Biênio 2000/01 - no. 12– Março/01
Boletim - Os médicos têm se queixado bastante da relação desigual com as empresas de Planos de Saúde. Como a entidade que o senhor representa, a Associação Paulista de Medicina, tem se mobilizado neste sentido?
Dr. Florisval Meinão - A Associação Paulista de Medicina tem um Departamento de Convênios que, aliado a outras entidades, como o sindicato, o Conselho Regional de Medicina e o conjunto das Sociedades de Especialidade, promove reuniões periódicas onde são discutidas as questões que envolvem a relação entre os médicos e as empresas de seguro saúde.
Boletim - Qual o principal problema detectado na relação entre médicos e empresas particulares de seguro de saúde?
Dr. Florisval - Nosso esforço tem sido no sentido de abrir um canal permanente de comunicação entre todas estas entidades. Existe uma situação extremamente desfavorável para a classe médica. Há médicos demais concentrados principalmente na porção sul e sudeste do país e escolas de medicina demais, muitas delas abertas sem critérios, e por mais que nos esforcemos, não conseguimos reverter esse quadro. Ao mesmo tempo existe uma grande parte da população sem acesso ao tratamento médico, principalmente aos especialistas. Essa grande parcela da população parte então para os serviços de saúde pública, que também não consegue dar conta satisfatoriamente desse grande contingente. É nesse contexto que a maioria dos médicos vão bater na porta dos seguros de saúde. O problema é que, nos últimos anos, visando acumular lucros, estas empresas passaram a pressionar os médicos para conter despesas e com isso acabam interferindo de forma perniciosa na relação médico-paciente. Essa é uma relação que exige confiança e a interferência de um terceiro deve ser muito criteriosa. Os médicos têm se queixado porque a interferência das empresas tem sido feita de um modo que compromete inclusive a sua credibilidade diante dos pacientes.
Boletim - Neste momento, como está este diálogo?
Dr. Florisval - Este é um diálogo difícil. A legislação que regula o funcionamento dos convênios não entra nesses aspectos da relação médico-empresa, o que dá margem para estas distorções. Em qualquer atitude dos médicos que contrarie a empresa eles são sumariamente descredenciados. E, nessa briga, até conseguir apoio político é difícil.
Boletim - O que as Sociedades podem fazer para modificar esta situação?
Dr.
Florisval - São dois os caminhos. Um deles
é unir a classe médica. O outro é
esclarecer a população sobre o que está
acontecendo. Por isso iniciamos uma campanha, em julho
de 2000, de esclarecimento à sociedade. Precisamos
abrir um canal de comunicação com a
população e acolher suas denúncias
e reclamações que, na prática,
já têm sido encaminhadas para órgãos
competentes como o Procon e o Idec. Essa campanha
iniciada no ano passado teve uma receptividade muito
grande, inclusive por parte da mídia. Os médicos
tiveram a oportunidade de se colocar e isso, de certa
forma, inibiu os convênios. Mas não completamente.
E essa é uma luta desigual, porque as empresas
de planos de saúde, que movimentam cifras bilionárias,
têm um poder muito grande. Para garantir que
o médico poderá exercer seu trabalho
livremente as Sociedades podem ajudar a conscientizá-lo
de que esta luta é de todos. O médico
geralmente trabalha sozinho, em seu consultório,
e muitas vezes acaba aceitando as condições
impostas por estas empresas. Em troca de mais pacientes,
aceitam suas imposições e uma redução
de honorários, condições que
acabam prejudicando todo mundo. As Sociedades já
estão envolvidas nesta discussão, inclusive
a SBACV, que coloborou com a campanha. Mas pode contribuir
ainda mais inserindo o tema da defesa profissional
na sua pauta permanente de discussões, em congressos,
jornais, convidando pessoas de outras instituições
para fazer palestras esclarecedoras, como a que promovemos
recentemente com os residentes otorrinos. É
preciso nos unir, porque sem união não
se consegue nada. Como as Sociedades estão
mais próximas dos médicos e mantém
um diálogo com eles mais fácil que a
APM, precisam fazê-los participar desse encontro
e desse conjunto de ações, traçando
estratégias em conjunto.
