. Guilherme Yazbek
do Departamento de Cirurgia Vascular do Hospital do
Câncer de São Paulo, mostrou a atuação
da equipe vascular em operações oncológicas
de alta complexidade, com resultados que se superpõem
aos da literatura internacional, conforme demonstrado.
O comentador designado foi o Dr. Aldo Ferronato que
destacou a gravidade dos casos apresentados e colocou
sob dúvida, na sua visão particular,
a validade da reconstrução vascular
nestes casos, em face da elevada morbi-mortalidade.
O segundo trabalho - Paraganglioma do corpo carotídeo.
Experiência do Serviço, apresentado pela
Dra. Márcia M. Morales do Serviço de
Cirurgia Vascular do IMC e da SPB de São José
do Rio Preto, SP, mostrou a experiência recente
e remota do Serviço com uma patologia tratada
pouco
REUNIÕES CIENTÍFICAS EM SERVIÇOS
DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DO ESTADO DE SÃO
PAULO
Hospital Heliópolis
Terças-feiras - Visitas à enfermaria
8:00
Local: 8o andar e OS
Hospital São Luiz
Quartas e sextas-feiras Visitas às enfermarias:
Unidades Itaim e Morumbi
Tel (011)3040-1100
Rua Dr. Alceu de Campos Rodrigues 143
Hospital Ipiranga
Terças-feiras das 9:00 às 10:00 (visitas
à enfermaria)
Reunião das 10:30 às 11:00
Local: anfiteatro 9o andar
Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Sextas-feiras das 8:30 às 10:30
Local: Setor de Moléstias Vasculares
UNICAMP-Hospital de Clínicas
Terças-feiras às 8:15
Local: Anfiteatro 1o andar Ambulatório de Cirurgia
Casa de Saúde Santa Marcelina
Segundas (15:00) e quartas-feiras às 16:00
- Visitas à enfermaria
Local: 6o andar
Instituto de Angiologia e Cirurgia Vascular de Santos
Segundas-feiras às 10:00
Local: Anfiteatro do Hospital Guilherme Álvaro
Faculdade de Medicina de Botucatu - Hospital das Clínicas
Segundas-feiras às 8:30
Local: Enfermaria de Cirurgia Vascular
Faculdade de Medicina de Sorocaba
Terças-feiras às 9:30
Local: Enfermaria de Cirurgia Vascular Hospital Regional
Hospital do Servidor Público Estadual
Segundas-feiras às 8:15
Local: 14o andar
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Quintas-feiras às 9:00
Local: 3o andar do Departamento de Cirurgia (DC 3)
Informações: (011) 3226-7273 ramal 5645
(Sra. Denil)
Faculdade de Medicina da USP Hospital das Clínicas
Quintas-feiras das 10:00 às 11:00
Local: Anfiteatro do 8o andar HC-FMUSP
Beneficiência Portuguesa de São Paulo
Quartas-feiras das 12:30 às 13:30
Local: Anfiteatro 2o andar Hospital Beneficiência
Portuguesa
UNIFESP Escola Paulista de Medicina
Quintas-feiras das 13:30 às 15:30
Local: Anfiteatro 3o andar Hospital São Paulo
Informações Gerais:
Encaminhe suas sugestões, dúvidas, trabalhos
científicos, eventos a serem divulgados para:
Dr. Erasmo Simão da Silva
e-mail: ersimao@usp.br
tel/fax: 38149873
Rua Martins 96, São Paulo, SP Cep: 05511-000
Dr.
Nilo M. Izukawa
e-mail: nilosmk.ops@terra.com.br
tel/fax: 2763299
Av. Indianópolis 2784, São Paulo SP
Cep: 04062-003
e-mail: secretaria@sbacvsp.org.br
- correio: Rua Estela, 515 Bloco A Cj.: 62 - Paraíso
São Paulo - SP - Brasil - Cep 04011-904
-tel./Fax: (55 11) 5083.3686
-site da regional São Paulo: www.sbacvsp.org.br
(obs: às 20:00 será servido um lanche
para os presentes, a apresentação dos
trabalhos científicos começará
às 20:30)
Local da Reunião Científica: Hospital
Servidor Público Estadual
Rua Pedro de Toledo, 1800 - Ibirapuera - Anfiteatro
B - 1º andar
Data: 25/04/02 às 20:30hs
Data: 25/04/02 às 20:30hs
Anfiteatro do Hospital Servidor Público Estadual
Anfiteatro do Hospital Servidor Público Estadual
Estacionamento Gratuito no local
ATENÇÂO: MUDANÇA NO LOCAL DO
ESTACIONAMENTO:
AV. IBIRAPUERA, 981- Prédio da administração
NOTA 1
Realizamos em aqui em Petrolina - PE, sob a coordenação
do Dr. Luiz Otávio Nogueira da Silva, o primeiro
transplante de rim (inter-vivo) no último dia
16/03/2002. O ato cirúrgico foi realizado com
sucesso e apresenta uma boa evolução
até o momento. Vínhamos nos preparando
há 2 anos, cumprindo todas as exigências
da Central de Transplante e do Ministério da
Saúde. Achamos ter dado um grande passo para
o desenvolvimento da saúde da nossa cidade
e cidades circunvizinhas, pois estamos no centro do
nordeste, há 520 Km da capital mais próxima.
Participaram da equipe como cirurgiões vasculares:
Edinaldo de Barros Torres, Antônio Leite de
Vasconcelos Sobrinho e WaniltonRios Senna.
Dr. Edinaldo Torres.
NOTA 2
Agradecimento:
Ao Prof. Dr. Francisco H. de A. Maffei em especial
e a todos os membros de sua equipe e da equipe de
Pronto Socorro do Hospital de Clínicas da Faculdade
de Medicina de Botucatu pela competência e presteza
no atendimento de D. Zilda, nossa mãe, por
ocasião de seu acidente e principalmente pela
gentileza e carinho a ela dedicados.
É sempre bom ter amigos nestes momentos.
Eduardo Toledo de Aguiar e seus irmãos Álvaro
e Roberto Aguiar.