Palavra do Presidente:
Aconteceu
no mês passado a primeira reunião da
Sociedade em nossa nova sede e tivemos uma grata surpresa:
a grande participação dos membros da
SBACV. Compareceram à ultima reunião
mais de 60 pessoas, o que a tornou um sucesso e deu
um grande ânimo ao salutar debate de profissionais.
Queremos agora agradecer a boa resposta ao nosso chamado
e reiterar o convite. A próxima reunião
será dia 29 de março e mais uma vez
contamos com sua presença. Mais importante
ainda é que os associados também prestigiaram
a reunião administrativa da diretoria, na qual
a maioria não tem papel deliberativo, mas que
por isso mesmo foi para nós ainda mais gratificante
poder notar seu interesse em acompanhar os procedimentos
e decisões ali tomados. É neste caminho
que devemos continuar, para fazer de nossa Sociedade
uma organização realmente ativa e relevante
para a comunidade como um todo. Estamos todos de parabéns.
Outro ponto importante a destacar é a luta
da comunidade médica capitaneada por entidades
representativas como a Associação Paulista
de Medicina e encampada pela nossa Sociedade no sentido
de fazer valer nossos direitos de profissionais nas
necessárias parcerias com as empresas de convênio
e de seguro saúde.
Todos temos sido vítimas do poderio dessas
empresas que usam do argumento financeiro para pressionar
os médicos e limitar o uso de recursos, no
seu entender, onerosos, como a realização
de exames laboratoriais, procedimentos cirúrgicos
e outros que acabam encarecendo o custo com seus conveniados.
O problema é que pretendem que tais decisões
(sobre o uso desses recursos) parta de burocratas
e outros profissionais não-médicos.
Sem levar em conta os resultados desastrosos que podem
derivar dessas regras padronizadas que, por vezes,
tornam-se enti-éticas.
É o momento de nos aliarmos e colocarmos em
pauta esta importante discussão, como destacamos
nesta edição na entrevista de capa e
no artigo relativo ao Fórum de Acmpanhamento
da Regulamentação dos Planos de Saúde.
Acompanhem e participem conosco desta luta. O objetivo
é que ganhem todos: os médicos, os pacientes
e as próprias empresas que realizam convênio
médico.
É hora de acabar com atitudes como a punição
ao médico na glosa de consultas. Ele deixa
de receber ou recebe com atraso as consultas que são
realizadas mas erroneamente não computadas
pela empresa que o contrata. Mas paga com seu descredenciamento
quando, por qualquer motivo, é ele quem erra
nesse cômputo. Situações como
essa expõem de forma inequívoca nossa
vulnerabilidade nessa parceria e exige nossa reação.
Que só será eficiente quando estivermos
conscientes e unidos.
Enquanto nos articulamos nessa briga, mais uma boa
notícia: a sede antiga de nossa Sociedade foi
vendida, após um esforço iniciado pelo
Dr. João Caros Anacleto e finalmente desencadeado
pelo Dr. Fausto Miranda Jr. O dia 8 de março,
além de marcante pela comemoração
do Dia Internacional da Mulher - aproveitamos o ensejo
para parabenizar todas as colegas doutoras, esposas,
filhas, secretárias e outras mulheres que nos
gratificam com sua convivência - , assinala
também o início de uma nova etapa para
esta Sociedade, pois com a venda da sede antiga concretizamos
o sonho da sede nova. Que é sua. Parabéns
a esses dois sócios que comandaram esse processo
de transição e aos que participaram
anonimamente, contribuindo para a concretização
deste fato.
José
Mário dos Reis - presidente
ENVIE SEU RESUMO DE TRABALHO PARA APRESENTAÇÃO
E DISCUSSÃO NAS PRÓXIMAS REUNIÕES
CIENTÍFICAS. OS TRABALHOS DEVEM SER ENVIADOS
ATÉ O DIA 15 DO MÊS ANTERIOR AO DA PUBLICAÇÃO.
ALÉM DOS RESUMOS, VOCÊ PODE PUBLICAR
TAMBÉM ARTIGOS NO BOLETIM. ENCAMINHE-OS PARA
A SECRETARIA DA SBACV OU PARA O E-MAIL sbacv@shaman.com.br.
Notas:
ERRATA:
Divulgamos erroneamente, na edição passada,
o prazo limite para o pagamento da anuidade para os
membros da SBACV.
Esse prazo vai até o final de março
(CONFIRMAR TEXTO).
Após esta data, os associados que não
estiverem quites com a anuidade ficarão sujeitos
às sanções previstas pelas cláusulas
do regimento interno.
Aviso da Tesouraria:
É muito importante manter-se atualizado com
o pagamento da anuidade. A próxima cobrança
será feita em março, por boleto bancário
e no valor de um salário mínimo. A falta
de pagamento da anuidade acarreta perda de direitos
e, acumulados dois anos de inadimplência, isto
implica na exclusão do sócio, conforme
previsto nos estatutos da SBAVC.
Para evitar problemas com o recebimento dos boletos
é importante manter seu endereço atualizado.
Possíveis alterações podem ser
comunicadas pelo telefone (0__11) 5083-3686. Ajude,
por favor, a divulgar este número entre os
colegas que não estejam recebendo o Boletim.
Recado ao Associado
Colabore com o censo da sociedade. Forneça
os dados dos seus colegas médicos vasculares
que não são filiados à sociedade.
Envie por telefone ou fax: (0__11) 5083-3686 ou
End.: novo endereço !!
e-mail: sbacv@shaman.com.br
Expediente
Presidente:
José Mário S. M. dos Reis
1o. vice: Roberto Saccilotto
2o. vice: Newton de Barros Jr.
Secretário geral: José Carlos Baptista
da Silva
1o. secretário: Alexandre Mariera Anacleto
2o. secretário: Ruy Barbosa
Tesoureiro geral: Arual Giusti
1o. tesoureiro: Winston Ioshida
2o. tesoureiro: Mauro Figueiredo Carvalho de Andrade
Diretor de eventos: José Augusto Costa
Vice-diretor de eventos: Luiz Francisco Poli de Figueiredo
Diretor científico: Henrique J. Guedes Neto
Vice-diretor científico: Nilo Izukawa
Diretor de defesa Profissional: Luis Araújo
Jr.
Vice-diretor de defesa: Walter Campos Jr.
Diretor de publicações: Jorge Agle Kalil
Vice-diretor: Aldo Ferronato
Diretor de informática: Claudio Yokoyama
Diretor de patrimônio: Fausto Miranda Jr.
Conselho superior: Antonio Carlos Simi
Bonno Van Bellen
Emil Burihan
Fausto Miranda Jr.
Francisco H. de Abreu Maffei
Pedro Puech-Leão
Wolfgang G. W. Torn
Jornalista
responsável: Rose Campos - Mtb: 22.000/SP
e-mail redação: sbacv@shaman.com.br
Journal Club:
Relationship
Between Free Living Daily Physical Activity and Peri
Pheral Circulation in Patiens with Intermitent Claudication
Andrew W. Gardner et al - Journal of Vascular Diseasns
1999.
April; 50; 289-297
Relação
entre atividade diária e circulação
periférica em pacientes com claudicação
intermitente
Andrew W. Caroner e col. - Bastimore, Maryland
O
propósito deste estudo foi determinar a relação
entre as atividades físicas diárias
e a circulação periférica sob
repouso, hiperemia reativa, e exercício máximo
na doença arterial oclusiva periférica
(DAOP) em pacientes com claudicação
intermitente.
Foram selecionados 61 pacientes claudicadores portadores
de DAOP, com idades de 70 +- 6 anos, com índice
tornozelo/braço de 957 +- 0,24 da clínica
vascular do Bastimore Veterans Affair Medical Center
e a partir de anúncios em rádios e jornais.
A atividade física diária foi medida
como a energia gasta na atividade física (EGAF),
determinada a partir de calorimetria indireta e testes
de consumo de água.
Os pacientes foram caracterizados a partir do índice
tornozelo/braço e fluxo sangüíneo
da perna (usados como marcadores da macrocirculação),
da tensão transcutânea de oxigêneo
e de poder de aquecimento trans-cutâneo como
marcadores de microcirculação.
Os pacientes claudicadores são sedentários,
o que foi demonstrado pelo valor da EGAF = 486 +-
274 kcal/dia.
O índice tornozelo/braço, o fluxo sangüíneo
na panturrilha e a tensão transcutânea
de oxigênio não foram estatisticamente
diferentes nas três condições
(repouso, hiperemia reativa e exercício máximo)
independente do EGAF.
O poder de aquecimento transcutâneo foi diferente
estatisticamente, sendo maior o EGAF.
Isso mostrou que os altos níveis de atividade
física diária estão associados
com melhor microcirculação na musculatura
da perna em pacientes claudicadores com doença
arterial oclusiva periférica.
Marcos Girão - R4 da Cirurgia Vascular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.
The
Effect of Balloon Angioplasty on Hypertension in Atherosclerotic
Renal - Artery Stenosis
Van Jaarsveld BC, and col. - New England Journal of
Medicine, 2000;
342: 1007-14
Estudo
randonizado em 50 pacientes com hipertensão
reno-vascular compara: + 22 pacientes controlados
com drogas
+ 28 pacientes que fizeram angioplastia por lesão
de óstio de artéria renal.
Houve uma porcentagem de controle de hipertensão
arterial de 68% no grupo de angioplastia X 38% no
grupo que usou terapia medicamentosa.
Sandra Mara Nadal - R4 de Cirurgia Vascular da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
Comentários: Dr. Henrique Jorge Guedes Neto
Não
há uma relação de causa e efeito
da estenose da artéria renal com a hipertensão
reno-vascular. Gostaria de obter outros dados que
o trabalho não fornece para o correto diagnóstico
da hipertensão de causa reno-vascular.
Artigo:
Reuniões Científicas Abertas a Todos
os Interessados:
FACULDADE DE MEDICINA DA USP - às quintas-feiras das 10:00 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro - 8o. andar HC
BENEFICÊNCIA PORTUGUESA DE SÃO PAULO - às quartas-feiras das 12:30 às 13:30h LOCAL: Anfiteatro - 2o. andar B.P.
UNIFESP - ESCOLA PAULISTA DE MEDICINA - às quintas-feiras das 13:30 às 15:30h LOCAL: Anfiteatro - 3o. andar H.S.P.
HOSPITAL
HELIÓPOLIS - Visitas à Enfermaria
Terças-feiras às 8:00h LOCAL: 8o. andar
e P.S.
HOSPITAL MUNICIPAL DO TATUAPÉ - Serviço de Cirurgia Vascular - Visitas e Discussão de Casos às quintas-feiras às 8:00 e às 14:00h LOCAL: 7o. andar e P.S.
HOSPITAL IPIRANGA - todas as terças-feiras - Visitas clínicas das 9:00 às 10:00h e Reuniões clínicas das 10:30 às 11:00h LOCAL: Anfiteatro - 9o. andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - Reunião e Visita Semanal do Serviço de Cirurgia Vascular - às segundas-feiras a partir das 8:15h LOCAL: 14 º. Andar
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL - Visita à Enfermaria às terças-feiras das 7:30h às 9:00h, e discussão de casos clínicos às quintas-feiras às 18:00h.
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - Setor de Moléstias Vasculares - Visita e discussão de casos, às sextas-feiras, das 8:30 às 10:30h
UNICAMP - HOSPITAL DE CLÍNICAS - Reuniões da Disciplina todas as terças-feiras às 8:15h LOCAL: Anfiteatro 1 º. Andar do Amb. de Cirurgia. Segue-se a discussão de pacientes internados até 10:30h
CASA DE SAÚDE SANTA MARCELINA - Visitas à Enfermaria às segundas-feiras às 15:00h no 6 º. Andar às quartas-feiras às 16:00h
INSTITUTO DE ANGIOLOGIA E CIRURGIA VASCULAR DE SANTOS - HOSPITAL GUILHERME ÁLVARO - FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS DE SANTOS - Reunião do Serviço com visita à Enfermaria e Discussão de Casos todas as segundas-feiras às 10:00h LOCAL: Anfiteatro do Hospital Guilherme Álvaro
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - HOSPITAL DAS CLÍNICAS - Visita e Discussão de Casos - segundas-feiras às 8:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
FACULDADE DE MEDICINA DE SOROCABA - Hospital Regional - Visitas e Discussões de Casos, terças-feiras às 9:30h LOCAL: Enfermaria de Cirurgia Vascular
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO - Disciplina de Cirurgia Vascular. Reuniões todas as quintas-feiras a partir das 9:00h LOCAL: 3 º. Andar do Departamento de Cirurgia (DC 3) - Informações: tel. 11 3226-7273 ramal 5645 com sra. Denil
Atenção Maurício:
ACRESCENTAR NA AGENDA DE REUNIÕES CIENTÍFICAS:
Faculdade
de Medicina do ABC
Às quartas-feiras das 11h às 13h
Local: Hospital Anchieta (Hospital de Ensino)
Reunião Científica:
Na
próxima reunião científica será
apresentado o Serviço de Cirurgia Vascular
do Hospital da Unicamp (dia 29/03).
Compareça à sede da Sociedade (colocar
endereço). Pode deixar seu carro no estacionamento
(colocar endereço) e entregar o tíquete
para que seja pago pela Sociedade.
Trabalhos científicos:
Análise
Anatômica do Acesso à Porção
Distal da Artéria Carótida Interna
Autores: Erasmo Simão da Silva, Felipe Fortes,
Aldo Junqueira Rodrigues Jr.
Depto. de Cirurgia FMUSP
Objetivo: Determinar se a sub-luxação da mandíbula é manobra essencial na exposição distal da artéria carótida interna.
Casuística e métodos: Foram feitas dissecções dos vasos carotídeos em 30 cadáveres frescos, sendo 20 do sexo masculino e 10 do sexo feminino, com média de idade de 52 anos. A partir da bifurcação da carótida comum, a artéria carótida interna foi exposta e realizadas medidas em centímetros (a partir da bifurcação) da extensão da exposição. A primeira medida foi feita, quando se localizava o nervo hipoglosso, a segunda, após a secção dos músculos digástrico e estilo-hióide, a terceira, após a retirada do processo estilóide e por último a quarta medida após a sub-luxação anterior da mandíbula.
Resultados: Comparando-se a terceira medida com a quarta (sub-luxação da mandíbula) obteve-se na média uma exposição suplementar da artéria carótida interna de 0,77 cm (16,2% a mais de exposição), resultado que foi estatisticamente significante (t pareado = 9,26; p < 0,01). Outras variáveis como sexo, idade, tamanho do pescoço, tamanho do processo estilóide foram testadas sem alcançar significância.
Conclusão: Em um estudo anatômico, realizado em cadáveres não formolizados, demonstrou-se exposição complementar da artéria carótida interna coma a sub- luxação da mandíbula..
***
Derivações
Arteriais Cruzadas Através do Períneo
Autores: Aldo Ferronato, Ruy Barbosa, Jorge A. Kalil,
Flávia Patrícia Salmazo, Paulo S. Carneiro
O
objetivo da apresentação é a
análise de 14 casos para os quais se utilizou
uma derivação arterial alternativa,
que evitou a passagem do enxerto arterial por uma
região femoral acometida por infecção,
invasão tumoral, ou por fibrose intensa secundária
a radioterapia ou operações iterativas.
Para a maioria dos pacientes, a derivação
foi realizada de uma artéria femoral comum
para a artéria poplítea contra-lateral,
passando o enxerto arterial pelo períneo.
Esta operação foi descrita pela primeira
vez na literatura pelo autor (A. F.) em 1975. Este
paciente manteve a derivação, com veia
safena interna autógena, permeável por
16 anos; durante estes anos a veia utilizada como
enxerto arterializou, tornou-se aterosclerótica,
e foi de aneurisma aterosclerótico, operado
12 anos após a operação inicial.
As condições para estas operações,
a técnica cirúrgica utilizada e os resultados
destes casos são discutidos na apresentação.
Agenda:
XIII
Congresso do Departamento de Ecocardiografia da Sociedade
Brasileira de Cardiologia
Local: Hotel Meliá, em São Paulo
Data: 28 de abril a 1o. de maio de 2001
Informações: Meeting Planejamento Organização
e Eventos
(11) 3849-0379 / 8263 fax: 3845-6818 e-mail: info@meetingeventos.com.br
Revisão
Anatomia Arterial / Venosa
Protocolo para Duplex Scan Venoso Superficial
Protocolo para Duplex Scan Venoso Profundo
Protocolo para Duplex Scan Arterial
Carótidas: imagem 2D e morfologia da placa
Carótidas : quantificação das
estenoses
Protocolo para Vertebral e Membros Superiores
Lesões não ateroscleróticas de
Carótidas e Arterias Renais
Protocolo: Aorta Abdominal, Ilíacas / Mesentérica
Sup. e Tronco Celíaco
Protocolo: Artérias Renais e Avaliação
Funcional do Rim
Ultrassonografia endovascular no território
Aorto-Ilíaco
Trombose Venosa e Embolia Pulmonar - Aspectos Diagnósticos
e Terapêuticos
São alguns dos tópicos da programação.
Categoria
taxas
Até 30/03/01 até 16/04/01
Sócios quites do Depto. de R$ 230,00 R$ 300,00
Ecocardiografia (direito a todas
as atividades do cogresso
Não
sócios ou inadimplentes
(todas as atividades do congresso) R$ 290,00 R$ 330,00
Módulo
clínico (somente atividades
do módulo clínico) R$ 100,00 R$ 150,00
(As inscrições se encerram dia 16 de
abril)
XXIV
Congresso Brasileiro de Cirurgia
Data: 8 a 12 de julho de 2001
Local: Palácio de Convenções
do Anhembi - São Paulo/SP
Convidados
estrangeiros: Roberto Chiesa (Itália)
Thomas Noppeney (Alemanha)
Conferências:
Avaliação crítica da correção
endovascular do aneurisma da aorta
Cirurgia convencional da carótida X Angioplastia.
Quando? Como?
Por quê?
Mini-conferências:
Simpatectomia cervicotorácica vídeo-toracoscópica
Avaliação crítica das valvuloplastias
venosas
Ligadura endoscópica de perfurantes insuficientes
Mesas-redondas:
Terapêutica das arteriopatias obstrutivas dos
membros
Urgências vasculares
Sessão de temas livres especiais
Simpósio satélite: Profilaxia do tromboembolismo venoso em cirurgia
Mais informações sobre inscrição e forma de pagamento podem ser obtidas na Secretaria do evento, à R. Marquês de Itu, 306 - cj. 14 - V. Buarque, São Paulo/SP cep 01223-000 - tel. 0xx11 223-2453
I
Encontro Nacional de Cirurgia Vascular sobre o Pé
Diabético
Data: 6 e 7 de abril de 2001
Local: São Paulo/SP
Coordenação: Nelson de Luccia
Convidados
Internacionais: David R. Campbell, USA
Lawrence B. Harkless, USA
Apoio: SBACV - Soc. Bras. de Angiologia e Cirurgia Vascular
Taxas
de inscrição: até 20/3 após
20/3
Sócios SBACV R$ 200,00 R$ 250,00
Não sócios R$ 400,00 R$ 450,00
Estudantes/Residentes R$ 150,00 R$ 200,00
(até 5 anos de formado)
Informações e inscrições pelo telefone: 0xx11 3021-0066
Próximas
reuniões da Sociedade:
29/3
26/4
31/5
28/6
26/7
30/8
27/9
25/10 - Congresso no Rio de Janeiro
29/11- Festa de fim de ano
Local: Na sua sede - r. Stela, 515
(checar programação com Juliana)
Curso
de Linfedema
Inscrições abertas
Curso teórico e prático para tratamento
do edema linfático
Cooredenção do Dr. Henrique Jorge Guedes
Neto, assistente da disciplina Cirgurgia Vascular
da Faculdade de Ciências Médicas da Santa
Casa de São Paulo, responsável pelo
Ambulatório de Linfedemas e Angiodisplasias
e diretor científicos da Regional São
Paulo da SBACV. E com os fisioterapeutas Tarso Túlio
Nogueira e Elisa Helena Seixas
Informações: (11) 3826-3678 / 3826-5079
c/ Srta. Roseli
Participe:
Você pode mandar artigos e informações
sobre cursos e eventos. Faça também
suas críticas e sugestões ao novo Boletim
Informativo da SBACV - SP. Mande seu e-mail para:
sbacv@shaman.com.br
. E visite também o site da Sociedade: www.sbacvsp.org.br